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Pará

PARÁ: Reportagem da Globo repercute mal em Marabá

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Lideranças do movimento de emancipação do Estado do Carajás consideraram tendenciosa e pré-conceituosa a edição e a condução dada à primeira reportagem do “JN no Ar” sobre o plebiscito no Pará. Para eles, em Marabá o Jornal Nacional não deu espaço suficiente para as argumentações em defesa do novo Estado, além de ter usado depoimento do economista Rogério Boueri, não gravado aqui na cidade e que tem tese contrária é divisão do Estado.

Para o prefeito de Pau D’arco, Luciano Guedes, responsável pela Comunicação da Frente em Defesa da Criação do Carajás, a reportagem se mostrou parcial na medida que citou os números de Rogério Boueri e não fez menção aos do também economista Célio Costa, no trabalho em que apresenta os argumentos econômicos para a divisão do Pará. “Com isso, só podemos entender que o enfoque seja do interesse da campanha do Não”, afirma Guedes.

O prefeito lembra que o trabalho de Boueri trata-se de uma tese particular dele e não de números oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), como diz a reportagem, o que já foi desautorizado pela própria instituição. “Eles não citaram, por exemplo, estudo do Senado Federal que comprovam a viabilidade da emancipação”, pontua o membro da frente pró-Carajás.

O próprio professor Célio Costa, lembrou que a jornalista Cristina Serra, enviada da Globo ao Pará, tem os dados do seu livro, mas não apresentou sequer o contraponto entre o que ele defende e o seu colega economista.

De outro lado, a imprensa internacional mostra-se interessada no tema redivisão territorial, tanto que Célio foi entrevistado para o jornal The Economist, por uma representante do mesmo no Brasil.

Reportagem

A equipe do Jornal Nacional pousou em Marabá na noite de segunda-feira, 28, e dedicou a terça-feira, 29, a produção da primeira das reportagens sobre o plebiscito, a qual foi veiculada à noite com 4 minutos e 44 segundos de duração.

Depois de contextualizar que o Pará vive um momento histórico, com a realização do plebiscito que decidirá o futuro da região, a repórter focou mazelas sociais de Marabá, entrevistando pessoas fazendo relato de violência urbana, além de citar números sobre crimes no campo, o que já virou lugar comum da imprensa nacional em relação a região Norte do Brasil.

 “A cidade não se preparou para o crescimento. A região de Carajás se tornou conhecida por dois problemas que ilustram bem o modelo de desenvolvimento que se instalou por lá. Um deles é o desmatamento para dar lugar a plantações e pastagens. O outro é a violenta disputa pela terra”, narrou a jornalista Cristina Serra.

Conhecido no meio acadêmico, onde a divisão territorial não é um tema bem visto, além de militante partidário em Marabá, Ribamar Júnior foi ouvido por ela como sendo representante do movimento contrário à divisão. Ele disse: “A gente defende a manutenção do estado não na perspectiva de que tudo isso está bom. A gente acredita que os problemas não estão relacionados ao tamanho do Estado, mas ao modelo de governança, à forma de gestão como está aí”.

Como o presidente da Frente Pela Criação do Carajás, o deputado João Salame Neto, não estava na cidade, a produção só ouviu o presidente da Acim Associação Comercial Industrial de Marabá (ACIM), Ítalo Ipojucan, pego de surpresa pela manhã, enquanto coordenava um simpósio da entidade que dirige. Ítalo falou: “O grande debate é da eficácia e do alcance das políticas públicas. Nós temos um território extremamente vasto e grande. E a descentralização administrativa é um fator benéfico, é um fator de otimização dos investimentos que a comunidade precisa na sua infraestrutura”.

Ipojucan é outro que acredita que a reportagem poderia ter sido mais incisiva, dando mais espaço ao contraditório e explicando as origens históricas do movimento emancipacionistas, ligadas às dificuldades do Estado em administrar um território de grandes proporções e tão heterogêneo.

A TV Liberal, afiliada da Rede Globo no Pará, e que dá suporte ao trabalho do JN no Ar, é defensora do “Não”, como já expresso claramente no portal do Grupo ORM, que tem sua raiz em Belém. Ao chegar a Marabá, no entanto, a jornalista Cristina Serra prometeu que sua reportagem seria isenta, desatrelada das paixões que o tema desperta.

Ontem a reportagem do Jornal Nacional esteve em Santarém, para falar do Tapajós e nesta quinta-feira transmitirá direto de Belém. (Correio Tocantins)

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Pará

MARABÁ: Laticínio na Vila Sororó irá beneficiar cerca de 120 produtores rurais

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A instalação de um laticínio na Vila Sororó, localizada a 35 quilômetros de Marabá, pretende potencializar a produção de leite na região, atendendo, em média 120 pequenos produtores rurais.

São famílias de agricultores que produzem nos 18 Projetos de Assentamentos (PAs), distribuídos da Vila Itainópolis até a Vila Piranheiras. A expectativa da produção diária é de aproximadamente 7.000 litros de leite, podendo chegar a 10.000 litros, onde serão produzidos também queijos, iogurtes e outros derivados do leite.

De acordo com Antônio Pereira Filho, o Toninho do Sororó, administrador da vila, a obra foi iniciada há 16 anos, pois era o resultado de esforços de produtores da região que pudesse atender a demanda crescente e necessitava de um espaço para direcionar a comercialização do leite.


“Era um sonho que já deveria estar atendendo nossa comunidade, no entanto a obra iniciava e depois parava devido a problemas no convênio com a prefeitura em gestões passadas. Mas graças a Deus que agora, a prefeitura juntamente com a Caixa, está finalizando a obra e acredito que até o final de dezembro estaremos entregando o laticínio pronto”, esclareceu Antônio Filho.

