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Pará

PARÁ: Pesquisa sobre Doença de Chagas prossegue na ilha do Combu

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A Coordenação Estadual de Controle da Doença de Chagas, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), permanece até o dia 18 de novembro na ilha do Combu, Região das ilhas de Belém, para a realização da segunda fase da pesquisa de “Protocolo de definição das áreas de risco de transmissão de Tripanossoma Cruzi na região Amazônica”.

O estudo envolve 150 profissionais, entre trabalhadores da saúde e pesquisadores, e compõe o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Controle da Doença de Chagas no Pará. Segundo a coordenadora geral da pesquisa, Elenild Góes, a escolha da Ilha do Combu para a expedição de 2011 se deve ao fato de boa parte do açaí consumido em Belém ser proveniente desse lugar, localizado à margem esquerda do rio Guamá, em frente ao campus da Universidade Federal do Pará.

Agendada para acontecer bem antes de Belém apresentar o atual surto da Doença de Chagas, a pesquisa tem sido desenvolvida com as seguintes atividades: aplicação de questionários e inquérito em toda população da Ilhas do Combu e do Papagaio, abrangendo aproximadamente 1.500 pessoas; georreferenciamento das casas da comunidade; levantamento do substrato vegetal feito por técnicos do Museu Emílio Goeldi; capacitação de agentes comunitários de saúde e distribuição de hipoclorito.

O inquérito consiste na coleta de sangue para a realização de teste para Doença de Chagas, que é feito de forma semelhante ao teste do pezinho, feito em recém-nascidos. “Além disso fazemos uma entrevista sobre as condições de saúde do morador, se ele apresentou quadro de febre no último mês e se a pessoa já teve contato com o vetor da doença, o inseto barbeiro”, explica Elenild.

A partir do domingo, 13, foram acrescidas outras ações, como palestras sobre boas práticas de manipulação de alimentos, incluindo o açaí, feitas por técnicos da Vigilância Sanitária da Sespa; inquérito de barbeiros e inquérito ambiental, por meio de pesquisa de reservatórios animais, sejam silvestres ou domésticos.

Durante as palestras foi apresentada uma técnica eficaz de higienização do fruto conhecida como branqueamento. Depois de apresentado o procedimento, os batedores participaram de um tipo de “teste cego”, quando puderam degustar o produto e comprovar que a técnica não altera a forma e o sabor do fruto.

Além de profissionais paraenses, pesquisadores de outros Estados e do exterior compõem a equipe do protocolo. Uma delas, a diretora geral da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tânia Araújo, acha fundamental que o Pará, por ser líder em número de casos da doença no Brasil, desenvolva esse tipo de trabalho para manter equipes preparadas e também capazes de identificar transmissores e situações onde eles ocorrem, como plantas, roedores e outros animais hospedeiros que transmitem a doença. Segundo Tânia, essa ação vai colaborar nas pesquisas que a Fiocruz desenvolve na busca de um modelo que pode servir para aplicação em surtos que estão ocorrendo em outros Estados, como o Tocantins.

E é de lá que vieram Twiggy Batista e Crislene Pinheiro, técnicas da Secretaria Estadual de Saúde daquele estado, destacadas para conhecerem o trabalho da Sespa, em função de Ananás, município da região norte do Tocantins, apresentar surto da Doença de Chagas por meio de contaminação pelo barbeiro no suco da Juçara, fruta típica local que se assemelha ao açaí. Sete casos foram diagnosticados pelo Hospital de Doenças Tropicais de Araguaína oriundos da cidade de Ananás, no Bico do Papagaio”, explica Twiggy.

O professor do Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica (Cemib) da Unicamp, Luiz Passos, autor da pesquisa que comprovou que o açaí mal lavado, mesmo congelado, pode transmitir a Doença de Chagas, diz que “higienizar corretamente os frutos ainda é o método mais importante de prevenção contra o barbeiro. Para isso, basta que os catadores, produtores e consumidores tenham mais cuidado e higiene”, diz.

