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quarta-feira, 06 / julho / 2022
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PARÁ: Prefeitura de Marabá está aterrando o Rio Vermelho

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O Rio Vermelho, afluente do Itacaiúnas, sofre com os impactos ambientais ao longo dos anos. Nos últimos 15 dias, um novo golpe está contribuindo para que o rio agonize ainda mais. A Prefeitura de Marabá, atendendo a um pedido da comunidade da Vila Itainópolis para reformar a cabeceira da ponte, resolveu construir um desvio. O problema é que, para isso, jogou 150 caçambas de aterro no leito do rio.

A denúncia foi feita ao jornal Correio do Tocanins por José F.M., um lavrador que reside às proximidades da ponte. Ele se diz testemunha ocular das mudanças que ocorreram naquela região nos último 18 anos e reconhece a importância da ponte sobre o Rio Vermelho, o mais largo até chegar à Vila Itainópolis. “Já aconteceram vários acidentes na cabeceira da ponte, mas não deviam ter feito essa maldade com o rio”, desabafa, pedindo à reportagem que fosse ao local, comprovar a denúncia.

José, que revelou que denunciaria o caso também ao Ministério Público Estadual, explica que apesar de não ser mais como antes, o Rio Vermelho ainda é fonte de alimento para sua família, pois é ali que pesca aos finais de semana. “O que a gente pega mais agora é o Jaú”, explica.

A reportagem do CT esteve no local. Para chegar lá, a equipe teve de percorrer 35 quilômetros pela rodovia BR-155 até a Vila Canaã (Sororó). De lá, mais 19 km até chegar à referida ponte, que tem 20 metros de altura de 100 de comprimento.

As máquinas da Prefeitura de Marabá não estavam no local das obras, mas os condutores que passavam por lá confirmaram que as obras estavam sendo executadas pela Prefeitura. O motorista Luiz Gonzaga, que faz linha diariamente para a Vila Itainópolis, disse que é um grande sofrimento para os condutores quando acontece algum problema na cabeceira daquela ponte, uma vez que por ali só passa um veículo de cada vez, devido a sua largura.

 “A comunidade se reuniu, pediu, pressionou e a gente conseguiu essa obra. Estamos cansados de acidentes e ficarmos com a estrada fechada por causa de uma ponte mal conservada”, desabafou.

Preocupado com a repercussão da notícia, Luiz Gonzaga garantiu que o aterro não causará impacto algum ao meio ambiente, e que após a reforma na ponte todo o barro que foi lançado no rio será retirado com ajuda de pá carregadeira.

A ponte é de concreto, mas parte de sua estrutura metálica está comprometida, principalmente em uma das cabeceiras, onde foram colocadas toras de castanheira, de forma improvisada. “Vários veículos já sofreram acidente naquele lugar, garante Luiz Gonzaga.

A reportagem do CT tentou contato com o secretário municipal de Obras, Lucídio Collineti Filho, para saber se não havia outra alternativa para a reforma da ponte, que não passasse pelo aterro do rio, mas seu telefone só encaminhava para a caixa postal. A reportagem também tentou contato com uma servidora da Secretaria Municipal de Comunicação, mas ela não foi encontrada. (Correio Tocantins)

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