Antônio lembra que o laticínio vai mobilizar os produtores e incentivar outras famílias a também trabalharem na produção de leite e transformar a região numa das maiores bacias leiteiras do interior. “Este projeto vai agregar valor e gerar renda para a população, pois no funcionamento do laticínio vai ser ofertada uma média de 50 empregos diretos”, destacou o administrador da vila.

Para fazer o tratamento da água e efluentes gerados no laticínio, nas etapas de produção, foram construídas duas lagoas, sendo a maior com uma dimensão de 25×15 e com uma profundidade de 5 metros, a menor com uma dimensão de 5×5 onde receberam uma manta especial para evitar que os resíduos possam atingir a camada do solo.

“As famílias que produzem na região já estão com muita ansiedade para ver o laticínio em funcionamento, pois é um sonho antigo e logo logo estaremos entregando uma grande obra que vai potencializar a produção no campo na região da vila Sororó”, finalizou Antonio Pereira Filho. (Victor Haôr / Fotos: Sérgio Barros)

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Pará

PARAUAPEBAS: Projeto ajuda a resgatar a autoestima de mulheres vítimas do câncer de mama

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Enfrentar o câncer é um grande desafio para qualquer ser humano, a doença tem um estigma social de ser incurável e afeta o psicológico e a autoestima. Com o objetivo de ajudar a minimizar esse impacto, o Projeto Transformando Vidas oferta, gratuitamente, serviços para mulheres vítimas do câncer de mama.

Por meio da micropigmentação paramédica, as pacientes têm reconstruído os seus mamilos e aréolas dos seios. “Nosso objetivo é trazer a autoestima para mulheres que tiveram o câncer e perderam uma referência do ser corpo”, afirma Lídice Marques, idealizadora do projeto, em parceria com a Secretaria Municipal da Mulher (Semmu) e o Instituto Vencendo o Câncer (Ivecan).

“Quando a pessoa descobre que tem um câncer, é como se tivesse pegado um ingresso pra morte, porque a gente nunca sabe se vai vencer. Quando eu descobri a doença, já estava em um nível elevado e precisei fazer a mastectomia radical total. Nesse procedimento, a gente perde o seio, o mamilo e metade da nossa autoestima vai para o lixo, por isso é tão importante esse projeto e o resultado é incrível, o serviço é muito bem feito”, relata Socorro Plácido, presidente do Instituto Vencendo o Câncer (Ivecan).

As mulheres que precisarem desse serviço podem entrar em contato com o Centro de Referência da Mulher (CRM), localizado à rua F, número 88, bairro União. A Semmu é responsável por fazer a triagem dessas mulheres e avalia critérios socioeconômicos para que elas sejam beneficiadas com o projeto.   

“Cuidar da mulher é a nossa missão, e a Semmu abraça esse lindo projeto, e essa parceria com o Ivecan, porque sabemos que assim podemos ajudar muitas mulheres que precisam desse serviço, mas que não tem condições de arcar os custos do procedimento. Cuidar da autoestima também é cuidar da saúde”, destaca Edileide Batista, titular da Semmu.

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Pará

PARAUAPEBAS: Município participa da décima edição do Brazil Travel Market

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A décima edição do Brazil Travel Market, uma das quatro mais importantes feiras de negócios de turismo do país, começou hoje, 22, com cerca de 2.000 operadores e agentes de viagens circulando pelo Centro de Eventos do Ceará, onde o evento se realiza. Parauapebas está presente com um belíssimo estande e apresenta as suas belezas e atrativos.

“A importância da presença de Parauapebas em um evento com este é poder estar junto do agente de viagens, do operador, porque são eles que vão colocar o destino na prateleira da comercialização. É o agente que vai chegar e difundir o município como destino em sua agência ou operadora, e na BTM deste ano temos uma das maiores operadoras do nordeste, a Masterote” explica Breno Mesquita, diretor do BTM.

O secretário adjunto de Turismo de Parauapebas, Celso Valério, acrescentou que a participação em feiras desse nível agrega experiências, conhecimento e networking para a equipe da Secretaria Municipal de Turismo (Semtur), elementos fundamentais para que um destino turístico conquiste mais visibilidade.

“Além da qualidade da estrutura montada, o nosso estande ganha destaque neste BTM porque trouxemos elementos concretos que nos ajudam a divulgar nossas rotas, belezas e o que temos de melhor”, pontua Celso. “Estou encantado com o estande de vocês, Parauapebas tem muito o quê mostrar”, destaca Breno.

A empresária do segmento turístico, Mariatereza Lyra, se impressionou com a estrutura do estande, “estou impactada com o que eu vi aqui, eu já ouvi falar muito de Parauapebas, tenho amigos que moram lá, mas não fazia ideia de que como era essa cidade. Eu fiquei tão encantada que eu vou até o início do ano nesta cidade”.

Os visitantes do estande podem experimentar um pouco da culinária parauapebense com os pratos preparados pelo chefe Arturo Mateus, conhecer um pouco da história dos Xikrins, povo indígena que habita a região há mais de 100 anos ou contemplar algumas das pedras preciosas do Garimpo das Pedras, graças a parceria firmada com as secretarias municipais de Cultura (Secult) e Desenvolvimento (Seden).

Parauapebas também é a capa da revista do BTM, uma importante vitrine para o segmento de negócios em turismo e que segue até este sábado, 23, em Fortaleza/CE.

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