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Pará

PARÁ: Policia Federal estoura central de pirataria em Belém

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PoliciaisO edifício Nazaré, localizado em pleno centro comercial de Belém, foi palco da operação “Torre”, desencadeada, em conjunto, pela Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público Estadual, por meio do Grupo Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas (Geproc), e a Secretaria Municipal de Economia (Secon).

A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal. Dos 20 apartamentos do edifício, em 15 foram encontrados grande quantidade de produtos contrabandeados e estúdios de fabricação de mídia pirata. Foram apreendidas, ainda, centenas de CDs e DVDs virgens e, alguns, já, gravados, além de computadores, impressoras e até drogas. Ao todo, 60 mil mídias já gravadas e outras 20 mil virgens foram recolhidas. Oito pessoas foram conduzidas para a sede da Polícia Federal, onde foram ouvidas e depois liberadas.

A operação “Torre” teve início por volta das 5h30 com a chegada das equipes e dos policiais na travessa Sete de Setembro, próxima à rua Quinze de Novembro, onde fica localizado o edifício Nazaré.

Parte da área foi isolada pela polícia para afastar os populares. Meia hora depois, os policiais federais e do Geproc deram início ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz federal Rubens Rollo D’Oliveira, da 3ª Vara Especializada em Ações Criminais da Capital. O documento autorizava buscas em quase todos os apartamentos do condomínio.

Nas três horas seguintes, os policiais revistaram os apartamentos pelos oito andares do prédio. Algumas pessoas que trabalhavam como “vigias” dos estúdios e dos locais que armazenavam produtos contrabandeados foram surpreendidas com a chegada da polícia e detidas.

Produção

O delegado federal Uálame Machado revelou que foi localizado material em 15 apartamentos do imóvel. Alguns estavam vazios e outros contavam com os vigias que foram detidos.

Em um dos apartamentos, o que fica no oitavo andar, os policiais se surpreenderam ao encontrar 43 “torres” de gravação com cerca de oito gravadoras de CDs e DVDs cada uma. Isso permite a gravação de quase 400 mídias piratas de uma única vez. Em média até três DVDs poderiam ser reproduzidos por hora pelos computadores.

Ao fim de 24 horas de trabalho, pelo menos 9.600 cópias piratas de um filme poderiam ser colocados nas ruas.

O delegado informou ainda que todas as pessoas detidas serão encaminhadas para a sede da Polícia Federal para serem ouvidas e esclarecerem a participação de cada uma no esquema. “Encontramos muitas mídias virgens e já gravadas. Em um dos apartamentos, encontramos relógios e cadernos importados e material de armarinho. Tudo está sendo selecionado e será analisado detalhadamente pela Receita Federal”, resaltou o delegado Uálame.

Investigações

O promotor de Justiça Milton Menezes, coordenador do Geproc, revelou que o trabalho de investigação teve início a cerca de um mês quando o Serviço de Inteligência detectou presença de atividades suspeitas no prédio. O passo seguinte foi o trabalho de levantamento, para saber, efetivamente, quais dos apartamentos serviam de base para os estúdios e depósitos para os produtos. “Chegamos a alguns e de posse dessa informação entramos em contato com a Polícia Federal, até porque se trata de material contrabandeado, que requer um trabalho conjunto. Pedimos uma busca e apreensão para a Justiça Federal. Foi concedido e hoje (ontem) nós viemos cumprir”, disse o promotor.

Milton Menezes acrescentou que, além dos apartamentos que já constavam no levantamento, outros foram identificados no dia da operação. “Esse trabalho foi coroado de êxito por uma questão de inteligência. Claro que existem outros locais como esse em Belém, mas, este aqui, talvez fosse o maior laboratório de distribuição de mídia pirata aqui no Comércio. Existem outros perto de feiras e mercados onde estão sendo realizados trabalhos de levantamento para podermos realizar esse tipo de operação”, declarou.

Crime

O promotor Marco Aurélio Nascimento, da promotoria de Justiça do Consumidor, disse que todo o material apreendido foi encaminhado para a Receita Federal e será dado o impedimento de todo o material, pois se trata de produto de origem ilícita. Nascimento destaca ainda que existe o crime de violação do direito autoral que prevê uma pena para esse tipo de crime: de dois a quatro anos de reclusão.

Para o promotor, determinados crimes e situações, como a de hoje, somente com esforço de vários órgãos, tanto da esfera federal, estadual e municipal, a ação tem mais eficácia. “Quando se trabalha isoladamente, um órgão, muitas vezes, não tem esse resultado. Uma situação dessa envergadura, de grande escala, somente com a união de vários órgãos é possível dar a resposta que a sociedade espera”. (Diário do Pará)

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Pará

MARABÁ: Famílias ficam ilhadas em pontos altos de bairros

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No bairro mais atingido pela cheia dos rios em Marabá, o Santa Rosa, na Marabá Pioneira, dezenas de famílias ficam ilhadas em pontos mais altos do local. O bairro teve todas as ruas atingidas pela enchente, desabrigando, só no local, mais de 800 famílias, a maior parte delas está em abrigos da Prefeitura, construídos pela Defesa Civil Municipal.

As famílias que ainda permanecem precisam se deslocar de barcos até os locais mais altos do núcleo Marabá Pioneira, para seguir ao trabalho ou escola. A Defesa Civil disponibiliza barcos para a população gratuitamente em dois pontos, no bairro de Santa Rosa e no porto da praça do Pescador, nas proximidades do Flutuante na Marechal Deodoro.

