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quarta-feira, 06 / julho / 2022
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PARÁ: Obras do PAC continuam paradas em Marabá

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As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que previam a revitalização do Bairro Francisco Coelho, localizado na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, estão paralisadas desde o ano passado.  Orçadas em R$ 14,2 milhões – R$ 2,2 milhões do Estado e R$ 12 milhões do governo federal –, começaram em 2008 e deveriam ter sido entregues num prazo de 20 meses.

No total, seriam 80 casas que deveriam estar prontas e entregues em julho de 2010, construídas em 20 blocos de dois pavimentos, com quatro residências em cada um, com dois quartos, sala, cozinha e quintal.

Elas iriam substituir as casas de madeira, localizadas à margem de uma área conhecida como Grota do Rio Itacaiúnas. Mas, dois anos e meio se passaram e o que se vê no bairro é um canteiro de obras inacabadas.

Em 2009, 60 % das obras estavam concluídas, com serviços de saneamento e habitação. Segundo consta, 50 casas estão construídas, 40 se encontram em estágio de acabamento e em oito não há ninguém trabalhando.

Para que o trabalho fosse feito, 50 famílias foram retiradas de casa e encaminhadas para residências alugadas, pagas pelo governo, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), que repassa o valor de R$ 300 para cada uma. Uma delas é a do aposentado Francisco Dias Aragão, 76 anos, que está quase para ser despejado. “Se nós não recebermos esta semana o dinheiro do aluguel, a minha família vai para a rua”, disse ele, completando que quer a sua casa e que, caso não seja repassado o recurso para pagar os alugueis, vai morar na obra.

Morando com três filhos e três netos num pequeno cômodo, a dona de casa Maria das Graças Lima de Souza, 61, também deseja que o repasse do dinheiro seja logo regularizado. “Morávamos em casas de tábuas, não vivíamos nessa agonia”, lamentou ela, que teme ser despejada.

 “Como é que eu vou pagar dois alugueis, um para instalar o meu comércio e outro para morar?”, indaga, preocupada, a comerciante Marileia Pereira de Souza, 35, cujo negócio está praticamente falido e ela está quase sem pode sustentar a família. Marileia também espera pela casa do PAC.

Segundo Edna Cristina Guimarães Carvalho, presidente da Associação de Moradores, a situação é precária: “Um total abandono, desde quando começou a campanha para governo do Estado no ano passado, as obras estão paradas”, disse.

De acordo com ela, há dois meses as famílias estão sem receber auxílio-moradia para o aluguel. Edna disse ainda que as casas em construção estão servindo de esconderijo e motel para os delinquentes da área. Em vários deles há lixo, fezes e preservativos espalhados, conforme constatou a Reportagem do CT. “De tudo a gente encontra aqui dentro, é uma verdadeira falta de respeito com a comunidade do bairro”, desabafou.

Cheias

Localizado no encontro dos rios Itacaiúnas e Tocantins, o Bairro Francisco Coelho é anualmente castigado pelas cheias. Para amenizar as consequências das enchentes, um muro de arrimo na Avenida Beira Rio, ao lado das residências, foi projetado em todo entorno da obra, mas parte do que foi construído desmoronou.

O projeto foi redimensionado por engenheiros da UFPA, mas as obras não retornaram. No local, apenas um vigilante é mantido para evitar roubo de material ali guardado.

Sedurb

A Reportagem esteve na tarde de terça-feira (15), no escritório da Sedurb em Marabá, mas não encontrou ninguém no local. Ao retornar, ontem, pela manhã, dezenas de moradores estavam na frente do prédio aguardando a chegada de representantes do PAC, que viriam de Belém para uma reunião.

Entretanto, uma zeladora do local informou às pessoas que os representantes não vieram mais, porém iriam entrar em contato com os interessados para marcar outra reunião nos próximos dias. (Alessandra Gonçalves – Correio Tocantins)

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