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Pará

PARÁ: Oficina discute implantação do Polo Metal Mecânico

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A Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e a Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe) promoveram, em Belém, a Oficina de Trabalho da Comissão Mão de Obra. O objetivo foi discutir a implantação do Polo Metal Mecânico no Pará, um forte incentivo ao desenvolvimento sustentável do Estado e que começa a ser uma realidade no Distrito Industrial de Marabá, no sudeste paraense. A oficina apresentou o atual cenário das ações de capacitação e investimentos no Pará; discutiu a construção da matriz das oportunidades, ameaças, forças e fraquezas que impactam a formação de mão de obra para o Polo Metal Mecânico; e definiu estratégias, diretrizes e ações do segmento.

Segundo Mônica Coutinho, secretária adjunta de Estado do Trabalho, Emprego e Renda, o Polo Metal Mecânico “vai ser um polo de qualificação de mão de obra no Estado, pois vai colaborar muito para o aumento da geração de emprego e renda, a partir das demandas das grandes empresas que atuam e atuarão no Estado”. Mônica Coutinho afirmou que a parceria do Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Marabá com a empresa Vale já qualificou 13 mil pessoas e colocou três mil no mercado de trabalho neste ano. “A empresa promove 42 cursos de qualificação no município, junto com o Sine”.

Ela explicou, ainda, que a Seter, junto com a Federação das Indústrias do Pará, por meio do PDF (Programa de Desenvolvimento de Fornecedores), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará) e o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) desenvolvem ações para aumentar as vagas de emprego no Estado “o que tem acontecido neste ano, segundo pesquisas divulgadas pela Seter e o Dieese – e a capacitação de mão de obra, de acordo com as demandas do mercado”.

Segundo Roberto Fonseca, da Vale, “a empresa, os empresários do sudeste do Pará e o Governo do Estado trabalham juntos para identificar as necessidades para implantar o Polo Metal Mecânico, com vistas à industrialização e verticalização da cadeia produtiva”. Ele explicou que a Aços Laminados do Pará (Alpa), da Vale, que está sendo implantada no Distrito Industrial de Marabá e deve começar a operar em 2015, “é indutora desse polo, pois vai abrir caminho com a oferta de produtos que vão alimentar as empresas sob formas de chapas e bobinas de aço”.

Ele disse, ainda, que por meio do Projeto Aline, uma parceria entre a Vale e o Grupo Aço Cearense, se abre “a possibilidade de fabricação de embalagens metálicas, gôndolas para supermercados, vagões, barcaças e estruturas metálicas, entre outros, a partir da matéria prima fornecida pelo Projeto Aline. Junto com o Governo do Estado, a Vale procura minimizar as dificuldades da região e agir preventivamente”. Roberto Fonseca informou também que a empresa vai precisar, cada vez mais, de mão de obra capacitada para operar esses processos.

A Aço Cearense implantou e opera em Marabá a primeira siderúrgica integrada das regiões Norte/Nordeste do país, a Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras), com capacidade de produção de 350 mil toneladas de produtos laminados longos e investimento de R$ 800 milhões. Luiz Pinto, coordenador do PDF, da Fiepa, disse que “o Polo Metal Mecânico vem atender as aspirações do setor produtivo, da sociedade e do meio empresarial, onde sempre foram questionadas as exportações dos recursos naturais do Estado sem valor agregado”. Ele explicou que “com a instalação desse polo vai ser realizada a verticalização do minério de ferro – o principal item da balança comercial do Pará”. O objetivo principal é transformar esse minério de ferro em aço para exportar. “A Alpa vai fazer essa transformação e, depois, o Polo Metal Mecânico o transforma em vários produtos que farão parte da cadeia produtiva do aço. É a industrialização do sudeste do Pará”, explicou.

Alpa

A Vale iniciou, oficialmente, as obras para a construção da Aços Laminados do Pará, no Distrito Industrial de Marabá, em junho de 2010. A Alpa terá capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas. A entrada em operação da usina (alto forno, aciaria e laminação) está prevista para 2015. Nesta fase de implantação, o investimento é estimado em 5,8 bilhões de reais e geração de 16 mil empregos. Na operação, deverão ser mais 5.300 empregos diretos e outros 16 mil indiretos. Há um acordo da Vale com o Grupo Aço Cearense para a implantação das linhas de laminação da Alpa: bobinas a quente (710 mil toneladas por ano), bobinas a frio (450 mil toneladas anuais) e galvanizados (150 mil toneladas). Além da usina siderúrgica para produzir placas e aços laminados, o empreendimento é um sistema totalmente integrado: a construção de um acesso ferroviário, para receber o minério de ferro de Carajás; e a construção de um terminal fluvial no rio Tocantins, para receber o carvão mineral e fazer o escoamento da produção siderúrgica até o Terminal Portuário de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará. Além de atender à produção da siderúrgica, a futura hidrovia deverá servir a outras atividades socioeconômicas da região, segundo a Vale. A Aço Cearense, com sede em Fortaleza, capital do Ceará, tem 30 anos de atuação no mercado de aço. É uma das maiores distribuidoras de produtos longos e planos no Brasil, com liderança absoluta nas regiões Norte e Nordeste. Segundo o Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (INDA), desde 2008, o grupo é o maior distribuidor independente do Brasil.