Valdeir de Moura Marques, canoeiro, trabalha no transporte das famílias na área alagada. “Esse trabalho aqui é temporário e é uma fonte de renda e trabalhamos mesmo com a casa alagada e assim vamos ajudando as pessoas”, disse.

“A viagem é tranquila, moro perto do postinho da Santa Rosa e a viagem é bem tranquila e todo ano é a mesma coisa”, disse a dona de casa Vilaní Menezes, que mora no bairro de Santa Rosa.

A Defesa Civil lembra que os barcos alugados pela Prefeitura estão identificados. “Orientamos a população que busque os barcos oficiais, que são gratuitos, e estão transportando com segurança as pessoas, porém os barqueiros estão orientados a não fazer turismo com as pessoas, transportar apenas quem realmente precisa”, informou Jairo Milhomem, Coordenador da Defesa Civil.

Na manhã desta sexta-feira (14), o nível do rio amanheceu em 12 metros e 56 centímetros, uma elevação de 8 centímetros nas últimas 12 horas e já atinge 2011 famílias nos bairros da Marabá Pioneira, Liberdade, Independência, Bairro da Paz, Novo Planalto, Amapá, Folha 33, Folhas, 6, 8, 14 e 25 e núcleo de São Félix. Dessas famílias, 527 estão nos abrigos, 879 em casas de parentes e amigos, e o restante são ribeirinhos ou estão ilhadas, que ficam no segundo piso dos imóveis e resistem em sair das residências.

A Prefeitura enfatiza ainda que, além da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas, a Prefeitura de Marabá contratou uma empresa que trabalha na construção de novos abrigos. A Prefeitura declara que nenhuma família desabrigada ficará sem realocação nos abrigos e ainda orienta que as pessoas não fiquem nas casas alagadas e procure a Defesa Civil para fazer o cadastro. A Defesa Civil está em novo endereço na Rua 7 de Junho, nº 1020, Marabá Pioneira.

A Defesa Civil continua a construção de espaços para atender as famílias, já somam 15 abrigos preparados para receber as famílias onde estão sendo realizados, diariamente, serviços de limpeza e distribuição de água, bem como a retirada de lixo nas áreas próximas aos abrigos e instalação de banheiros químicos. A Secretaria de Assistência Social continua a entrega das cestas básicas de alimentos, doadas pelo Governo do Estado.

Os abrigos são um frente a Obra Kolping, na antiga Borges Informática, no bairro Francisco Coelho, Rua 05 de abril, Praça Paulo Marabá, Folhas 14, 31 e 32, na Avenida Sororó, dois no bairro São Félix, sendo um no Ginásio, Curral, Laje da Yamada, Galpão do Opção Calçados, e na Transmangueira.  Há três abrigos não oficiais, sendo dois no bairro Santa Rosa/Z-30, Associação do Santa Rosa e na Rua das Cacimbas. 

De acordo com a Defesa Civil, o Plano de Contingência está sendo executado para atender todas as famílias atingidas pela enchente. Ainda de acordo com o órgão, o nível do rio Tocantins vem subindo rapidamente. “Tivemos que seguir na construção de abrigos para atender o mais rapidamente as famílias, somente em uma semana, devido à rápida elevação do nível da água, o número de famílias atingidas, saiu de 130 para 1700 famílias atingidas, em razão disso foi disponibilizado mais caminhões e mais abrigos foram construídos em vários pontos em Marabá”, destacou Jairo Milhomem.

Quem desejar ajudar as famílias com doações, os pontos oficiais da Prefeitura para arrecadação são a sede da Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários – SEASPAC, que fica na Travessa da Fonte, bairro Amapá, Marabá – em frente ao CAP e ao lado do Ministério Público Estadual, e na sede da Defesa Civil Municipal, que está em novo endereço, na Rua 7 de Junho, nº 1020, Marabá Pioneira. A arrecadação é das 8 às 16 horas. Os itens prioritários são alimentos não-perecíveis, itens de higiene pessoal, roupas e artigos de cama, mesa e banho.

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Pará

Helder Barbalho, testa positivo para Covid-19 pela 2ª vez

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O governador no Pará, Helder Barbalho, testou positivo para Covid-19, de acordo com o resultado do exame que ele mesmo publicou nas redes sociais nesta quinta-feira (13). Esta é a segunda vez que o governador é diagnosticado com a doença, a primeira ocorreu em 2020.

Helder Barbalho também anunciou o resultado do exame da esposa, Daniela Barbalho, que testou positivo para o novo coronavírus.

Além deles, na quarta-feira (12), os três filhos também foram positivados para a Covid-19 e a informação também foi dada por meio das redes sociais do governador.

Desta vez, na publicação, Helder Barbalho comunicou que a esposa e ele estão bem e que irão permanecer em isolamento, seguindo as recomendações médicas e trabalhando de casa.

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Pará

Caveira diz que ALEPA “passa pano” para suposta corrupção de Helder

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Indignado. Assim foi o pronunciamento do deputado estadual, Delegado Caveira (PP), na tribuna da Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA). Ele criticou a postura dos parlamentares, que segundo ele, não estão cumprindo seu papel de fiscal.

Para Caveira, a ALEPA “passa pano” e faz “cara de paisagem” para as diversas denúncias e escândalos de corrupção no Governo do Estado.

O parlamentar também lamentou a não apreciação dos pedidos de impeachment e CPI apresentados.

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