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Pará

Pará sobe uma posição no ranking de participação no PIB Brasil

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Pará foi de R$ 88,371 bilhões em 2011. O cálculo, feito anualmente pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 22, na sede do órgão paraense. O tempo em que todos os dados são disponibilizados é o que estabelece o âmbito e a defasagem para cada versão do sistema de contas regionais. Dessa forma, há uma diferença de dois anos entre o ano analisado e o de divulgação dos dados, por isso os números expostos dizem respeito a 2011.

De acordo com o documento divulgado pelo Idesp, a taxa de crescimento real do PIB paraense, em 2011, foi de 5,18% em relação a 2010, superior ao incremento médio do PIB nacional, que foi de 2,70%. O crescimento nominal do Pará, em 2011, foi de 13,52% e de 33,3% em 2010. Entre 2009 e 2011, foram adicionados ao PIB estadual R$ 29,9 bilhões. Esse resultado fez com que o Estado subisse uma posição no ranking de participação no PIB do Brasil, agora ele é o décimo segundo, superando o Ceará. Na Região Norte, o Pará continua como primeiro lugar, com 39,53% de participação.

O PIB per capita do Estado foi de R$ 11.494, superior em 12,04% ao registrado no ano anterior (2010), em termos nominais. Pelo segundo ano consecutivo, o Pará sobe uma posição no ranking nacional, alcançando assim a vigésima posição em relação a esse indicador. É importante destacar que o PIB per capita é influenciado por dinâmicas econômicas e demográficas. Mesmo tendo o menor PIB per capita da Região Norte, em 2011, a relação do PIB per capita do Pará com o PIB per capita do Brasil (R$ 21.536) e da Região Norte (R$ 13.888) foi de 53,37% e 82,76%, respectivamente.

Composição

O PIB é formado pela soma do valor adicionado (VA) aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. No caso paraense, em 2011, o VA (R$ 80,222 bilhões) participou com 91,46% e os impostos com 8,54% (R$ 7,549 bilhões) do PIB. Essa composição, quando observada no PIB nacional, ficou em 85,22% (VA) e 14,78% (impostos) e, na Região Norte, 88,87% (VA) e 11,13% (impostos).

No que diz respeito aos setores econômicos, a Agropecuária, com participação de 6,06%, registrou um VA de R$ 4,895 bilhões e incremento, em volume, de 2,74%. A Indústria contribuiu com 42,49%, teve o valor adicionado de R$ 34,343 bilhões e apresentou o maior crescimento em volume, de 6,12%. Já o setor de Serviços apresentou perda na formação do valor adicionado, com 51,45% de participação, VA de R$ 41,584 bilhões e a variação no volume de 4,72%.

Em relação às atividades econômicas dentro desses setores, as maiores taxas de crescimento real, em 2011, foram de transportes (11,27%), construção civil (10,69%), indústria extrativa mineral (8,06%) e comércio (7,26%). Apenas o segmento indústria de transformação apresentou decréscimo na produção de (-4,90%), principalmente, pelas perdas vindas de madeira (-32,37%), minerais não metálicos (-1,61%) e metalurgia básica (-0,23%).

Em comparação ao ano anterior, em 2011, observou-se perdas de participação do setor agropecuário (-0,52 p.p), do comércio (-0,61 p.p), da construção civil (-0,81 p.p) e da indústria de transformação (-1,71 p.p). A indústria extrativa mineral e os serviços de informação apresentaram os maiores ganhos de participação – 3,6 e 0,34, respectivamente. As participações foram influenciadas pelos preços de cada atividade, seus crescimentos reais e o desempenho das demais atividades.

Já o valor dos impostos arrecadados pelo estado do Pará, em 2011, alcançou a quantia de R$ 7,549 bilhões, o que representou um incremento  de R$ 745 milhões em relação ao ano anterior, quando a quantia foi de R$ 6,804 bilhões. O ICMS foi o principal imposto em termos de volume arrecadado, com participação de 73,60%; seguido pelo PIS/COFINS, com 11,90%; e o ISS com 7,90%.

