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quinta-feira, 18 / agosto / 2022
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PARÁ: Setor moveleiro sente efeitos da crise com alta de preço da madeira

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As consequências da crise vivida pelo setor madeireiro, com a redução da oferta de matéria-prima, atingiu em cheio o setor moveleiro de Castanhal, onde mais de 150 pequenas e médias empresas fabricam principalmente móveis populares, torneados e entalhados, de padrão regional, feitos na sua grande maioria com a espécie angelim. Em menos de um ano, praticamente dobrou o preço do metro cúbico dessa madeira, passando de R$ 600 para R$ 1.100.

Segundo o moveleiro Edmilson Oliveira Rodrigues, o ‘Baiano’, para complicar mais a situação, muitos não souberam se preparar para a crise madeireira, gastando o que não podiam e ficando sem capital para investir’. ‘Se você vendeu uma cadeira por R$ 100, só deve gastar R$ 20 desse dinheiro e investir o restante em madeira’. Baiano também acha que muitos donos de movelaria ‘não querem mais pegar no pesado, trabalhando com madeira bruta e transformando-a em móveis de qualidade, torneada, entalhada’.

Já para João Maués, presidente da Associação dos Moveleiros de Castanhal, o que falta é união entre os moveleiros do município, ‘o que dificulta um avanço da categoria’. Ele disse que muitos desses profissionais ‘não têm visão do poder que a categoria tem para captar recursos, se capitalizar’, e que ‘todos sabem fazer, mas não sabem o que fazer e quanto devem cobrar pelo seu trabalho, fazem um orçamento no chute’. Além disso, afirma Maués, ‘a criatividade está empacada, o design é ignorado. A maioria não sabe trabalhar com MDF (placas de alta qualidade fabricadas com resíduos de madeira) nem com madeira de reflorestamento’.

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