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quinta-feira, 19 / maio / 2022
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PARÁ: Prefeitura de Marabá alega que aterro do Rio Vermelho não é ilegal

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O engenheiro civil Diamond Dantas, responsável técnico pelas obras que lançaram 150 caçambas de terra no leito do Rio Vermelho para construir um desvio provisório, disse que não vê crime ambiental no trabalho realizado pela Prefeitura de Marabá, por tratar-se do uso de uma técnica da engenharia conhecida como ensecadeira”, estrutura provisória e destinada a permitir o tráfego de veículo enquanto uma das cabeceiras da ponte estiver em obras.

Segundo Diamond, o Ministério Público só acionou o Ibama para ir ao local realizar fiscalização por causa de reportagem, e não por constatar, in loco, algum tipo de irregularidade. “Fomos intimados a dar explicações no prazo de cinco dias e estaremos lá para justificar tecnicamente nossa conduta”, ressalta.

De acordo com o engenheiro da Sevop, a erosão comprometeu ao vida útil da ponte sobre o Rio Vermelho, principalmente em uma de suas cabeceiras, que precisa de obras urgentemente. Como ela é estreita, com apenas 4,5 metros de largura, só dá para passar um carro por vez, o que não permite revezamento de pistas no local. “Uma parceria entre a Vale e a Prefeitura de Marabá está permitindo ampliar a ponte em mais 20 metros. Aquilo que colocamos no rio não é um aterro, mas uma ensecadoreira e será retirada depois das obras. Se tivéssemos de interditar a ponte, a comunidade que depende dela ficaria ilhada”, justifica.

A parceria entre Vale e PMM vai reformar outras duas pontes: Sororó e Igarapé da Viúva. Ontem à tarde, por volta de 13 horas, ficou de acontecer uma visita técnica à obra da ponte sobre o Rio Vermelho, com a participação do engenheiro Hilquias Jordão Souza, o mesmo que construiu a ponte há mais de 15 anos.

Ainda de acordo com Diamond, as obras de ampliação da ponte sobre o Rio Vermelho deverão demorar até 90 dias. Questionado se quando começar a chover não corre o risco de enxurrada levar a “ensecadeira” e aumentar ainda mais a erosão do rio, ele reconheceu que sim, mas garantiu que o impacto ambiental que deverá causar será mínimo.

A opinião dele é contrariada pelo também engenheiro Carlos Vinícius Azevedo Brito, vice-presidente do Conselho de Meio Ambiente, que mostrou-se indignado com as fotos que viu no Jornal e achou naquele local não caberia uma técnica que causa muitos impactos ambientais. (Correio Tocantins)

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