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Pará

PARÁ: Policiais prendem em Anapu envolvido na morte de delegado em Itupiranga

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Policiais civis e militares prenderam nesta sexta-feira, 5, na zona rural de Anapu, oeste do Pará, o baiano Antônio Silva de Jesus, de 59 anos, conhecido por “Tota”, acusado de envolvimento na morte do delegado Aldo Gomes de Castro, 48, em 2004, no município de Itupiranga, região sudeste. Nascido em Medeiros Neto (BA), “Tota” foi localizado pelos policiais por volta de 6h15, em uma barraca feita a base de palha de coqueiro, na localidade de Vila Isabel, na rodovia Transamazônica, a 75 quilômetros da sede de Anapu. No local, o acusado vivia com familiares, entre eles, Gileno Rezendes de Jesus e Misael Prates Rezendes, filhos do acusado, e Ricardo Rezendes de Jesus, cunhado de “Tota”, suspeitos também de participação no homicídio.

As prisões foram realizadas pela equipe formada pelo delegado Antônio José Lima e investigadores Francisco Matos e Hirlan Barros, com apoio dos cabos Edeilson, Romildo, Damasceno e David, da Polícia Militar local. No momento da prisão, os policiais apreenderam na casa do acusado uma arma de fabricação caseira, tipo espingarda calibre 12, sem munição. Por isso, os quatro foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e estão recolhidos na Delegacia à disposição do titular do Poder Judiciário de Pacajá, juiz José Jonas de Souza, que responde pela comarca de Anapu. “Tota” está com mandado de prisão preventiva decretada pelo juiz Raimundo Rodrigues Santana, da Comarca de Itupiranga, em 10 de dezembro de 2004, pela autoria da morte do delegado.

O policial civil, que era conhecido como “Robocop”, era paulista e foi morto a tiros, em 7 de dezembro de 2004, durante missão na zona rural de Itupiranga para prender invasores de uma propriedade rural na área conhecida por Rio Preto. A equipe policial chefiada pelo delegado foi surpreendida a tiros por um grupo escondido no local. De acordo com o delegado de Anapu, a prisão foi realizada depois que a equipe local recebeu denúncia de que um homem envolvido na morte de um delegado estaria escondido na zona rural do município. Diante disso, o delegado Antônio José montou uma equipe da Polícia Civil e juntamente com policiais militares seguiram à zona rural.

Ao ser preso, “Tota” não esboçou qualquer reação. Levado à unidade policial de Anapu, ele confessou participação na morte do policial civil. O indiciado contou que após o crime, ele mudou-se de Itupiranga e passou a morar na localidade de Nazaré, em Pacajá, com a família. Ele viveu nesse município por três anos até se mudar para a zona rural de Anapu, onde também vivia há três anos. Na época do crime, o acusado conta que foi enganado pelo dono do terreno onde ocorreu a morte do delegado. Ele conta ter trabalhado no local para o dono da propriedade, que lhe prometeu pagar pelos serviços na área 10 alqueires de terra. Ao final do serviço, o dono do terreno alegou que não poderia mais lhe dar a terra, porque o terreno seria ilegal, ou seja, não havia registro da propriedade. Assim, “Tota” conta ter sido orientado a procurar o INCRA para resolver o problema.

Dias depois, segundo o acusado, o dono do terreno teria vendido a propriedade para terceiros. Revoltado, “Tota” e familiares invadiram a área e se apossaram do terreno. Em dezembro de 2004, segundo versão do acusado, a equipe policial, sob comando do delegado Aldo, teria chegado ao local para expulsar os invasores. Armado com uma espingarda  caseira, semelhante à calibre 20, ele e os comparsas, entre os quais familiares, passaram a atirar contra os policiais civis que revidaram os disparos. O acusado alega que várias pessoas atiraram contra o delegado, mas afirma não saber quem seria o autor dos tiros que ceifaram a vida do policial. O delegado Antônio José agora vai verificar junto ao Poder Judiciário de Itupiranga se os filhos e o cunhado de “Tota” têm ordem de prisão decretada pela Justiça.

