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Pará

PARÁ: Prefeito de Belém rejeita aumento de 10% a servidores

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O prefeito Duciomar Costa rejeitou proposta dos vereadores Carlos Augusto Barbosa (DEM) e Otávio Pinheiro (PT) de reajustar em 10% o salário dos servidores do município para compensar as perdas sofridas nos últimos anos. Ele alegou que já pagou mais de 14% ao funcionalismo na reposição da inflação, afirmando depois de reunião realizada ontem à tarde com a bancada oposicionista que não tinha como atender a reivindicação de Barbosa e Pinheiro. Mas se mostrou simpático a outra proposta, de pagamento de 6,48%, feita pelo aliado e presidente da Câmara Municipal, Walter Arbage (PTB).

A proposta teria sido a ele encaminhada a Arbage pelos servidores. Na reunião ninguém falou sobre o pagamento de R$ 900 milhões de precatórios, porque a PMB apresentou recurso ao judiciário. “Vou estudar”, prometeu Costa, sinalizando depois, em conversa reservada com aliados, que iria aceitar a proposta de Arbage. A oposição não ficou satisfeita, embora entenda que se o prefeito concordar em pagar 6,48% depois poderá desembolsar os 20,84% hoje cobrados, porque os servidores iriam bater na porta do Judiciário. Os 6,48% representariam R$ 27 milhões por ano no caixa da prefeitura. Caso seja obrigado a pagar 20,84%, o desembolso seria três vezes maior: R$ 80 milhões.

Enquanto o prefeito não der uma resposta, segundo posição tomada pelas bancadas de oposição, a pauta continuará obstruída. “Amanhã (hoje) vamos abrir a sessão e imediatamente fechá-la”, anunciou Barbosa. Arbage, durante a reunião, aproveitou para chorar miséria, dizendo que a Câmara estava com sua cobertura de televisão online cortada devido a problemas financeiros. Detalhe: a casa paga minguados R$ 13 mil mensais para ter esse tipo de cobertura.

A choradeira encorajou o prefeito a ironizar os vereadores, dizendo que se eles tivessem aprovado a privatização da água e de outros serviços a situação estaria bem melhors. Foi aí que Augusto cobrou de Duciomar a razão de ele ter concedido perdão de R$ 90 milhões aos empresários de ônibus.

O DIÁRIO entrou em contato à noite com vários sindicalistas, que negaram ter sugerido proposta de 6,48% para ser levada ao prefeito. Alguns se mostravam revoltados com o percentual negociado, afirmando que os servidores querem a reposição integral das perdas salariais.

A oposição ao prefeito Duciomar Costa provou ontem, mais uma vez, que sem um acordo para inclusão, no orçamento deste ano, do percentual de 20,84% no reajuste do funcionalismo municipal e pagamento dos precatórios- hoje estimados em mais de R$ 900 milhões e com sentença já transitada em julgado no Judiciário- nada será votado na Câmara Municipal. Até parecia que o impasse seria desfeito. Quando a Lei Orçamentária Anual (LOA) começou a ser votada, o plenário estava agitado. Haviam 28 vereadores presentes, mas tudo não passou de fogo de palha. A votação não passou do primeiro artigo, aprovado por todos.

O artigo aprovado estima a receita e fixa a despesa do município para 2010, compreendendo orçamento fiscal dos órgãos e entidades da administração direta e indireta, fundações e fundos criados e mantidos pelo poder público municipal. O mesmo artigo também trata da seguridade social nas áreas de saúde, previdência e assistência social.

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Pará

MARABÁ: Foram sepultadas nesta terça, 1º, ex-secretária de Turismo e filha mortas por pistoleiros

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Os corpos de Vanuza Barbosa, 41 anos, e sua filha, Jackciane Barbosa, 25 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira (1º) em um cemitério no núcleo São Félix, no bairro Novo Progresso, em Marabá, na região de Carajás, no estado do Pará.

As vítimas foram assassinadas na noite de domingo (29) em uma chácara que fica no núcleo São Félix. De acordo com informações preliminares colhidas pela Polícia Civil, Vanuza foi assassinada com um tiro no rosto e a Jackciane com um tiro no rosto e outro no peito.

