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Pará

PARÁ: Santarém é referência em ecoturismo para o Brasil

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A pérola do Tapajós, como é conhecido o município de Santarém, tem belas praias, encontro dos rios Amazonas e Tapajós e vem se destacando como destino de referência em ecoturismo na Amazônia. Representada no 5º Salão do Turismo, por todos esses atributos, Santarém também levou o melhor da música paraense para os visitantes que assistiram às apresentações do grupo Vozes Caboclas, no Parque do Anhembi, em São Paulo.

Santarém se destacou no Salão do Turismo por ter seus atrativos naturais expostos em cenários e fotografias na Praça de Descanso da macrorregião Norte, uma das mais movimentadas do evento. A praça chamava a atenção dos visitantes, que podiam se aconchegar nos bancos e tirar fotos em frente à imagem da praia de Alter do Chão.

Escolhida entre dez municípios como referência internacional em turismo pelo Ministério do Turismo (MTur), Santarém está passando por um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta) e, até janeiro de 2011, deve tornar-se destino de referência em ecoturismo da Amazônia, numa parceria com Mtur, e apoio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), do Instituto Casa Brasil e Cultura (ICBC) e da Secretaria Municipal de Turismo de Santarém (Semtur).

No mês de abril, representantes da Abeta promoveram seminários com empresários, hoteleiros, e agências de receptivos que trabalham com ecoturismo em Santarém e Belterra e também retornam nos dias 8 e 9 de junho para dar continuidade ao levantamento. “Não temos só a Floresta Nacional do Tapajós (Flona) e Alter do Chão, mas dá para visitar os lagos e conhecer as comunidades no município de Belterra”, defendeu o secretário de Turismo de Santarém, Arildo Nogueira.

Ainda este ano, seis representantes do setor público e privado de Santarém devem conhecer outros destinos consolidados em ecoturismo no Brasil como troca de experiência.

Nogueira destaca que, além das trilhas para a serra de Santarém, a Floresta Encantada e a Escola da Floresta, em Alter do Chão, a intenção é trabalhar a comunidade de São Raimundo da Palestina, a 20 km de Santarém, onde há um observatório com 100 metros acima do nível do rio em que se pode apreciar as águas, as árvores e os pássaros, e a comunidade de São Francisco da Cavada, a 35 km de Santarém, que tem como atrativos as quedas d’águas.

“Além do sol e praia, nosso desafio é envolver as localidades próximas como Belterra e Monte Alegre e fazer roteiros integrados e isso vai ser uma das saídas para a comunidade ganhar renda, trabalhando como guias, na criação de peixe e divulgando o rapel”.

Nogueira defende que o turismo é uma das saídas para o Brasil e em especial para a Amazônia. Segundo dados da Semtur, de outubro de 2009 a abril de 2010, Santarém recebeu 26 mil turistas de cruzeiros internacionais. Além disso, o turismo de negócios também movimenta a região, com uma média 300 mil habitantes que circulam pela capital e 100 mil pessoas por mês que vão ao município por diversos motivos.

Cultura

O grupo Vozes Caboclas é formado pelos vocais Daniele Torres, Clayton Assis e Elizângela Dezincourt, pelos violonistas Paulo Vitor Maranhão e Adrio Denner, e Silvan Galvão, na percussão. Foram três apresentações na Mostra de Manifestações Artísticas do Salão do Turismo, dividindo o palco principal na abertura do evento, quarta-feira (26), com o grupo Carimbó Sabiá, de Curuçá.

Na sexta-feira, 29, os músicos animaram o café da manhã paraense, promovido pela Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur), com apoio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), e encerraram sua participação na tarde de domingo, 30, no palco da macrorregião Norte.

No repertório do show, que abriu com poesia de Padre Simões de Albuquerque, além de músicas de Nilson Chaves e muito carimbó, destacavam-se as composições dos autores santarenos como Maria Lidia (Calundum da Mbóia), Luiz Alberto (Fartura Real), Wilmar Fonseca (Canção da Minha Saudade) e Jona Figarela (Sonho de Índio).

“A cara do grupo é mostrar o nosso Estado e os nossos ritmos. Pra gente é gratificante participar pela primeira vez do Salão e isso valoriza ainda mais a nossa cultura”, disse a cantora Daniele Torres, que destacou a parceria com o grupo curuçaense Carimbó Sabiá. “Já estamos articulando a nossa ida para o Festival Folclórico, que acontece em julho em Curuçá, e também aguardamos a presença do carimbó de lá para o Festival do Sairé”. (Julie Rocha)

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Pará

PARAUAPEBAS: Travestis dão surra em cliente após recusar pagar programa

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Uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por volta das 3h da manhã deste domingo (22) para atender a uma ocorrência de agressão. Segundo a denúncia, três travestis estavam espancando um homem a golpes de capacete, no Bairro Beira Rio I, perto da Estação Rodoviária em Parauapebas, município Sudeste Paraense.