Participaram da Oficina de Trabalho da Comissão Mão de Obra para a implantação do Polo Metal Mecânico no Pará, no auditório da Seter, representantes da Alpa/Vale, Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Associação Comercial do Pará, Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM), Grupo Sotreq, Companhia de Desenvolvimento Industrial do Pará (CDI), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), DVF Consultoria, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PA); Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Serviço Social da Indústria (SESI); Universidade do Estado do Pará (UEPA); Universidade Federal do Pará (UFPA); Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) e Obra Kolping – um movimento social a serviço do trabalhador presente em 21 Estados brasileiros, inclusive no Pará.

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Pará

PARAUAPEBAS: Município e ANM assinam nesta quarta-feira Termo de Cooperação para regularização de mineradoras

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Buscando soluções que viabilizem empreendimentos minerários legalizados e sustentáveis, será assinado nesta quarta-feira, 13, o Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura de Parauapebas e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

O evento será realizado no Hotel Vale dos Carajás, às 18h.

Em 22 de setembro a Prefeitura apresentou junto à ANM um documento com um plano de trabalho para indicar o interesse do município em firmar a parceria.


De acordo com o documento, o município coloca à disposição da ANM a equipe técnica da Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia para contribuir com os processos de fiscalização da Contribuição Financeira por Exploração Mineral (Cfem) e de atividades de extração mineral, além de apoio em Processos Minerais.

“Segundo o cadastro da ANM, até dezembro de 2020, o município de Parauapebas registrava 761 Processos Minerais em todas as suas fases, desde requerimento até a autorização de lavra, representados por 197 pessoas físicas e jurídicas, com indicação de 29 substâncias minerais”, detalha o documento.

O município de Parauapebas tem longa experiência na fiscalização da Cfem, especialmente pelo trabalho desenvolvido desde 2007 em conjunto com o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), hoje ANM. Graças a essa sinergia, foram realizadas denúncias quanto à prática de preços externos da Vale S.A, que resultou no Processo de Cobrança nº 951.438/2009 e rendeu mais de meio bilhão de reais por meio da Execução Fiscal 0006181-37.2010.4.01.390.

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Pará

PARAUAPEBAS: Gilson Fernandes pode ser um dos nomes de Bolsonaro para federal

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O nome do líder dos pequenos mineradores, Gilson Fernandes, vem ganhando força no meio bolsonarista na região de Carajás, para disputar uma cadeira de deputado federal em 2022.

Gilson está a frente da Federação Brasileira da Mineração e da Cooperativa Brasileira da Mineração, e vem desde 2015 ganhando protagonismo nas pautas conservadoras e políticas alinhadas ao presidente Bolsonaro.

Gilson tem se mantido reservado quanto a possibilidade de aceitar disputar uma cadeira de deputado federal, mas vem sendo incentivado por correligionários do setor mineral e conservador da região de Carajás.

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Pará

MARABÁ: Inscrições para a Corrida de São Félix de Valois iniciam dia 18

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As inscrições para a 11ª Corrida de São Félix de Valois começam no próximo dia 18 de outubro. O evento esportivo, que tem o apoio da Semel (Secretaria Municipal de Esporte) e da Paróquia do São Félix de Valois, é beneficente. Os interessados podem se dirigir até a Semel, localizada no Ginásio Poliesportivo “Renato Veloso”, a Folha 16, ou até a Academia Gol de Placa, na Folha 32, com um 1 pacote de fralda geriátrica ou 1 kg de leite de pó. Todos itens arrecadados serão doados para projetos sociais  indicados pela Paróquia e pela Prefeitura.  

Thyago Ferraz, coordenador da Semel, lembra que se trata de um evento de grande porte já inserido no calendário esportivo de Marabá. Cada participante receberá o kit do atleta com camisa, bolsa e squeeze (garrafa) antes da corrida. Para quem concluir a prova, que terá o percurso de 7 km, haverá premiação em medalha, como também premiação em dinheiro somente para os três primeiros vencedores da categoria masculina e feminina. Além disso, troféus para os três primeiros das categorias.

“Dessa forma, a Corrida do São Félix de Valois estará incentivando a prática de esporte de forma acessível, ao mesmo tempo que ajuda o próximo com as doações”, destaca Thyago Ferraz. A entrega do kit será no Partage Shopping, com data a definir. A largada e chegada será em frente a Paróquia São Félix de Valois, na Praça do Manduquinha, Marabá Pioneira. No final da prova, haverá também massagem desportiva e café da manhã para os participantes.

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