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Pará

PARÁ: Prefeitura de Marabá está aterrando o Rio Vermelho

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O Rio Vermelho, afluente do Itacaiúnas, sofre com os impactos ambientais ao longo dos anos. Nos últimos 15 dias, um novo golpe está contribuindo para que o rio agonize ainda mais. A Prefeitura de Marabá, atendendo a um pedido da comunidade da Vila Itainópolis para reformar a cabeceira da ponte, resolveu construir um desvio. O problema é que, para isso, jogou 150 caçambas de aterro no leito do rio.

A denúncia foi feita ao jornal Correio do Tocanins por José F.M., um lavrador que reside às proximidades da ponte. Ele se diz testemunha ocular das mudanças que ocorreram naquela região nos último 18 anos e reconhece a importância da ponte sobre o Rio Vermelho, o mais largo até chegar à Vila Itainópolis. “Já aconteceram vários acidentes na cabeceira da ponte, mas não deviam ter feito essa maldade com o rio”, desabafa, pedindo à reportagem que fosse ao local, comprovar a denúncia.

José, que revelou que denunciaria o caso também ao Ministério Público Estadual, explica que apesar de não ser mais como antes, o Rio Vermelho ainda é fonte de alimento para sua família, pois é ali que pesca aos finais de semana. “O que a gente pega mais agora é o Jaú”, explica.

A reportagem do CT esteve no local. Para chegar lá, a equipe teve de percorrer 35 quilômetros pela rodovia BR-155 até a Vila Canaã (Sororó). De lá, mais 19 km até chegar à referida ponte, que tem 20 metros de altura de 100 de comprimento.

As máquinas da Prefeitura de Marabá não estavam no local das obras, mas os condutores que passavam por lá confirmaram que as obras estavam sendo executadas pela Prefeitura. O motorista Luiz Gonzaga, que faz linha diariamente para a Vila Itainópolis, disse que é um grande sofrimento para os condutores quando acontece algum problema na cabeceira daquela ponte, uma vez que por ali só passa um veículo de cada vez, devido a sua largura.

 “A comunidade se reuniu, pediu, pressionou e a gente conseguiu essa obra. Estamos cansados de acidentes e ficarmos com a estrada fechada por causa de uma ponte mal conservada”, desabafou.

Preocupado com a repercussão da notícia, Luiz Gonzaga garantiu que o aterro não causará impacto algum ao meio ambiente, e que após a reforma na ponte todo o barro que foi lançado no rio será retirado com ajuda de pá carregadeira.

A ponte é de concreto, mas parte de sua estrutura metálica está comprometida, principalmente em uma das cabeceiras, onde foram colocadas toras de castanheira, de forma improvisada. “Vários veículos já sofreram acidente naquele lugar, garante Luiz Gonzaga.

A reportagem do CT tentou contato com o secretário municipal de Obras, Lucídio Collineti Filho, para saber se não havia outra alternativa para a reforma da ponte, que não passasse pelo aterro do rio, mas seu telefone só encaminhava para a caixa postal. A reportagem também tentou contato com uma servidora da Secretaria Municipal de Comunicação, mas ela não foi encontrada. (Correio Tocantins)

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Pará

PARAUAPEBAS: Município e ANM assinam nesta quarta-feira Termo de Cooperação para regularização de mineradoras

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Buscando soluções que viabilizem empreendimentos minerários legalizados e sustentáveis, será assinado nesta quarta-feira, 13, o Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura de Parauapebas e a Agência Nacional de Mineração (ANM).

O evento será realizado no Hotel Vale dos Carajás, às 18h.

Em 22 de setembro a Prefeitura apresentou junto à ANM um documento com um plano de trabalho para indicar o interesse do município em firmar a parceria.


De acordo com o documento, o município coloca à disposição da ANM a equipe técnica da Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia para contribuir com os processos de fiscalização da Contribuição Financeira por Exploração Mineral (Cfem) e de atividades de extração mineral, além de apoio em Processos Minerais.

“Segundo o cadastro da ANM, até dezembro de 2020, o município de Parauapebas registrava 761 Processos Minerais em todas as suas fases, desde requerimento até a autorização de lavra, representados por 197 pessoas físicas e jurídicas, com indicação de 29 substâncias minerais”, detalha o documento.

O município de Parauapebas tem longa experiência na fiscalização da Cfem, especialmente pelo trabalho desenvolvido desde 2007 em conjunto com o então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), hoje ANM. Graças a essa sinergia, foram realizadas denúncias quanto à prática de preços externos da Vale S.A, que resultou no Processo de Cobrança nº 951.438/2009 e rendeu mais de meio bilhão de reais por meio da Execução Fiscal 0006181-37.2010.4.01.390.

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PARAUAPEBAS: Gilson Fernandes pode ser um dos nomes de Bolsonaro para federal

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O nome do líder dos pequenos mineradores, Gilson Fernandes, vem ganhando força no meio bolsonarista na região de Carajás, para disputar uma cadeira de deputado federal em 2022.

Gilson está a frente da Federação Brasileira da Mineração e da Cooperativa Brasileira da Mineração, e vem desde 2015 ganhando protagonismo nas pautas conservadoras e políticas alinhadas ao presidente Bolsonaro.

Gilson tem se mantido reservado quanto a possibilidade de aceitar disputar uma cadeira de deputado federal, mas vem sendo incentivado por correligionários do setor mineral e conservador da região de Carajás.

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Pará

MARABÁ: Inscrições para a Corrida de São Félix de Valois iniciam dia 18

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As inscrições para a 11ª Corrida de São Félix de Valois começam no próximo dia 18 de outubro. O evento esportivo, que tem o apoio da Semel (Secretaria Municipal de Esporte) e da Paróquia do São Félix de Valois, é beneficente. Os interessados podem se dirigir até a Semel, localizada no Ginásio Poliesportivo “Renato Veloso”, a Folha 16, ou até a Academia Gol de Placa, na Folha 32, com um 1 pacote de fralda geriátrica ou 1 kg de leite de pó. Todos itens arrecadados serão doados para projetos sociais  indicados pela Paróquia e pela Prefeitura.  

Thyago Ferraz, coordenador da Semel, lembra que se trata de um evento de grande porte já inserido no calendário esportivo de Marabá. Cada participante receberá o kit do atleta com camisa, bolsa e squeeze (garrafa) antes da corrida. Para quem concluir a prova, que terá o percurso de 7 km, haverá premiação em medalha, como também premiação em dinheiro somente para os três primeiros vencedores da categoria masculina e feminina. Além disso, troféus para os três primeiros das categorias.

“Dessa forma, a Corrida do São Félix de Valois estará incentivando a prática de esporte de forma acessível, ao mesmo tempo que ajuda o próximo com as doações”, destaca Thyago Ferraz. A entrega do kit será no Partage Shopping, com data a definir. A largada e chegada será em frente a Paróquia São Félix de Valois, na Praça do Manduquinha, Marabá Pioneira. No final da prova, haverá também massagem desportiva e café da manhã para os participantes.

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