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Pará

PARÁ: Novas fontes energéticas podem movimentar até R$ 30 milhões

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Aperfeiçoar o posicionamento estratégico da matriz elétrica do Pará na promoção do desenvolvimento sustentável no Estado, onde a segurança energética e as questões ambientais são determinantes em termos de competitividade. Essa é a principal proposta da tese de pós-doutorado do professor da Universidade da Amazônia, Fabrício Quadros Borges, intitulada ‘A matriz elétrica no Estado do Pará e seu posicionamento na promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia’.

Em seu estudo, o pesquisador traça um panorama das atuais fontes elétricas do estado e apresenta um plano de diversificação desses meios para 2020, mostrando que além de serem sustentáveis, essas fontes contribuirão significativamente para a geração de renda e empregos na região.

Para chegar a tais resultados, Fabrício Borges levou em consideração as especificidades econômicas, tecnológicas e naturais do Pará, utilizando equações matemáticas que lhe forneceram a proporção ideal da participação de cada fonte de energia na matriz elétrica de 2020. Foram avaliadas as fontes: biomassa, solar, eólica e nuclear.

Dessas, apenas a biomassa e a solar mostraram-se fontes pontenciais e sustentáveis de geração elétrica. Em relação à biomassa, o estudo verificou que o Pará apresenta alto desempenho para a dimensão econômica, médio desempenho para a dimensão social, médio desempenho para a dimensão ambiental e médio desempenho para a dimensão tecnológica, portanto sua utilização é indicada.

O Estado é o terceiro maior beneficiador de espécies florestais do Brasil, consequentemente, gera grande quantidade de resíduos, o que representa potencial significativo para utilização dessa biomassa para fins energéticos. No que diz respeito à fonte solar, o estudo constatou que o Estado apresenta baixo desempenho na dimensão econômica, médio desempenho para a social, alto desempenho na dimensão ambiental e médio desempenho para a dimensão tecnológica. A utilização dessa fonte é indicada ao Pará graças a uma enorme quantidade de radiação solar que o Estado dispõe durante todo o ano.  

Hoje, a fonte hídrica do Pará responde por 96% da geração de eletricidade no estado. A meta é que esta participação seja reduzida, até 2020, para 80%, já que as fontes de biomassa e solar desempenharão papel de destaque no processo de transformação da matriz elétrica paraense. Juntas devem responder por 19% da matriz em 2020, sendo 12% gerado pela biomassa e 7% pela solar. Atualmente, as duas fontes respondem por 1% da participação na geração de eletricidade no Pará. Conforme o estudo, as demais fontes não devem ultrapassar 1%.

Emprego e renda

De acordo com Fabrício Borges se forem direcionados esforços para a diversificação da matriz elétrica paraense, as empresas envolvidas com a cadeia energética de fontes solar e biomassa constituirão dois novos setores que devem movimentar juntos até 2020 cerca de R$ 30 milhões e gerar cerca de 20 mil empregos diretos nos próximos 10 anos.  

Além disso, a inclusão destas fontes de energia na matriz elétrica deverá evitar o lançamento de emissões em cerca de 15 milhões de toneladas de gás carbônico em 10 anos. ‘Este novo cenário reduziria a contribuição paraense na emissão de gases poluentes a partir de fontes de eletricidade e demonstraria uma iniciativa de compensar uma pequena parte dos impactos causados ao aquecimento global pelas imensas áreas alagadas, por ocasião das usinas hidrelétricas no Estado’, afirma o pesquisador.

Os estudos para a conclusão da tese de pós-doutorado do pesquisador Fabrício Borges foram realizados em um período de 18 meses, entre os Estados do Pará e de São Paulo, e contaram com a parceria da professora doutora Désirée Zouain, do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) da Universidade de São Paulo (USP).

Ações públicas

De acordo com o pesquisador, a matriz elétrica pode ser utilizada na análise da produção e uso de eletricidade em determinado contexto local, de modo a permitir uma leitura a partir da conjuntura energética global. ‘Esta condição permite observar que a quantidade de energia elétrica produzida deve ter sua importância associada aos tipos de fontes de geração deste insumo, assim como às formas de acesso da população. Logo, possibilita levantar subsídios de análise na tentativa de orientar ações públicas do setor elétrico que sejam mais comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, o presente estudo pretende questionar quais transformações a matriz elétrica paraense deve sofrer na intenção de aperfeiçoar seu posicionamento e favorecer o desenvolvimento sustentável no Estado’, conclui Fabrício Borges.

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Pará

MARABÁ: Florada dos Ipês dão atrativo especial a época do ano

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O verão marabaense, entre os meses de junho e agosto, vai ganhando ainda mais cor com a florada de ipês. Amarelo, branco, rosa, os ipês dão um colorido especial para as avenidas e ajudam na arborização da cidade. Essa semana, mais ipês floresceram garantindo um espetáculo de cores na cidade.

Para deixar a cidade ainda mais bonita, a coordenação de paisagismo da Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) e a Sevop (Secretaria de Viação e Obras Públicas) devem plantar até o final do ano mais de 2 mil mudas de ipês. A beleza dessas árvores desperta uma boa sensação na população. Além dos ipês, o paisagismo também semeia espécies como pau preto, açaí, palmeiras e plantas ornamentais.