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Pará

Governo do Pará regulamenta lei para regularização fundiária e combate à grilagem e ao desmatamento

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Estabelecer critérios técnicos e procedimentos para regularização fundiária em áreas urbanas e rurais e, consequentemente, combater o desmatamento e a ocupação irregular de terras. Com esse objetivo, o governador Helder Barbalho assinou, na tarde desta quarta-feira (25), em solenidade no Palácio dos Despachos, em Belém, os decretos 1.190 e 1.191, que regulamentam a Lei Estadual nº 8.878, aprovada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) em 2019.

Os novos decretos permitem ao Estado avançar na regularização de terras já ocupadas por pequenos, médios e grandes produtores, desde que estes estejam dentro do perfil e atendam aos critérios estabelecidos. A medida não vale para processamento e análise dos pedidos de regularização fundiária de áreas rurais compostas integralmente com cobertura florestal primária, que deverão ser submetidos a outros procedimentos para concessão do uso sustentável.

As competências para coordenar, normatizar e supervisionar o processo de regularização fundiária de áreas rurais em terras do território paraense, e também para expedir os instrumentos de titulação, serão de responsabilidade técnica do Instituto de Terras do Pará (Iterpa). A regularização em Assentamentos Sustentáveis (AS), Assentamentos Extrativistas (AE) e remanescentes das comunidades quilombolas (TEQ) serão previstas em decretos próprios.

Dependendo do tamanho da área, o processo de regularização de terras públicas estaduais só será validado com aprovação da Alepa e do Congresso Nacional. Solicitação de regularização em área rural de até 1.500 hectares será feita pelo Iterpa. A aprovação de regularização de área entre 1.500 e 2.500 hectares será processada pelo Iterpa e validada com prévia autorização da Assembleia Legislativa. Já os pedidos de regularização acima de 2.500 hectares serão processados pelo Instituto de Terras e a expedição do título dependerá de autorização do Congresso Nacional.

Demanda histórica – O governador Helder Barbalho ressaltou que, além da preservação do meio ambiente e da possibilidade de identificar e punir quem explora os recursos naturais de forma predatória e irregular, os decretos, associados a outras ações do governo do Estado, auxiliarão o desenvolvimento sustentável do Pará.

“Estamos cumprindo uma etapa fundamental para a consolidação de uma missão estratégica de nosso governo. Uma demanda histórica. Fato que é um assunto complexo, que atrai a pluralidade de opiniões. Porém estamos sinalizando para a sociedade paraense que, efetivamente, estamos no caminho para garantir direitos e um futuro melhor, priorizando o desenvolvimento sustentável em nosso Estado” – Helder Barbalho.

 para evitar qualquer tipo de possiblidade de regularizar grileiros de terras ou mero especuladores. Essa legislação é para quem, de fato, produz e quer ajudar a desenvolver o Estado”, reiterou.

“A partir de agora, consolidamos entendimentos e estabelecemos os novos procedimentos para tornar a regularização fundiária, as atividades agrárias e não agrárias, mais eficientes. Essa lei é extremamente moderna e traz conceitos que trabalham a valorização da floresta em pé. O conceito da década de 1970, que orientava desmatar 50% da área para obter o título, agora não se exige mais. A floresta serve para realização de novos negócios sustentáveis previstos no Código Florestal”, completou Bruno Kono.

Decisão coletiva – O empresário Carlos Fernandes Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), disse que o tema é um antigo objeto de debate do setor agropecuário. “Temos hoje uma quantidade significativa de pequenos, médios e grandes produtores. Esse decreto de hoje é fruto de uma grande discussão. Portanto, é uma decisão tratada de forma coletiva, onde o produtor terá o seu título e vai fazer com que a terra cumpra sua obrigação e papel fundamental de produzir e, por consequência, gerando desenvolvimento e renda para o Estado, principalmente em um momento de pandemia, em que o mundo está precisando de alimento”, reforçou.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O’de Almeida, a regularização fundiária é uma ferramenta estratégica para a preservação e conservação do meio ambiente.

“Para fazer a regularização ambiental é necessária a regularização fundiária. Elas andam juntas. Portanto, cada vez mais que conseguirmos fazer a regularização fundiária mais conseguiremos fazer a correção dos passivos ambientais de áreas de reservas legais e, por consequência, o plano de recuperação de áreas degradadas” – Mauro O’de Almeida, titular da Semas.

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Pará

Pará registra 269.057 casos e 6.892 óbitos de Covid-19

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A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) confirmou nesta quinta-feira (26) mais 533 novos casos de infectados com o novo coronavírus e 8 óbitos. Agora, são 269.057 casos e 6.892 óbitos no estado.

