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Pará

PARÁ: Polícia destrói pés de maconha

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As polícias Civil e Militar deram início à destruição de cerca de 60 mil pés de maconha encontrados em 12 roças na zona rural de Moju, região do Baixo-Tocantins, nordeste do estado. O trabalho só deverá encerrar na próxima sexta-feira, quando, então, as plantas serão incineradas.

A área fica em um local de difícil acesso, por dentro da mata fechada, a cerca de 10 quilômetros de distância da estrada principal. Além da grande extensão do terreno, que fica dentro de uma fazenda desativada, as fortes chuvas dificultam ainda mais o acesso ao roçado e as buscas por novas plantações.

O cultivo da erva na região foi descoberto no domingo passado, pelas equipes policiais de Moju. Na ocasião, dois traficantes foram presos em flagrante. Dez armas caseiras usadas em armadilhas nas roças e veículos utilizados no transporte da maconha coletada foram apreendidos.

Omntem, terça-feira, 2, equipes de policiais civis e militares de Moju e de Abaetetuba retornaram à área e iniciaram a derrubada dos pés da erva. Eles tiveram apoio de homens da prefeitura local. O acesso à área é muito difícil, segundo o delegado Hilton Monteiro Dias, titular da delegacia de Moju.

Para se chegar ao roçado, é preciso deixar as viaturas na estrada da Denpasa, que fica na altura do quilômetro 50, da rodovia PA-150, e depois caminhar por cerca de uma hora e meia até localizar a primeira plantação. Cada roça era cultivada a uma distância de 30 metros, aproximadamente, uma da outra.

Além das plantas, barracas de lona existentes em cada roça foram desativadas. Dentro delas, sacas de fertilizantes e outros produtos químicos, além de materiais usados no cultivo, como ferramentas, foram apreendidos.

Cultivo

Os policiais encontraram também nesses locais maconha já prensada e pronta para ser vendida, o que indica que, além de cultivar a erva, o local servia de ponto de distribuição da droga. O delegado e as equipes constataram que todas as barracas, onde antes havia pessoas responsáveis em tomar conta das plantações, foram abandonadas às pressas, ainda no domingo, com a chegada dos policiais.

“Cada uma das roças apresentava uma estrutura de irrigação montada para o cultivo, incluindo até poço artesiano com bomba hidráulica que enviava água até o local em que as ervas estavam plantadas”, explicou o delegado. Depois de encontrar a área do cultivo, as plantas começaram a ser cortadas no terreno. Hilton Dias ressalta que, pela quantidade de pés de maconha, a droga era vendida, não só no Pará, como era exportada para outros estados brasileiros.

Pelas características das ervas, que apresentavam altura de até um metro, a colheita e preparo delas para o tráfico iria acontecer nos próximos dias. A ação policial contou com policiais civis, da Superintendência Regional do Baixo-Tocantins, sob coordenação da delegada Andrezza Franco e do investigador Ronaldo Contente, chefe-de-operações da unidade, além de PMs de Abaetetuba e Moju.

O delegado ressaltou que as pessoas presas em flagrante, no domingo, permanecem recolhidas à disposição da Justiça e que as investigações prosseguem para identificar e prender os demais envolvidos no crime. A ação atende às determinações do delegado-geral da Polícia Civil, Raimundo Benassuly, e do diretor de Polícia do Interior, Miguel Cunha, para intensificação do combate ao tráfico de drogas no Pará. (Walrimar Santos)

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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