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quarta-feira, 25 / maio / 2022
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PARÁ: Robgol tinha parentes da Paraíba na Alepa

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O ex-jogador do Paysandu Robson do Nascimento, o Robgol, mantinha na folha de pagamento da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) parentes dele que residem na Paraíba e que nunca pisaram no Pará. Eles estavam lotados do gabinete do ex-deputado, durante o mandato de 2007 a 2010. O promotor de Justiça Arnaldo Azevedo, que conduz as investigações do festival de fraudes na folha de pagamento da Casa, informou que o Ministério Público do Estado (MPE) apreendeu os contracheques desses parentes, além de procurações com as quais a então assessora de Robgol na Alepa, Euzilene Araújo, sacava os salários desses fantasmas no banco. Os documentos foram encontrados na casa de Euzilene. O MPE vai acionar o Ministério Público da Paraíba para que os fantasmas sejam ouvidos. ‘Eram cinco a oito parentes, que seriam irmãos ou primos dele que têm o mesmo sobrenome’, disse.

O promotor também divulgou que a ex-chefe da Casa Civil da Presidência, durante a gestão de Domingos Juvenil (PMDB), de 2007 a 2010, Semel Charone Palmeira, atribuiu as responsabilidades pelas fraudes ao peemedebista, em seu depoimento. Ela garantiu que o Juvenil tinha conhecimento de todas as irregularidades e que as determinações para a inclusão de fantasmas na folha, de servidores sem nomeação publicada em diário oficial e da concessão de vantagens ilegais nos contracheques partiam de ex-presidente. Nesse aspecto, a informação de Semel confere com a da ex-chefe da Divisão de Pessoal na gestão de Juvenil, Mônica Pinto. Mônica é a principal fonte de informações que levou o MPE a desbaratar a quadrilha que agia na Assembleia. Está prevista para hoje a intimação de Juvenil para depor no MPE, no próximo dia dois de maio, às 9 horas da manhã. Já Robgol, deve ter sido intimado ontem. Ele vai depor no mesmo dia, às 16 horas.

Azevedo destaca que diretores da Casa também agiram por conta própria, se beneficiando diretamente de inserções de fantasmas e de gratificações na folha em proveito próprio, já que os investigados detinham a mesma senha de acesso ao sistema de pessoal. ‘Na conta de Daura (Daura Irene Xavier Hage, do Departamento Financeiro da Alepa) tramitou muito dinheiro. Ela, Mônica e outros enriqueceram seus patrimônios pessoais. É possível que até a Euzilene tenha incluído pessoas na folha porque ela também tinha a senha. Os envolvidos agiam coletivamente e também em separado’, disse o promotor.

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