Edilson Nunes Ferreira, coordenador do paisagismo, explica que a arborização do município é um trabalho que o setor já desenvolve há algum tempo, e esta época em especial os ipês ganham evidência na cidade. “A época da floração do ipê é muito bonita para a nossa cidade. Estamos continuando plantando cada vez mais, nas avenidas principalmente”, pontua.

A equipe do paisagismo atualmente planta grama no Km 07 e está arborizando os locais que precisam. “Já temos uma pista de caminhada e precisamos no futuro ter a sombra para as pessoas fazerem a caminhada tranquilos”, lembra Edilson Nunes, acrescentando que desvios da Folha 33 também estão no rol de locais que recebem o paisagismo no município.

A previsão é que até o mês de dezembro sejam plantadas mais de 2.000 mil espécies de ipês em pontos estratégicos do município.

Rubens Sampaio, secretário municipal de Meio Ambiente, relembra que este mês de julho se trata de um período onde muitas espécies fazem sua floração. “Isso é importante para o meio ambiente, porque as árvores ajudam a diminuir o calor na cidade, sabemos que existe uma necessidade muito grande de arborizarmos Marabá e, às vezes, falta arborização. Fazemos um trabalho junto com o paisagismo da cidade, onde temos um viveiro na Semma que realizam a arborização da cidade somente nos logradouros públicos”, comenta Rubens Sampaio.

As árvores assumem um papel importante na área urbana, uma vez que, absorvem poluição sonora e atmosférica, dando conforto térmico, visual e melhorando consequentemente a qualidade de vida. (Emilly Coelho / Fotos: Sérgio Barros e Paulo Sérgio)

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Pará

PARAUAPEBAS: Operação sensibiliza banhistas em balneários sobre a preservação de igarapés e rio

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Com o objetivo de sensibilizar banhistas em balneários da cidade para que destinem corretamente os resíduos e contribuam com a preservação de igarapés e do rio Parauapebas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) iniciou no sábado, 24, a operação Verão Sem Lixo – Ambientes Saudáveis, que seguirá até o dia 15 de agosto.

“Estamos percorrendo os balneários da cidade, principalmente aqueles que têm como sua fonte hídrica igarapés, pois tudo o que é jogado neles vai parar no rio Parauapebas. Levamos a mensagem de conservação para que o rio sobreviva por mais tempo”, explica Francilma Dutra, coordenadora de educação ambiental da Semma.

O gerente do balneário Vitória, Carlos Conceição, o primeiro a receber a ação, reforçou a importância de campanhas de sensibilização assim, “a gente deixa cestos de lixo em vários pontos, colocamos placas, mas ainda assim as pessoas insistem em jogar latas, plásticos e outras coisas na piscina de água natural. Por isso acho ações como essas importantes pra chamar a atenção das pessoas”.

Durante a programação as crianças recebem uma atenção especial, já que são aliadas importantes no processo de divulgação das práticas corretas com relação ao lixo e à preservação da natureza. O Caio Cunha, de seis anos, disse que aprendeu a não jogar lixo na água, “porque a gente bebe a água do rio”.

A Luiza Albuquerque, também de seis anos, participou da leitura compartilhada e também aprendeu uma mensagem importante sobre o meio ambiente, “a gente não pode jogar lixo no rio porque também tem os seres vivos que vivem lá e se a gente jogar lixo eles vão morrer”, disse a pequena.

Uma equipe da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur) também acompanha a ação e contribui com a distribuição de materiais educativos e com o sorteio de brindes para as crianças que participam da programação. (Karine Gomes / Fotos: José Piedade)

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Pará

PARAUAPEBAS: Construção do sistema viário avança às margens do Igarapé Ilha do Coco

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Do quintal da casa da aposentada Maria Pereira Batista, de 66 anos, é possível ver a movimentação de homens e máquinas da empresa Transvias na construção de novas vias às margens do Igarapé Ilha do Coco. As execuções resultarão em maior proteção ao canal, melhor mobilidade urbana na área do projeto, e benefícios para toda a comunidade.

Moradora da rua 19, no bairro União, dona Maria acompanha de perto os trabalhos, confiante de que as melhorias serão sentidas por ela e seus vizinhos.  “Se Deus quiser, isso aqui vai ficar muito bom! Vai melhorar cada dia mais. Agora eu estou gostando, meu filho também está satisfeito”, diz a aposentada sobre os serviços realizados na área.


O engenheiro civil do Prosap, Lucas Carvalho, reforça que nessa primeira etapa de obras serão construídos 3,44 quilômetros de vias marginais ao longo do Igarapé Ilha do Coco, em ambos os lados do canal, com sarjeta, meio-fio, calçada e ciclofaixa, além de dispositivos de drenagem, sinalização e iluminação pública.

“Ainda na semana passada, realizamos uma obra de drenagem visando à melhoria de uma situação ocorrida em uma margem do viário na rua 19, que gerou um alagamento pontual. Como ainda vamos aumentar a dimensão do sistema viário, uma drenagem provisória foi executada com a implantação de manilhas”, explica o engenheiro civil.

O sistema viário vai interligar os bairros Liberdade e Rio Verde, alcançando a avenida Liberdade, e a estrutura em construção em frente à prefeitura municipal. “Com os Parques Lineares do Liberdade e Rio Verde, o Parque Urbano Municipal e a lagoa, a população terá mais lazer e bem-estar”, acrescenta o engenheiro Lucas. (Jéssica Borges / Fotos: Jéssica Borges)

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