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terça-feira, 05 / julho / 2022
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PARÁ: Seduc ampliará programa de aceleração

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Metade dos 350 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino do Pará está atrasada na escola. Os dados do Censo Escolar de 2010, usados pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para basear as ações em educação no estado, apontam que 58% dos alunos do ensino médio na rede pública no Pará passaram da idade ideal para esta etapa, que deve ser iniciada aos 16 anos e concluída antes dos 19 anos. A distorção série-idade é menor, mas não menos preocupante, nos 9 anos do ensino fundamental: estão atrasados, segundo o Censo, 36,9% dos alunos paraenses dos primeiros cinco anos do fundamental, entre o 1º e o 5º ano, e 44,7% entre o 6º e o 9º ano.

Os números sobre a distorção série-idade, foram fornecidos ontem pela diretora da Educação Infantil e Fundamental da Secretaria de Estado de Educação, Ana Cláudia Hage, a O LIBERAL.

Baseado neles, a Seduc planeja ampliar a oferta de vagas nos módulos de aceleração de aprendizagem para tentar reduzir o número de alunos com grandes disparidades entre a idade e a série cursada.

Em 2012, adianta a diretora da Educação Infantil e Fundamental da Seduc, a ideia é aumentar de 11 para 20 as escolas na região metropolitana de Belém com turmas especiais para alunos que estão fora da idade adequada à série. O projeto, que recebeu o nome de ‘Aceleração de Aprendizagem’, atende atualmente pouco mais de 2 mil estudantes.

No interior, onde apenas uma escola oferece o sistema em módulos, no município de Capitão Poço, na região nordeste do estado, a meta da Seduc para 2012 é abrir turmas em outras 20 cidades.

O projeto ‘Aceleração da Aprendizagem’ é estruturado em oito módulos de disciplinas, totalizando e 2.560 horas que podem ser cumpridas em 400 dias letivos, distribuídos por dois anos. O aluno que concluir todas as etapas estará apto a ingressar no ensino médio, cumprindo em dois anos o que poderia levar 9 anos no ensino regular, explica Ana Cláudia Hage. Sobre o ritmo de aprendizagem em módulos e a qualidade do ensino no sistema, a diretora da Seduc afirma que não há diferença entre o aluno egresso do ensino fundamental regular e do projeto :’O processo de aprendizagem se dá de maneira diferente, por eixos temáticos, e em turmas com a mesma faixa etária. Mas é importante que se diga que embora seja um processo diferenciado no método, não um processo desnivelado no resultado’, afirma.

Ana Cláudia Hage indica ainda que a redução da disparidade entre a idade a série cursada depende também da redução da evasão escolar, da diminuição das taxas de reprovação e da conscientização da importância de se manter as crianças na escola na família. ‘Hoje o maior motivo para que a criança deixe a escola é a necessidade de ter que ajudar em casa, no trabalho. A defasagem idade-série é, sobretudo, uma questão social.’

Ampliação

A Seduc espera incluir a cada ano, a partir de 2012, 10% dos alunos que apresentam atraso em sua trajetória escolar. Para 2012 a ideia é ampliar para 15 mil as vagas nas turmas modulares. ‘Nós esperamos fechar até outubro as escolas que estarão no projeto já em 2012’, adianta Ana Cláudia Hage.

Reduzir a distorção série-idade é uma das cinco metas da educação do Brasil estabelecidas pelo movimento Todos Pela Educação, que reúne indicadores sobre o ensino no Brasil e baseia a construção de políticas voltadas para a educação pelos estados. Hoje, 63,4% dos jovens brasileiros que concluem o ensino médio o fazem antes dos 16 anos. Na região norte, essa média é menor: são 49,8% os alunos que concluem o ensino fundamental na idade considerada adequada. Os dados estão no Censo Escolar 2010, que serão atualizados neste semestre. (O Liberal)

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