Alteração

O Idesp salienta que está em curso a revisão da base do Sistema de Contas Nacionais (PIB Brasil), cuja nova série, com referência em 2010, será divulgada em 2015. Entretanto, o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (PIB Brasil Trimestral) e o Sistema de Contas Regionais (PIB das Unidades Federativas e do Distrito Federal) não interromperam suas estimativas.

Por isso, os procedimentos adotados para a estimativa dos resultados dos anos de 2010 e 2011, com referência em 2002, foram baseados no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, portanto, divulgados com um nível de detalhamento mais restrito, em 12 atividades, e é de caráter preliminar. Sendo assim, alerta-se quanto à utilização dos números. Em 2015, os resultados das Contas Regionais do Brasil referentes a 2010 e 2011 serão reapresentados, de forma definitiva e integrados à nova série do Sistema de Contas Nacionais do Brasil.

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Pará

Pará recebe 49 mil doses da vacina Astrazeneca e interior terá prioridade na imunização

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Pela primeira vez, o Pará recebe a vacina produzida pela Oxford/AstraZeneca contra o novo Coronavírus. A carga com 49 mil doses dos imunizantes foi recebida neste domingo, (24), no Aeroporto Internacional de Belém pelo governador Helder e pela equipe técnica de governo. 

“Nesse momento, estamos recebendo as 49 mil doses de vacina, todas serão encaminhadas ao interior do Estado. Com essa chegada estaremos garantindo a vacinação de 63% de todos os profissionais de saúde do Estado. Vamos priorizar essa carga para as regionais do interior do Estado”, explicou Helder.

O governador destacou ainda que a estratégia, nesse momento, é fortalecer o oeste paraense. A região já enfrenta uma segunda onda de contaminação pela doença, devido à proximidade com o estado do Amazonas. 

“Vamos priorizar os 10 municípios da Calha Norte, que estão na divisa com o estado do Amazonas. Nessas cidades já se inicia a imunização de pessoas acima de 80 anos, faixa considerada mais suscetível  ao vírus e que podem precisar de serviços médicos como internações e de leitos de UTI”, afirmou Helder.

Durante a chegada da nova remessa de vacinas, Helder Barbalho adiantou que um terceiro lote do imunizante pode ser enviado ao Pará, ainda esta semana, com novidades. O governador paraense solicitou um quantitativo extra de doses para municípios próximos ao estado do Amazonas.

“A expectativa que nos foi repassada pelo Ministério da Saúde é que nos próximos dias será iniciada a distribuição de 900 mil doses. O Pará receberá uma parte dessa quantidade, com um detalhe, solicitamos que o Ministério da Saúde possa disponibilizar um fundo para os estados que estão tendo uma maior pressão por vacina ou de percentual de população contaminada. Assim, além do Pará receber a parcela prevista, aguardamos um incremento do fundo de reserva para os estados vizinhos ao Amazonas”.

O lote entregue ao Pará neste domingo é considerado o segundo maior destinado a um estado da região Norte. A quantidade encaminhada aos paraenses só fica atrás das 132,5 mil doses destinadas  ao estado do Amazonas, que ainda vive um momento de crise na saúde pública.

De passagem por Belém e aguardando o voo com destino a Manaus, o marceneiro Pedro de Souza avaliou positivamente a chegada das vacinas. “Acho importante que a vacina chegue logo. É bom que assim, no momento certo, nós vamos nos imunizar”.

LOGÍSTICA

Com a entrega deste domingo é a segunda leva de vacinas contra Covid-19 que chega ao Pará. A primeira ocorreu último dia 18, quando o estado recebeu 173 mil doses da CoronaVac. Logo após a chegada dos imunizantes neste domingo, o governo do Estado providenciou um plano logístico para iniciar o repasse das vacinas. A expectativa da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social (Segup) é continuar com a logística da entrega anterior. 