Vanuza Barbosa foi secretária de turismo do município no período de 2009 a 2012. Jackciane Barbosa é bacharel de Direito e passou recentemente na proba da OAB.

Polícia Civil informou que investigação do caso segue em sigilo e que nenhum suspeito foi preso ainda.

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Pará

“Novo Cangaço” volta a atacar no Pará

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Uma quadrilha tomou as ruas de Cametá, no interior do Pará, a 235 km de Belém, no começo da madrugada desta quarta-feira (2), para assaltar bancos. Moradores relataram em redes sociais uma noite de terror. Um morador da cidade identificado como Alessandro de Jesus Lopes foi morto pelos assaltantes após ser feito de refém.

A ação tem características semelhantes à registrada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, na madrugada desta terça (1º), em que uma quadrilha também fez ataques pelo município em ação para assaltar uma agência bancária.

Assim como ocorreu em Criciúma, a quadrilha que atacou Cametá também usou reféns como escudos para se locomover pelas ruas da cidade. As pessoas foram capturadas em bares. Os criminosos atiraram para cima durante mais de uma hora. O grupo usou armas de alto calibre e explosivos.

Um quartel da Polícia Militar (PM) foi atacado, impedindo a saída dos policiais. Esse método também foi utilizado pelos homens que levaram terror a Criciúma.

“Muita gente estava assistindo ao jogo, os bares estavam lotados”, diz Márcio Mendes, morador da cidade, em entrevista a GloboNews. “Renderam as pessoas e levaram para frente da base da Polícia Militar.”

Ao menos 2 agências bancárias foram atacadas, segundo relatos de moradores. Uma, do Banco do Brasil, fica no prédio da Câmara dos Vereadores e ficou destruída. A outra é do Banpará, o banco estadual.

Os bandidos deixaram a cidade por volta de 1h30. Segundo a PM, o grupo fugiu usando carros e barcos – a cidade fica às margens do Rio Tocantins. Ainda não se sabe o que foi levado, qual é o tamanho da quadrilha e se alguém foi detido.

Por volta das 2h, o prefeito da cidade pediu que as pessoas ficassem em casa. “Nossa cidade sempre foi pacífica”, escreveu Valente.

Cametá é uma das 10 maiores cidades do Pará, com cerca de 136 mil habitantes, segundo o IBGE.

O governador Helder Barbalho (MDB) disse que acompanha o caso.

“Já estou em contato com a cúpula da segurança pública do Estado acompanhando as providências que estão sendo tomadas neste episódio, no município de Cametá. Não mediremos esforços para que o quanto antes seja retomada a tranquilidade e os criminosos sejam presos. Minha total solidariedade ao povo cametaense”, escreveu governador.

Em 2020, o estado registrou ao menos dois outros assaltos semelhantes: um em Ipixuna do Pará, em 30 de janeiro, e em São Domingos do Capim, em 3 de abril. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “praticamente todos os envolvidos” foram presos.

Cametá está localizada às margens do Rio Tocantins, próximo à Ilha do Marajó, no Norte do estado. O acesso à cidade não é considerado fácil. Muitas pessoas usam barcos pela região.

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Pará

REDENÇÃO: Operação Seguro Fake apura fraudes em benefícios do seguro desemprego

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A Polícia Federal deflagrou nesta manhã de terça, 1, a Operação Seguro Fake II, que visa apurar esquema de fraudes ao seguro desemprego, e outros benefícios sociais, no Pará.

Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belém, a maioria deles relacionados a alvos localizados na cidade de Redenção/PA, sendo um dos  mandados cumprido em Palmas/TO. A Justiça determinou também a indisponibilidade de bens de quatro alvos, para fins de ressarcimento dos prejuízos causados à Fazenda Pública, que comprovadamente já ultrapassam o valor um milhão de reais.

Os crimes investigados são o estelionato previdenciário (art.171, parágrafo 3, do Código Penal), inserção de dados falsos em sistema de informação (art.313-A do Código Penal) e organização criminosa (art.2, caput, da Lei n° 12850/2013).

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