De acordo com o boletim, são 77 novos casos de Covid-19 e 3 óbitos cadastrados dos últimos sete dias. Em relação à subnotificação das prefeituras, foram confirmados mais 456 casos e 5 óbitos acontecidos em dias anteriores.

O Pará possui, até então, 251.449 recuperados, 37.034 casos descartados e 732 casos em análise.

Em relação à ocupação de leitos na rede estadual, o Pará tem 35% dos leitos clínicos e 57% das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados.

De acordo com a Sespa, já foram realizados 437.419 testes rápidos e 97.457 testes de PCR para Covid-19, até então.

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Pará

Pará lidera geração de empregos formais na região Norte em outubro

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O Pará foi o maior gerador de empregos formais entre todos os estados da região Norte em outubro deste ano. Pelo quinto mês consecutivo, o Estado voltou a apresentar crescimento com a geração de 9.480 postos de trabalhos em vários setores econômicos, com destaque para o comércio, serviços e indústria. A pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi divulgada nesta quinta-feira (26). 

“Todos nós sabemos do choque que a pandemia da Covid-19 gerou sobre a economia brasileira, os baixos níveis de ocupação e a elevada taxa de desocupação. Apesar deste cenário, o Pará tem se destacado com a manutenção de um cenário positivo com aumento de postos de trabalho formais e o melhor resultado entre os estados da região Norte. Isso se dá em função da iniciativa posta pelo governo do Estado através do Retoma Pará que, com muita responsabilidade e cautela, possibilitou que obras fossem iniciadas, que empresas que estavam em processo de abertura de loja ou contratação retomassem as contratações, e que atividades de serviço fossem desenvolvidas. O saldo de 9.480 postos de trabalho é resultado de um trabalho em conjunto, que ao longo deste ano o governo do Pará conseguiu manter, pensando em um único agente: o povo paraense”, destaca Inocêncio Gasparim, titular da Seaster.

Segundo o estudo do Dieese/PA, em outubro deste ano, pelo quinto mês consecutivo, foram feitas em todo o Pará, 29.442 admissões contra 19.962 desligamentos, gerando um saldo positivo de 9.480 postos de trabalhos formais. No mesmo período do ano passado, o Estado também apresentou crescimento, só que bem menor que o verificado este ano. Naquela oportunidade, foram 24.558 admissões, contra 21.837 desligamentos, gerando um saldo positivo de 2.721 oportunidades.

Ainda de acordo com o estudo, no mês passado, todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento na geração dos empregos formais, com destaque para o comércio, com a criação de 3.179 postos de trabalhos, seguido do setor serviços com a geração de 2.879 postos. Logo em seguida aparece a indústria, com a criação de 1.636 novas vagas, construção civil com 1.346 postos de trabalhos, e setor agropecuário com a geração de 440 postos.

Entre todos os estados da região Norte, o Pará lidera a geração de empregos com a criação de 9.480 postos de trabalhos, seguido do Amazonas com a geração de 5.669 postos de trabalhos; Rondônia, com a geração de 1.635 postos de trabalhos; Tocantins, com a geração de 1.504 postos; Acre, com a geração de 860 novos postos; Amapá, com a geração de 837 postos, e Roraima, com a criação de 673 novos empregos. Em todo o Norte, foram feitas 67.752 admissões contra 47.094 desligamentos em outubro, gerando saldo positivo de 20.658 postos de trabalhos formais.

“Estes dados colocam o Pará como o 10º estado brasileiro na criação de empregos formais. Quando nós comparamos essa somatória do período de janeiro até outubro deste ano, o Pará já gerou 32 mil postos de trabalho. É fundamental e importante esses números porque, em tempos de pandemia, todos os grandes setores da economia paraense conseguiram apresentar resultados positivos de empregos formais. Não podemos esquecer que o Pará tem o melhor resultado entre os estados da região Norte e os protocolos de segurança que o Estado adotou logo no começo da pandemia deram um fôlego para essa retomada, então, a expectativa é que cada vez mais tenhamos uma abertura maior da economia e, consequentemente, mais pessoas chegarão ao mercado de trabalho”, observa Everson Costa, técnico do Dieese/PA. 

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