“Dando continuidade à logística de recebimento e distribuição de medicamentos, o sistema de segurança pública atuará da mesma forma que na primeira remessa, tanto com o apoio dos voos, lanchas, viaturas no meio terrestre, para que a gente dos municípios do Pará receba a vacina o mais rápido possível. Priorizando as regiões que apresentam maior necessidade, a exemplo do oeste do Pará.  Porém, o Graesp irá atuar como da primeira vez, levando uma boa parte da vacina pela via aérea, e as demais forças atuando também pela via terrestre e fluvial”, explicou o titular da Segup, Ualame Machado.

O secretário de Estado de Saúde Pública (Sespa), Rômulo Rodovalho, disse que as doses recebidas serão utilizadas na imunização dos grupos prioritários, seguindo o Plano de Imunização.  “Com essa segunda rodada de vacinas, o Pará dá continuidade à vacinação dos grupos prioritários, que são os profissionais de saúde, idosos acima de 80 anos e os indígenas. Conforme definido dentro da estratégia nacional do Plano de Imunização da população. A continuidade do processo de vacinação é de suma importância para a estratégia de vencimento do novo coronavírus”, avaliou Rodovalho. 

PLANO 

O primeiro lote de vacinas foi entregue ao estado do Pará no último dia 18 de janeiro. Na primeira remessa foram enviadas 173 mil e 240 doses, 48,680 mil das quais à população indígena paraense. No primeiro momento, os imunizantes também foram direcionados aos profissionais da Saúde que atuam na linha de frente, conforme previsto no Plano Paraense de Vacinação Contra a Covid-19.

O plano desenvolvido pela Sespa prevê ainda que a campanha de vacinação ocorrerá, simultaneamente, em todos os 144 municípios do Pará, e os grupos serão cumulativos no decorrer das etapas definidas. 

FASES 

1ª Fase: trabalhadores de Saúde; pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas aldeados. 

2ª Fase: profissionais da Segurança Pública na ativa; idosos de 60 a 79 anos de idade; idosos a partir de 80 anos e povos e comunidades tradicionais quilombolas. 

3ª Fase: pessoas com comorbidades (doenças como diabetes, hipertensão e obesidade);

4ª Fase: trabalhadores da Educação; Forças Armadas; funcionários do sistema penitenciário; população privada de liberdade e pessoas com deficiência permanente severa.

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Pará

MARABÁ: Corpo de homem que caiu de ponte e desaparece no rio Itacaiúnas é localizado

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O Corpo de Bombeiro do Pará localizou na tarde deste sábado o corpo do idoso José Ribeiro de Cristo, de 64 anos que estava desaparecido deste a sexta-feira (22) quando a vítima caiu de uma ponte sobre o rio Itacaiunas, em Marabá, na região de Carajás, estado do Pará. O corpo foi encontrado por volta das 16h30 da tarde próximo a orla da cidade.

O idoso era natural da cidade de rio branco do sul, no Paraná, estava visitando a família na cidade paraense. Na sexta-feira (22) quando ia ao aeroporto comprar a passagem de volta para sua cidade, parou para registrar as belezas do rio Itacaiunas quando se desequilibrou e caiu a uma altura de 15 metros. Tudo foi filmado pela sobrinha do idoso que estava no local e chegou a alertar sobre o perigo.

O corpo do turista foi encaminhado para perícia no Instituto Médico Legal de Marabá.

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Pará

MARABÁ: Ex-deputado Olávio Rocha morre vítima de Covid-19

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Morreu na madrugada de sábado, 23, o ex-deputado federal e ex-prefeito de Rondon do Pará, Olávio Rocha, de 82 anos. A cauda da morte foi complicações provocadas pela Covid-19.

Ele estava internado em Marabá, na região de Carajás, onde residia.

Olávio Rocha foi eleito prefeito em 1988 e deputado federal no ano de 1994.

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