“Além disso, o protozoário causador da Doença de Chagas sobrevive na polpa do açaí mal higienizado, mesmo que o produto seja congelado a -20°C. Somente a correta pasteurização – tratamento térmico que envolve aquecimento e rápido resfriamento -, que ainda não é obrigatória no Brasil, consegue eliminar o microrganismo”, acrescenta o pesquisador.

Segundo Elenild Góes, os cuidados com a manipulação do fruto desde a coleta, que é a fase mais suscetível da contaminação, vêm sendo aprimorados de acordo com a disseminação das informações compartilhadas com quem vende e distribui o produto. “Como o processo de pasteurização, que é o mais indicado, não é possível para o produtor artesanal, sugerimos o branqueamento, que consiste na peneiragem, lavagem e escaldamento, reduzindo em cerca de 90% a possibilidade de contágio, inclusive de clorofórmios fecais e salmonelas”, destaca.

Até o último sábado, 12, quando profissionais de imprensa foram convidados a acompanhar a expedição de perto, a equipe do Protocolo já havia realizado o cadastramento de 2.070 pessoas nas ilhas do Combu e do Papagaio, em 369 palafitas por georreferenciamento, correspondendo a mais de 70% da meta da pesquisa.

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Pará

MARABÁ: Trabalho de urbanização e paisagismo são intensificados nos núcleos da cidade

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A Prefeitura de Marabá trabalha em projetos de urbanização e paisagismo em todos os núcleos da cidade, que passa por amplos processos de mudança nos espaços públicos, como praças, ruas, avenidas, orlas e rodovias.

As equipes de paisagismo da Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop) trabalharam no canteiro da Folha 29, próximo ao Supermercado Colina. O local receberá gramado e mudas, oriundas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).

Do outro lado da cidade, outra equipe trabalhava na pintura da pista de corrida no Residencial Tiradentes. Pequenos detalhes que mantém a cidade mais atrativa para os moradores e visitantes. Recentemente também foram feitos os taludes nos canteiros das Folhas 32 e 33, canteiro central no KM 07 e  praças nas Folhas 28 e 12. 

A Rodovia Transamazônica também recebeu um amplo projeto de paisagismo, do semáforo até às proximidades do túnel de acesso para Marabá Pioneira. Foram utilizados no projeto 2.715m² (Dois mil, setecentos e quinze metros quadrados) de grama do tipo esmeralda.

Os serviços também se estendem até a zona rural. No mês passado foram realizados serviços na Vila São José,  que havia passado por pavimentação asfáltica na via principal e recebeu a colocação de gramas nos canteiros.

As obras de revitalização na comunidade mudaram a entrada da Vila. As mudanças fazem parte de um amplo projeto de urbanização com drenagem, terraplanagem e pavimentação. Revitalização da academia ao ar livre e jardinagem.

Os serviços de urbanização também podem ser visto em outras grandes obras realizadas pela prefeitura, como a extensão da Orla de Marabá e a Orla do Amapá. Os locais passam por serviço de drenagem, colocação de postes de iluminação, academia ao ar livre e paisagismo.

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Pará

MARABÁ: Árvore de natal com 4 mil metros de led vira atração de final de ano

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Inaugurada na semana passada, com previsão de funcionamento até o fim do mês, as noites marabaenses estão mais iluminadas na entrada da Marabá Pioneira. As luzes da árvore de natal foram acesas pela Prefeitura de Marabá e a árvore já virou a principal atração natalina da cidade. Quem passa pelo local não resiste em registrar o monumento de 30 metros de altura decorado com luzes coloridas. São mais de 4 mil metros de iluminação de led, que esse ano traz de novidade a fita vermelha e a estrela do topo com detalhes em azul. 