Ao chegar no local, os militares conseguiu prender os travestis identificados como João Vitor Magalhaes dos Santos e Diemerson Douglas da Silva. Eles estavam tentando fugir da cena do crime, mas foram reconhecidos por uma testemunha.

A vítima, Jhon Willis Penha Teles, foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado de ambulância a um hospital da região com várias lesões pela face. Para a polícia, as travestis disseram que, a vítima teria contratado um programa com uma delas, mas no final de tudo não quis pagar pelo serviço. Diante disso, se iniciou uma confusão e outras duas travestis foram ajudar a colega e acabaram espancando Jhon Willis.

A guarnição da Polícia Militar conduziu as acusadas para a Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Dependendo do entendimento da autoridade policial, as duas travestis podem responder por lesão corporal grave ou por tentativa de homicídio.

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Pará

BRK Ambiental promove Mega Blue Friday no Pará para negociação de débitos

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A BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de saneamento em 10 cidades do Pará, inicia nesta segunda-feira, dia 23, a Mega Blue Friday, que traz uma oportunidade para clientes que queiram regularizar seus débitos junto à empresa por meio de condições facilitadas de pagamento e até renegociação de dívidas.

Durante a Mega Blue Friday, a ser realizada de 23 de novembro até o dia 20 de dezembro, as condições especiais de negociação estarão disponíveis por meio da plataforma Acordo Certo. A partir do uso de um sistema online, todo o processo de negociação é digital, o que evita deslocamentos nesse período de pandemia e torna o atendimento ao cliente ainda mais simplificado.

Os acordos são exclusivos, conforme as necessidades de cada pessoa, e oferecem opções como pagamento de faturas vencidas à vista com isenção de multas e juros, parcelamento mais flexíveis ou até mesmo o reparcelamento de uma negociação realizada anteriormente.

“A Mega Blue Friday é uma grande oportunidade que traz condições diferenciadas de negociação de débitos para os nossos clientes. A plataforma é capaz de avaliar a melhor opção de pagamento para cada caso, permitindo que todos possam terminar o ano com as contas em dia”, explica Ricardo Ferraz, gerente comercial da BRK Ambiental.

As negociações são realizadas no site www.acordocerto.com.br/brk. Para acessar, basta criar um cadastro a partir dos dados pessoais do cliente (CPF, data de nascimento, e-mail e número de telefone celular) e iniciar o processo de negociação na plataforma.

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Pará

Uepa forma primeira quilombola como Mestra em Educação

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“Saudando a força de todos os quilombolas que lutavam bravamente para manter viva a nossa história”. Com os versos da canção “Negro de Luz”, do Ilê Aiyê, Shirley Amador iniciou a fala na banca de defesa. Neste semestre, apesar da pandemia, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) formou a primeira mestra quilombola, no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED), do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE). Defendendo a resistência por meio da palavra dita e os processos educacionais da tradição oral no quilombo, ela propõe a reflexão acerca deste que é o principal instrumento de luta nestas comunidades rotineiramente invisibilizadas pela história oficial do Brasil.

A influencia direta da mãe, ativista negra e militante do movimento quilombola, e a atuação da matriarca dentro e fora da comunidade Vila União/Campina, em Salvaterra, foram a inspiração para que Shirley percebesse o valor da educação para promover mudanças.

“Educar as novas gerações nestas bases significa buscar a dignidade, o exercício do pertencimento étnico que respalda a diversidade da memória histórica, social, e a luta pela conquista de direitos diante da situação de negação e de enfoques para aplicação de novas políticas, identidade social e cultural para os povos e comunidades tradicionais”, avalia Shirley.

“Para nós, a Educação é um instrumento de luta. Precisamos ocupar os espaços para sermos ouvidos, para termos os nossos direitos reconhecidos”. Para fomentar isso, ela desenvolve na Vila União/Campina um projeto de cursinho preparatório para vestibulandos quilombolas locais.

O espaço acadêmico foi o escolhido por ela, por perceber a necessidade de pesquisas que observem cientificamente os fenômenos educacionais contidos nas comunidades e os socializem com toda a academia.

