- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
quinta-feira, 18 / agosto / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

PARÁ: Policia Federal estoura central de pirataria em Belém

Mais Lidas

PoliciaisO edifício Nazaré, localizado em pleno centro comercial de Belém, foi palco da operação “Torre”, desencadeada, em conjunto, pela Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público Estadual, por meio do Grupo Especial de Prevenção e Repressão às Organizações Criminosas (Geproc), e a Secretaria Municipal de Economia (Secon).

A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal. Dos 20 apartamentos do edifício, em 15 foram encontrados grande quantidade de produtos contrabandeados e estúdios de fabricação de mídia pirata. Foram apreendidas, ainda, centenas de CDs e DVDs virgens e, alguns, já, gravados, além de computadores, impressoras e até drogas. Ao todo, 60 mil mídias já gravadas e outras 20 mil virgens foram recolhidas. Oito pessoas foram conduzidas para a sede da Polícia Federal, onde foram ouvidas e depois liberadas.

A operação “Torre” teve início por volta das 5h30 com a chegada das equipes e dos policiais na travessa Sete de Setembro, próxima à rua Quinze de Novembro, onde fica localizado o edifício Nazaré.

Parte da área foi isolada pela polícia para afastar os populares. Meia hora depois, os policiais federais e do Geproc deram início ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz federal Rubens Rollo D’Oliveira, da 3ª Vara Especializada em Ações Criminais da Capital. O documento autorizava buscas em quase todos os apartamentos do condomínio.

Nas três horas seguintes, os policiais revistaram os apartamentos pelos oito andares do prédio. Algumas pessoas que trabalhavam como “vigias” dos estúdios e dos locais que armazenavam produtos contrabandeados foram surpreendidas com a chegada da polícia e detidas.

Produção

O delegado federal Uálame Machado revelou que foi localizado material em 15 apartamentos do imóvel. Alguns estavam vazios e outros contavam com os vigias que foram detidos.

Em um dos apartamentos, o que fica no oitavo andar, os policiais se surpreenderam ao encontrar 43 “torres” de gravação com cerca de oito gravadoras de CDs e DVDs cada uma. Isso permite a gravação de quase 400 mídias piratas de uma única vez. Em média até três DVDs poderiam ser reproduzidos por hora pelos computadores.

Ao fim de 24 horas de trabalho, pelo menos 9.600 cópias piratas de um filme poderiam ser colocados nas ruas.

O delegado informou ainda que todas as pessoas detidas serão encaminhadas para a sede da Polícia Federal para serem ouvidas e esclarecerem a participação de cada uma no esquema. “Encontramos muitas mídias virgens e já gravadas. Em um dos apartamentos, encontramos relógios e cadernos importados e material de armarinho. Tudo está sendo selecionado e será analisado detalhadamente pela Receita Federal”, resaltou o delegado Uálame.

Investigações

O promotor de Justiça Milton Menezes, coordenador do Geproc, revelou que o trabalho de investigação teve início a cerca de um mês quando o Serviço de Inteligência detectou presença de atividades suspeitas no prédio. O passo seguinte foi o trabalho de levantamento, para saber, efetivamente, quais dos apartamentos serviam de base para os estúdios e depósitos para os produtos. “Chegamos a alguns e de posse dessa informação entramos em contato com a Polícia Federal, até porque se trata de material contrabandeado, que requer um trabalho conjunto. Pedimos uma busca e apreensão para a Justiça Federal. Foi concedido e hoje (ontem) nós viemos cumprir”, disse o promotor.

Milton Menezes acrescentou que, além dos apartamentos que já constavam no levantamento, outros foram identificados no dia da operação. “Esse trabalho foi coroado de êxito por uma questão de inteligência. Claro que existem outros locais como esse em Belém, mas, este aqui, talvez fosse o maior laboratório de distribuição de mídia pirata aqui no Comércio. Existem outros perto de feiras e mercados onde estão sendo realizados trabalhos de levantamento para podermos realizar esse tipo de operação”, declarou.

Crime

O promotor Marco Aurélio Nascimento, da promotoria de Justiça do Consumidor, disse que todo o material apreendido foi encaminhado para a Receita Federal e será dado o impedimento de todo o material, pois se trata de produto de origem ilícita. Nascimento destaca ainda que existe o crime de violação do direito autoral que prevê uma pena para esse tipo de crime: de dois a quatro anos de reclusão.

Para o promotor, determinados crimes e situações, como a de hoje, somente com esforço de vários órgãos, tanto da esfera federal, estadual e municipal, a ação tem mais eficácia. “Quando se trabalha isoladamente, um órgão, muitas vezes, não tem esse resultado. Uma situação dessa envergadura, de grande escala, somente com a união de vários órgãos é possível dar a resposta que a sociedade espera”. (Diário do Pará)

- Publicidade -spot_img
Assinar
Notificar-me
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias