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domingo, 22 / maio / 2022
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PARÁ: Reportagem da Globo repercute mal em Marabá

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Lideranças do movimento de emancipação do Estado do Carajás consideraram tendenciosa e pré-conceituosa a edição e a condução dada à primeira reportagem do “JN no Ar” sobre o plebiscito no Pará. Para eles, em Marabá o Jornal Nacional não deu espaço suficiente para as argumentações em defesa do novo Estado, além de ter usado depoimento do economista Rogério Boueri, não gravado aqui na cidade e que tem tese contrária é divisão do Estado.

Para o prefeito de Pau D’arco, Luciano Guedes, responsável pela Comunicação da Frente em Defesa da Criação do Carajás, a reportagem se mostrou parcial na medida que citou os números de Rogério Boueri e não fez menção aos do também economista Célio Costa, no trabalho em que apresenta os argumentos econômicos para a divisão do Pará. “Com isso, só podemos entender que o enfoque seja do interesse da campanha do Não”, afirma Guedes.

O prefeito lembra que o trabalho de Boueri trata-se de uma tese particular dele e não de números oficiais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), como diz a reportagem, o que já foi desautorizado pela própria instituição. “Eles não citaram, por exemplo, estudo do Senado Federal que comprovam a viabilidade da emancipação”, pontua o membro da frente pró-Carajás.

O próprio professor Célio Costa, lembrou que a jornalista Cristina Serra, enviada da Globo ao Pará, tem os dados do seu livro, mas não apresentou sequer o contraponto entre o que ele defende e o seu colega economista.

De outro lado, a imprensa internacional mostra-se interessada no tema redivisão territorial, tanto que Célio foi entrevistado para o jornal The Economist, por uma representante do mesmo no Brasil.

Reportagem

A equipe do Jornal Nacional pousou em Marabá na noite de segunda-feira, 28, e dedicou a terça-feira, 29, a produção da primeira das reportagens sobre o plebiscito, a qual foi veiculada à noite com 4 minutos e 44 segundos de duração.

Depois de contextualizar que o Pará vive um momento histórico, com a realização do plebiscito que decidirá o futuro da região, a repórter focou mazelas sociais de Marabá, entrevistando pessoas fazendo relato de violência urbana, além de citar números sobre crimes no campo, o que já virou lugar comum da imprensa nacional em relação a região Norte do Brasil.

 “A cidade não se preparou para o crescimento. A região de Carajás se tornou conhecida por dois problemas que ilustram bem o modelo de desenvolvimento que se instalou por lá. Um deles é o desmatamento para dar lugar a plantações e pastagens. O outro é a violenta disputa pela terra”, narrou a jornalista Cristina Serra.

Conhecido no meio acadêmico, onde a divisão territorial não é um tema bem visto, além de militante partidário em Marabá, Ribamar Júnior foi ouvido por ela como sendo representante do movimento contrário à divisão. Ele disse: “A gente defende a manutenção do estado não na perspectiva de que tudo isso está bom. A gente acredita que os problemas não estão relacionados ao tamanho do Estado, mas ao modelo de governança, à forma de gestão como está aí”.

Como o presidente da Frente Pela Criação do Carajás, o deputado João Salame Neto, não estava na cidade, a produção só ouviu o presidente da Acim Associação Comercial Industrial de Marabá (ACIM), Ítalo Ipojucan, pego de surpresa pela manhã, enquanto coordenava um simpósio da entidade que dirige. Ítalo falou: “O grande debate é da eficácia e do alcance das políticas públicas. Nós temos um território extremamente vasto e grande. E a descentralização administrativa é um fator benéfico, é um fator de otimização dos investimentos que a comunidade precisa na sua infraestrutura”.

Ipojucan é outro que acredita que a reportagem poderia ter sido mais incisiva, dando mais espaço ao contraditório e explicando as origens históricas do movimento emancipacionistas, ligadas às dificuldades do Estado em administrar um território de grandes proporções e tão heterogêneo.

A TV Liberal, afiliada da Rede Globo no Pará, e que dá suporte ao trabalho do JN no Ar, é defensora do “Não”, como já expresso claramente no portal do Grupo ORM, que tem sua raiz em Belém. Ao chegar a Marabá, no entanto, a jornalista Cristina Serra prometeu que sua reportagem seria isenta, desatrelada das paixões que o tema desperta.

Ontem a reportagem do Jornal Nacional esteve em Santarém, para falar do Tapajós e nesta quinta-feira transmitirá direto de Belém. (Correio Tocantins)

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Marcio Santos

É repulsiva tal conduta, a mídia acabou por se tornar um poder paralelo, e não um veiculo de cultura lazer e informação.
é triste, mas essa coisa da globo manipular fatos e fazer um jornalismo totalmente parcial e manipulador de opinião é uma afronta a nossa nação. Precisamos de um jornalismo serio é imparcial.
E quanto a criação do Estado de Carajás, nos aqui do sul damos total apoio
já é mais do que hora dessa região tomar novos rumos, será outro cenário, outra realidade para uma gente de potencial e merecedora de oportunidades e progressos

Um Grande Abraço
Deus os ilumine!!!

cleiton Lima

Olá pessoa bom dia sou natural do Maranhão mais resido atualmente há 15 anos em Tocantins tenho muito orgulho de ter tido essa oportunidade de ainda ter participação de forma indireta da pos separação desse estado. Um local que estar constantemente prosperando e dando oportunidade a quem os deseja. Lembro pelo histórico que passamos, bem similar a esse que estar prestes a se efetivar e imagino das dificuldades e opiniões distintas que existe, mais é assim mesmo nada se conquista com facilidade, o importante é que o povo tem esse poder de decidir pelo o sim ou pelo não se pré estabelecendo a burocracia.
É com muita presteza que vejo alguma reportagens paralela a realidade do povo paraense, vos contradizendo os reais dejesos desse povo. Se é da vontade da maioria que se realize o então sonho de separação do estado, pós que concedam a liberdades se decidirem da melhor forma sem a opinião da mídia, pois visto que essa serve e existe para proporcionar a sociedade com noticiários sérios, cultura e lazer e sem o comprometimento de decisão. cabe a esses profissionais zelar pela cultura e visibilidades desse povo e não se envolver dessa forma explicitando uma tal vocação e desejo. Espero que o processo se desenvolva com uma nítida e objetividade nos consensos pré existente de ambos desejos, desse povo que merecem ter essa oportunidade de decidirem. Fiquem com deus e um abraço a esse povo sereno e ao mesmo tempo guerreiro no sentido de vencer e prosperar.

Att
Cleuton Lima
Palmas To

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