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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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PARÁ: Polícia Civil prende quadrilha que atuava em seis Estados

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A Polícia Civil do Pará apresentou, nesta segunda-feira (12), na sede da Delegacia-Geral, em Belém, uma quadrilha de golpistas presa entre os dias 4 e 8 deste mês, em Belém e Dom Elizeu, no Pará, e nos Estados do Piauí, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Goiás. Eles são acusados de aplicar golpes em praticamente todos os Estados do Brasil, atuando no chamado “Conto do vigário”. O bando recrutava pessoas que ficavam responsáveis por indicar vítimas, apelidadas no esquema criminoso de “fregueses”, com objetivo de aplicar o golpe.

O integrante da quadrilha conhecido por “arrastador” era responsável por arregimentar as vítimas, que eram apresentadas ao integrante do bando conhecido por “Doutor” – fabricante de notas falsas – com a proposta de ganhar dinheiro. Os delegados Neyvaldo Silva e Rosamalena Abreu, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), foram os responsáveis pelas investigações.

Segundo os policiais, o golpe se dava da seguinte maneira: o criminoso dizia à vítima que conhecia um ex-funcionário da Casa da Moeda do Brasil que tinha em seu poder papeis-moeda, sobras da produção de notas da União. O “Doutor” propunha ao “freguês” três notas de R$ 50, caso a vítima lhe desse uma nota do mesmo valor. Para convencê-lo, o estelionatário entregava à vítima algumas notas verdadeiras, alegando que as mesmas haviam sido obtidas a partir de sobras da Casa da Moeda.

Investigações

O “freguês” era, então, convencido. As notas chegavam a ser “montadas” na presença da vítima, para mostrar-lhe que o esquema era verdadeiro. Muitas pessoas, com a expectativa de ganhar mais dinheiro no golpe, acabavam por repassar altas somas em dinheiro, que eram levadas pelos golpistas. Entre as vítimas estão empresários, profissionais liberais e até políticos.

Uma das vítimas, um empresário – que perdeu para os golpistas R$ 97 mil –, registrou boletim de ocorrência em 29 de janeiro deste ano, em Belém, o que ensejou abertura de inquérito na Dioe. A Polícia Civil passou a investigar a quadrilha. Em outro golpe aplicado contra um político, em Salinópolis, em julho deste ano, R$ 270 mil foram levados da vítima.

A Polícia Civil descobriu que o esquema era praticado pelo bando em praticamente todos os Estados brasileiros. O “Doutor” do bando, Luiz Gonçalves Costa, conhecido por “Lula”, preso em Goiânia (GO), atua no esquema criminoso há mais de 20 anos. Ele já foi preso em Tocantins e tem um mandado de prisão preventiva decretado no Rio de Janeiro. O acusado ainda tem antecedentes criminais em Recife (PE).

Quadrilha

Além deles, foram presos José Marcos Pinto; Renato da Silva Lago; Francisco Gomes de Oliveira; Jozimar da Cruz Silva; Maria de Lourdes Silva, esposa de “Lula”, e Cláudia Maria Martins da Silva, mulher de Jozimar. As mulheres ficavam responsáveis por fornecer as próprias contas bancárias para receber o dinheiro do golpe.

Os golpistas enganavam as vítimas por meio de dois tipos de golpes, um deles conhecido como “notas prontas”, quando a vítima recebia blocos de notas supostamente de R$ 50 que, no entanto, não passavam de papel sem validade. O outro esquema é o golpe do “rodo”, pelo qual os estelionatários “fabricavam” cédulas de Real e as enrolavam em papel no formato de um rodo. Os presos irão permanecer recolhidos no Pará à disposição da Justiça.

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