“Esses processos educativos ocorrem no cotidiano, na medida em que os filhos dos quilombolas aprendem os saberes que são necessários para a existência, em relação aos conflitos, a tudo aquilo que a comunidade vivencia. Então, todos esses saberes circulam nos diversos espaços ali na comunidade. A educação é um processo muito mais amplo do que aquele que está dentro dos espaços institucionalizados como escola. Então, a tradição oral foi como eu aprendi e esse saber é significativo para todos nós”, resume. O conhecimento sobre a agricultura é um dos saberes desenvolvidos, aperfeiçoados e passados de geração a geração oralmente e possibilita a subsistência da comunidade. Histórias sobre a chegada dos antepassados à Amazônia também se perpetuam graças a este costume.

Por meio da oralidade, a cultura se interliga aos processos de ensinar e aprender desenvolvidos nas relações sociais. Eles preparam e orientam os quilombolas para a vida e a resistência. Isso possibilita a reconstrução da ancestralidade na contemporaneidade na medida em que os filhos dos quilombos aprendem e reproduzem os conhecimentos tradicionais, que dão significado para a existência da comunidade. “Os saberes tradicionais e acadêmicos se completam, mas os tradicionais não constam nos currículos escolares e demais ambientes institucionalizados. Por isso, eles precisam ser incluídos nas práticas pedagógicas dos educadores. Por exemplo, o diálogo acerca da consciência negra costuma estar atrelado às datas comemorativas, mas eles devem ser levantados em diversas outras ocasiões cotidianas do ensino. Por que só discutir o negro no Mês da Consciência Negra?”, questiona.

Shirley estende o debate para a necessidade de inclusão de fatos sobre os conflitos de terras enfrentados pelos quilombolas nos últimos séculos no Brasil. “As comunidades vivenciam inúmeros conflitos, que vão desde a instalação dos grandes projetos, do desmatamento, das queimadas, da venda de terra, a retirada de madeira ilegal, até as ameaças que muitos líderes quilombolas sofrem. Isso é algo recorrente na história das populações quilombolas. São saberes notórios dentro das comunidades e deveriam ser conhecidos por todos os brasileiros”, pontua. Para ela, não seria uma questão de corrigir ou retirar fatos históricos que constam atualmente nos currículos escolares, mas de apresentar os demais pontos de vista e traçar um diálogo entre eles.

PRIMEIRA MESTRA QUILOMBOLA

Shirley Amador se tornou, em setembro deste ano, a primeira mestra quilombola da Uepa, fato que foi motivo de orgulho para o orientador, professor doutor João Colares. “Fico feliz por ela ser titulada pelo PPGED da Uepa. Isso demonstra que o Programa está avançando do ponto de vista das discussões sobre Educação Quilombola, Educação Indígena, ou seja, educação daquelas pessoas que historicamente foram e são subalternizadas pelos processos sociais injustos e pelas desigualdades educacionais. Então é um sentimento de alegria e é um sentimento também de uma luta”, resume o professor, que espera que a partir de agora ela
possa contribuir para os processos educacionais na própria comunidade e, de maneira mais ampla, para a educação quilombola, no estado do Pará e na Amazônia.

Para ele, a alegria vem com a percepção de que o caminho à frente ainda é longo. “Nós precisamos avançar muito ainda, nas universidades em geral e na Uepa em particular, com ações afirmativas para que esses grupos sociais que estão fora da universidade possam ingressar e, desse modo, apresentar as suas sabedorias, epistemologias, suas tradições e o seu rico conjunto de conhecimentos”, reconhece Colares, que relembra a perspectiva de diálogo entre saberes, proposta por Paulo Freire. “Um diálogo entre essas distintas formas de conhecimento só vai se dar na medida em que essas populações que estão historicamente excluídas estiverem na universidade produzindo seus conhecimentos científicos a partir de um diálogo com as tradições, com as memórias, com as sabedorias, emergentes, insurgentes de suas próprias comunidades. É nesse sentido que nós precisamos avançar em políticas de ações afirmativas”, conclui.

A felicidade em fazer história na Uepa é algo que Shirley faz questão de dividir com toda a comunidade e professores. “Penso que essa não é uma conquista individual, mas sim coletiva, pois no decorrer do caminho nós vamos formando uma rede que nos faz prosseguir rumo aos nossos objetivos. Então essa foi uma maneira de me posicionar enquanto sujeito ético, político, de transcender também o lugar que sempre fora destinada aos negros”, comemora. A abertura de cotas raciais na Instituição também é um desejo da mestra, pois abrirá caminho a mais quilombolas nas diversas esferas da educação superior.

A defesa completa da dissertação pode ser vista neste link.

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