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quinta-feira, 19 / maio / 2022
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PARÁ: Pré-assembléia da Coomigasp esclarece garimpeiros em Marabá

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A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) reuniu aproximadamente  2 mil garimpeiros, na manhã de quarta-feira (9), no espaço de eventos Stop Todde, em Marabá, em pré-assembleia. A finalidade do evento era apresentar as propostas que devem ser discutidas na Assembleia Geral, no próximo dia 27, em Curionópolis.  Foram apresentados aos garimpeiros: o Edital de Convocação, para a eleição do novo Conselho Fiscal; a prestação de contas que será apresentada na assembléia; e também questões sobre o quadro social.

De acordo com Gessé Simão de Melo, presidente da Coomigasp, em assembléias anteriores ficou decidido que, conforme o estatuto e o regimento interno da Cooperativa, deveria ser feita uma análise no quadro oficial, a fim de excluir os cooperados que não cumprem com sua obrigações para com a entidade.

“No entanto, foi baixada uma portaria, que vence no dia 13 deste mês, pela qual as pessoas têm de se apresentar para justificar o motivo de ainda não terem comparecido à delegacia mais próxima da Coomigasp para se regularizar”, explicou Gessé, acrescentando que todos têm a chance de regularizar sua situação. Ainda de acordo com ele, até então ninguém foi excluído do quadro por inadimplência. Ele disse também que já somam mais de 27 mil os regularizados e que a expectativa é de que mais de 30 mil se regularizem até o prazo final.

Propósito

Gessé destacou também que, durante a pré-assembleia, estava sendo pautado o avanço do garimpo, além da aposentadoria e, ainda, a produção mineral que, segundo ele, deve iniciar no mês de novembro. “Esse é o nosso grande propósito. Fizemos pesquisas, Eia/Rima, audiência pública, Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), aprovação do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema); registramos tudo e recebemos nossa Concessão de Lavra”, salientou o presidente da Coomigasp, acrescentando: “Agora é o momento da implantação do projeto e da grande implantação mineral que nós estamos aguardando”.

Oposição

Questionado a respeito da audiência pública que deve acontecer em Belém, para discutir a situação do garimpo de Serra Pelada, Gessé disse que só tomou conhecimento desta durante a pré-assembleia de ontem. “Quem está falando em audiência pública, são as mesmas pessoas que estão cometendo fraudes e cobrando taxas indevidas de mais de 5 mil garimpeiros. Enquanto nós, da Coomigasp, provamos diante do governo, a nossa legalidade”, acentuou.

Referindo-se a questões levantadas por opositores, ele afirmou que a cooperativa não tem nada a ver com problemas de outras entidades. “Não aceitamos a interferência de outras entidades em nosso meio”, ressaltou, apontando que cada cooperativa tem suas regras e atua em determinada área.

Garantia     

Perguntado pela Reportagem do CT a respeito da garantia legal que garimpeiros têm, de que desta vez receberão o dinheiro há muito esperado pela classe, Gessé Simão disse que, “quem trabalha hoje na Serra Pelada é a Coomigasp em parceria com a Colossus, sendo a cooperativa sócia dos garimpeiros”, reforçando, “Hoje, temos 25% dentro da empresa. Isso é dos garimpeiros”.

Ele disse, ainda, que o governo federal fez com que a Coomigasp a Colossus assinassem um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), a fim de que qualquer decisão tomada pela mineradora tenha o aval da cooperativa. Outro ponto destacado por Gessé Simão foi o fato de os preços do paládio, platina e o ouro serem diferentes. De acordo com ele, isso possibilita maior ganho, visto que todos os minérios serão pagos pelo preço do ouro.

“De início, seríamos pagos somente pelas 51 toneladas averiguadas na reserva. Agora, seremos pagos de acordo com a produção”, salientou, ele, informando que a cooperativa contratou uma empresa de geologia e mineração para fazer uma auditoria em toda pesquisa de Serra Pelada. Isso, para ter um maior controle do que será extraído pela empresa, durante todo o período do projeto.

Newton Paulino, delegado-regional da Coomigasp em Marabá, enfocou a importância da pré-assembleia: “Com ela, os garimpeiros são informados a respeito do que será tratado na grande assembleia, a fim de que não haja dúvida por parte deles”, salientou. Ainda de acordo com ele, das cidades englobadas pela região de Marabá, estavam presentes garimpeiros de Rondon do Pará, Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Jacundá, Goianésia do Pará, Nova Ipixuna, Breu Branco, Dom Eliseu, Ulianópolis e Itupiranga. Além das Vilas Sororó, Itainópolis e São Raimundo.

Resignação

Para Luiz Pereira de Souza, 61 anos, que diz ter trabalhado desde 1980 até o fechamento dos barrancos em Serra Pelada, “depois de terem tomado tudo, o que vier está bom. Não há o que fazer”. Ele diz ainda que a decisão é tomada pela maioria, portanto não adianta se opor, apesar de achar que a porcentagem prometida aos garimpeiros “é pouca”.

O garimpeiro José Miguel, de 68 anos, afirmou que foi um dos primeiros a explorar a serra. “Aquela época foi muito boa”, lembrou, apontando ainda que, depois de tanta demora, acredita que agora as promessas serão cumpridas, apesar de achar pouco o lucro direcionado à classe. “Se fosse um pouco mais seria melhor. Mas o que vier é bem vindo”, resignou-se. (Correio Tocantins – Carmem Sevilla)

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sebastiana

Gostaria de saber: O meu foi garimpeiro desde 1980, tinha varios barrancos, perdeu tudo, só ficamos c/ as papeladas, ele ja faleceu, como fica a nossa familia? digo os filhos e a esposa?

everton sousa vieira

meu padarasto esteva tambem envolvido nessas participaçoes da exploraçao do garimpo , tambem perdeu tudo , mas tem as papeladas de direitos a serem recebidos . gostaria d ter mas informaçoes sobre o assunto . pois o mesmo ja e idoso ……
gratpo…….

francisco erivaldo

meu pai è assossiado.hà mais de quinze ele espera pelo final desta historia.serà que nâo tem ninguem suficientemente capacitado para dar fim a isto,ou serà que vâo continuar sugando os mìseros centavos dele todo mês para pagar mensalidade a essa cooperativa?.isto està me parecendo mais um crime de estelionato!!!!!!!!!!

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