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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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PARÁ: Polícia abre inquérito para apurar pancadaria na Câmara de São Domingos

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As imagens gravadas em vídeo da pancadaria na Câmara de São Domingos do Araguaia servirão de base para o inquérito aberto pela Polícia Civil. A informação foi confirmada pela delegada do município, Nilde Rosa da Silva. Pelo menos cinco dos nove vereadores estiveram envolvidos na troca de socos e chutes, entre eles o presidente da Casa, Elio Sandro Vieira Mendes, o qual registrou BO dizendo-se vítima de agressão pelos demais.

De outro lado, a Mesa Diretora da Câmara de São Domingos do Araguaia solicitou parecer jurídico sobre que providências deve tomar quanto à pancadaria em plenário. Todo o clima de tensão na política de São Domingos vem sendo exposto em reportagens deste Jornal desde o ano passado e diz respeito ao racha na Câmara Municipal entre os vereadores que apoiam e os de oposição ao prefeito Jaime Modesto.

Na sessão de sexta-feira, 5 de agosto, por incentivo do ex-vereador Nivaldo Setubal, presidente local do PMDB, o vereador Gilmar Oliveira pediu que Elio, mais Javier Lorencine e Luis Paixão – todos aliados do prefeito – fossem afastados da Câmara Municipal, por suposta quebra de decoro. Eles estariam recebendo dinheiro do governo municipal oriundo do Fundeb.

Diante do ensaio de bate-boca que se seguiu, o presidente da Casa encerrou a sessão extraordinária que deveria votar a Lei Orçamentária e permaneceu sentado no seu lugar. Logo, alguns colegas se aproximaram a conversa ganhou tom mais ríspido. Quando Edson do Bertolino tentou pegar o microfone da mesa diretora, começou o empurra-empurra e a pancadaria.

Nas imagens, além dos vereadores Elio Mendes, Edson do Bertolino, Raimundo Conrado, Adenilson Santos e Gilmar Oliveira, os irmãos deste último, Carlos e Carlito também são vistas no meio da troca de sopapos.

Elio Mendes, que diz ter sido agredido pelos demais – e nas imagens de vídeo realmente é o que mais leva socos e pontapés – foi o primeiro a prestar queixa formal junto à autoridade policial.

Toda a confusão tem como testemunhas as dezenas de populares que assistiam à sessão da Câmara e até policiais militares, que ao contrário do que disse a reportagem da TV Globo, já estavam no prédio do Legislativo durante o entrevero e, talvez por envolver as autoridades políticas, limitaram-se a separar os brigões, sem dar voz de prisão a nenhum deles.

Constrangimento

A imagem do município exposta em cadeia nacional por meio de acontecimento violento deixou os moradores da cidade envergonhados e constrangidos. Desde sábado não se fala em outra coisa em toda a cidade, a não ser na pancadaria gratuita, quase sempre com os populares repudiando a atitude dos vereadores envolvidos.

É o caso do cabeleireiro Antônio Araújo Silva que lamenta o ocorrido e a proporção que ganhou o assunto. Já o aposentado João Batista comenta: “É uma vergonha para a nossa cidade ver os nossos representantes trocando tapas por causa do poder”.

No prédio da Câmara ainda estão as marcas da briga, com mesas quebradas e avarias ao equipamento de som do plenário.

Também ouvido sobre o caso, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o paraense Ophir Cavalcante Júnior, disse que o caso configura quebra de decoro e merece providências. “É necessário que a sociedade se mobilize e exija, porque passar por cenas como essa é algo que não nos traz conforto, pelo contrário, traz repulsa”, opina.

Novela

Procurados pela reportagem os envolvidos Elio Mendes não atendeu o seu celular e outros vereadores disseram ter ouvido que ele estaria em momento de retiro, esfriando a cabeça. A uma emissora de TV que o localizou ele negou estar recebendo dinheiro de verba do Fundeb e que os vereadores sequer têm acesso a esse recurso.

Gilmar Oliveira, por seu turno, admitiu que tanto ele quanto os irmãos participaram da briga, porém defendeu que tudo o que está acontecendo é porque os pedidos de CPI e outros encaminhamentos contra o prefeito sempre são engavetados pelo presidente da Casa. “Se tivemos nove sessões este ano, não existe uma ata aprovada”, queixa-se.

Javier Lorencine, outro que falou com a Reportagem por celular, disse estar tranquilo, frisou que não participou da troca de socos e pontapés e revelou que a oposição, que pede o afastamento dele, de Elio e Luiz Paixão até hoje não apresentou nenhum pedido formal nesse sentido. “Estamos numa democracia. Se eles fizerem isso, estão no direito deles e eu vou me defender, mas eles nunca fizeram”, responde. (Correio Tocantins)

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