Gabriela Fidelis foi uma das primeiras pessoas a registrar a árvore de natal, após o acendimento oficial das luzes. A digital influencer aproveitou a decoração para produzir conteúdo para as redes sociais. “Acho encantador, o natal é uma época muito linda que a gente espera muita luz, muita cor, isso é muito importante para muitas pessoas porque traz o espírito de natal, tanto para gente, para nossas famílias e pra nossa cidade”, observa.

Erina de Brito e o marido Rafael Bocacio também marcaram presença com direito aos cliques. 

“A cidade está de parabéns em relação a outras cidades, Marabá se destacou bastante. Eu viajo bastante no estado e ela se sobressaiu. Descemos pra registrar e vamos botar no hashtag”, comentou sorridente a auxiliar administrativa.  


“Tá muito bonita a árvore! Vamos tirar uma fotinha pra registrar. No ano passado só passamos mesmo, mas esse ano tá mais bonita”, observou o técnico de informática. 

Izaias Ferreira levou a mulher e os filhos para ver de perto as luzes de natal. “ mais bonita esse ano. Já andei tudo por aí,  tudo muito lindo. Passamos por aqui já com o propósito de parar pra tirar foto. É importante, mais um atrativo para a cidade”, enfatizou o auxiliar de serviços gerais.

A árvore de natal gigante faz parte do projeto de decoração natalina da cidade implantado em pontos estratégicos. As luzes podem ser vistas na Orla da Cidade, Praça Duque de Caxias, Avenida Antônio Maia, na Ponte do Tocantins seguindo pela rodovia Transamazônica até às proximidades do aeroporto, no terminal rodoviário do km 06 e prédios públicos como a Prefeitura de Marabá, dentre outros locais. (Com informações de Leydiane Silva e Fotos: Sérgio Barros)

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Pará

MARABÁ: Aumento de casos e internações Covid voltam a preocupar e MP cobra medidas

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A Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais de Marabá, expediu recomendações à Prefeitura Municipal de Marabá, Secretária Municipal de Saúde e ao Governo do Estado. As recomendações orientam acerca das medidas sanitárias de segurança contra a covid-19.

Ao Município foi recomendado que realizem reunião com o comitê covid, para reavaliarem as medidas de prevenção e controle da infecção, considerando o aumento exponencial de casos e ocupação hospitalar em Marabá. Além disso, que façam estudo epidemiológico atual, ampliem a testagem da doença, revisem a estratégia de vacinação, descentralizando e ampliando os pontos de vacinação, intensifiquem as medidas de prevenção, entre outras providências.

Já ao governo do Estado, recomendou-se que reavaliem o embandeiramento da região e as medidas necessárias para contenção do vírus. Assim como, realizem estudo epidemiológico com emissão de nota técnica a respeito do aumento dos casos de covid-19 na região, garantam a estruturação do sistema de saúde da região, com aquisição de equipamentos e insumos. Além de, atuar em conjunto com os municípios da região com baixa cobertura vacinal na coordenação das estratégias de vacinação.


Ambos devem informar semanalmente ao Ministério Público a respeito das providências tomadas.

As recomendações assinadas pela promotora de Justiça de Marabá Mayanna Queiroz foram expedidas na última sexta-feira (3). A Promotoria considerou que, o município de Marabá vacinou somente 25,08% da população estimada, incluindo as duas doses, que houve um aumento exponencial da contaminação por covid-19 na região de Carajás, causando lotação do Hospital Municipal de Marabá.

Considerou também a política estadual de incentivo de vacinação contra a covid-19, com a publicação de decreto que entre outras medidas, exige comprovante de vacinação para entrada em restaurantes, cinemas, teatros, equipamentos turísticos, igrejas e outros locais. Reforça-se que as medidas não têm o objetivo de promover vacinação forçada, mas, sim, uma restrição de direitos em casos de não vacinação.

As recomendações consideram ainda que o Hospital Municipal de Marabá, que atende pacientes de 23 municípios, está com 100% de ocupação e com fila de espera. (Juliana Amaral)

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