- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
domingo, 07 / agosto / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

PARÁ: Sistema de irrigação permite cultivo de goiaba o ano inteiro em Dom Eliseu

Mais Lidas

Dois projetos de irrigação sobre plantações de goiaba paluma (variedade de polpa vermelha), implantados no município de Dom Eliseu, no sudeste do Pará, permitirão a colheita o ano inteiro, em vez de apenas nos meses de abril e maio. A tecnologia está sendo testada no início deste ano em duas propriedades de agricultores familiares, com o apoio do escritório local da Emater – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará.

A importância da iniciativa reside no fato de o cultivo de goiaba precisar de água constante no seu ciclo, principalmente nas fases de floração e frutificação. Por isso, sem sistemas de irrigação, a safra estadual acaba sendo colhida somente após o período chuvoso. “O objetivo é descentralizar a safra”, informa o técnico agropecuário da Emater, Raimundo Salazar.

Dom Eliseu é o município da Amazônia que mais produz goiaba, com 330 hectares plantados, incluídos os pequenos, médios e grandes produtores. Dados da Emater indicam que os 52 agricultores familiares do município cadastrados como “plantadores de goiaba” produzem mais de mil toneladas/ano. Fora da época de safra, o Pará importa a fruta de Pernambuco.

Mercado

“Além de estarmos aperfeiçoando a produção, já que a goiaba de Dom Eliseu é cultivada sob princípios de transição agroecológica, com menos agrotóxicos do que no processo convencional, a irrigação vai fazer com que os produtores paraenses atendam ao mercado local durante o ano todo. A ocasião é oportuna, também, porque o setor nordestino está em decadência devido à praga neumatóide”, explica o chefe do escritório local da Emater, o engenheiro agrônomo Oduvaldo Oliveira.

Cada sistema de irrigação custa, em média, R$ 7,5 mil por hectare. Além de o valor ser alto para as finanças de pequenos produtores, por muito tempo a goiaba não se projetava como um produto lucrativo, principalmente porque, no sudeste paraense, não havia compradores garantidos para a produção.

Com o incentivo da Emater, a comercialização foi ampliada e o produto adquiriu melhor qualidade, resultado na assinatura de contratos com as indústrias. Hoje, 80% da produção são vendidos, em média a R$ 0,55 o quilo, para duas grandes fábricas de polpa congelada de suco. Os 20% restantes se constituem em “goiaba de mesa”, com a fruta in natura sendo comercializada, em média, a R$ 1,00 o quilo nas feiras e supermercados de Dom Eliseu e municípios vizinhos, e ainda na Centrais de Abastecimento do Estado do Pará (Ceasa), em Belém. “Esses preços de venda são considerados bons; trazem real lucro para o produtor”, garante Raimundo Salazar.

Produção

Os sistemas de irrigação estão funcionando nas propriedades dos agricultores familiares Rosinaldo Pinto e Dorivaldo Lima. Rosinaldo tem um hectare com 300 goiabeiras, que rendem quase 20 toneladas de fruto/ano. Dorivaldo Lima tem dois hectares com 700 goiabeiras, dos quais colhe mais de 40 toneladas/ano.

Cada um recebeu R$ 20 mil, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), para a construção do sistema de irrigação capaz de sustentar a produção de goiaba nos meses de pouca chuva, com a assistência técnica da Emater.

- Publicidade -spot_img

1 Comentário

Assinar
Notificar-me
guest
1 Comentário
Mais antigo
Mais recente Mais votado
Inline Feedbacks
View all comments
Gessik

ola!muito bom trabalho de vocês,parabéns!

- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias