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Pará

PARÁ: Trânsito de Marabá causa transtornos

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O município de Marabá, localizado a 530 quilômetros de Belém, no sudeste do Estado, já sofre as consequências do crescimento populacional e econômico dos últimos anos em seu trânsito, cada vez mais complicado. Dados fornecidos pelo Departamento Municipal de Trânsito (DMTU) apontam para uma frota registrada de 46 mil veículos no município. No entanto, sabe-se há pelo menos mais 20 mil veículos que rodam pela cidade com placas do Tocantins.

Um estudo elaborado pelo governo do Estado e encaminhado ao Ministério dos Transportes constata que os congestionamentos são cada vez mais constantes e extensos, e os acidentes de trânsito muito comuns especialmente no trecho da rodovia BR-230 (Transamazônica), entre os quilômetros 119 e 125, em particular na ponte sobre o rio Itacaiúnas, que atravessa a cidade em pista simples e é o único acesso entre os três núcleos de Marabá.

A ponte sobre o rio Itacaiúnas, com 100 metros de extensão e capacidade máxima para 70 toneladas, com duas faixas de tráfego, está em processo de duplicação, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2010. No entanto, o mesmo estudo elaborado pelo Governo indica que esta obra não será suficiente para resolver o problema do trânsito em Marabá. São 18 mil veículos por dia trafegando na ponte sobre o rio Itacaiúnas, sendo que 75% do tráfego está concentrado nos horários de pico, de manhã cedo, depois do meio-dia e no início da noite.

Boa parte desse tráfego é de veículos pesados, proveniente das mais de 200 indústrias que estão no entorno de Marabá, especialmente siderúrgicas, cuja produção anual de ferro-gusa é de 2,1 milhões de toneladas, o que acarreta um tráfego pesado que também inclui a produção agroindustrial e a de telhas e tijolos, outros dois setores fortes da economia marabaense. Este tráfego pesado exige um trabalho constante de recuperação do piso da Transamazônica.

Alça viária é apontada com solução

Para resolver de vez o problema, o governo do Estado propôs ao Ministério dos Transportes a construção de uma alça viária que contorne o município, passando pelo Distrito Industrial de Marabá, de modo a retirar da cidade o tráfego pesado de veículos de carga, a um custo de R$ 77 milhões. A resposta foi positiva.

‘O ministro (Alfredo Pereira do Nascimento, dos Transportes) autorizou o início dos estudos de engenharia e de impacto ambiental’, confirma o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Governo do Pará, Maurílio Monteiro, que prevê um impacto muito grande sobre a qualidade do trânsito em Marabá a partir da conclusão da obra. ‘A Transamazônica passa por dentro de Marabá com um tráfego intenso e a duplicação da ponte sobre o rio Itacaiúnas não vai resolver o problema, são muito veículos pesados que circulam por ali’, completa Maurílio Monteiro.

Esse tráfego pesado só tende a aumentar com as obras de infraestrutura em curso na região, que vão dinamizar ainda mais a indústria mineral. A Sinobrás, que se instalou em Marabá em 2007, começou a produzir agora e a movimentar 300 mil toneladas por ano de vergalhões. A verticalização da indústria mineral finalmente chega a Marabá, mas o progresso tem um preço e a solução para não inviabilizar o tráfego na cidade é construir a alça viária de Marabá.

Obra vai beneficiar indústrias

A alça viária de Marabá vai ligar a Transamazônica (BR-230) à BR-155 (antiga PA-150, que foi federalizada), contornando todo o centro urbano de Marabá e interligando o dinâmico distrito industrial do município às principais rodovias da região. Duas pontes serão construídas, uma sobre o rio Itacaiúnas e outra sobre um afluente do mesmo rio. Desse modo, Marabá ficará livre do tráfego pesado, com melhoria considerável da segurança no trânsito e na qualidade de vida da população, que poderá, assim, desfrutar ainda mais dos benefícios do crescimento econômico proporcionado pela indústria, em uma metrópole mais confortável.

A obra vai aproveitar em seu traçado parte do trecho já pavimentado da BR-155, de aproximadamente nove quilômetros, o que diminui o impacto ambiental e a necessidade de desapropriações, com reflexo na diminuição do custo de implantação.

No trecho compreendido entre a ponte que será construída sobre o rio Itacaiúnas e o viaduto sobre a Estrada de Ferro Carajás (EFC), a nova rodovia vai acompanhar o ramal ferroviário da Vale, aproveitando uma área já degradada pela atividade humana e hoje utilizada para a criação de bovinos.

Depois de atravessar a EFC, a nova rodovia seguirá paralela à estrada vicinal existente, onde já estão instaladas redes de alta e média tensão que abastecem o distrito industrial e que, dessa forma, não precisarão ser deslocadas. As áreas que serão desapropriadas para a construção da rodovia têm hoje poucas benfeitorias.

No Km 13 da alça viária, a ponte sobre o afluente do rio Itacaiúnas terá 70 metros de extensão e será paralela à ponte ferroviária prevista para o abastecimento da Alpa (Aços Laminados do Pará), outra indústria em fase de instalação em Marabá, em parceria com a Vale, com início de operação previsto para 2012, para produção de 2,5 milhões de toneladas de aço apenas na primeira fase.

Do Km 15 ao Km 17, a rodovia atravessa uma área de vegetação arbórea e logo depois, passa por dentro do distrito industrial, até o Km 21. A partir daí, até o Km 27, utiliza o traçado já pavimentado da BR-155 (antiga PA-150), que necessita apenas de algumas melhorias. (O Liberal)

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Pará

Remo, Paysandu, Tuna e Castanhal ficam no empate nas semifinais do Parazão 2021

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As semifinais do Campeonato Paraense 2021, ficaram empatadas. As duas partidas aconteceram neste domingo, 9.

Tuna vs Remo

Tuna e Remo fizeram um bom jogo na manhã deste domingo, dia 9, no estádio do Souza, em Belém. Ambos os times vieram com posturas ofensivas para o jogo, mas quem aproveitou melhor as chances no começo foi o Remo, que abriu o placar com Uchôa, aos 20 da etapa inicial. Em seguida, Léo Rosa marcou de pênalti, aos 34, e empatou a partida. Na segunda etapa, o Leão foi superiou, criou mais chances, levou mais perigo, mas parou em uma atuação de gala do goleiro tunante Gabriel Bubniack. Vaga na final precisará ser definida na quarta-feira, no jogo de volta, no Baenão.

Com o resultado, nenhuma das equipes obteve vantagem para o jogo de volta das semifinais. A vaga na final será decidida na quarta-feira, dia 12, às 19h30, no estádio do Baenão. Caso o segundo jogo termine em empate novamente, a classificação será definida nos pênaltis.

Castalhal vs Paysandu


Castanhal e Paysandu realizaram uma partida fraca tecnicamente e de poucas oportunidades. O destaque do primeiro tempo foi para o atacante Marlon, responsável pelas principais chances no jogo, acertando o travessão de Axel Lopes. O Castanhal tentava chegar à meta de Victor Souza, mas não conseguia dar o último passe de forma correta, ficando a maioria das vezes sob o domínio da defesa bicolor. As coisas melhoraram um pouco mais na etapa complementar, principalmente com a entrada do atacante Fidélis, do Castanhal. Ele deu maior dinamismo ao time, que conseguiu levar certo perigo à meta bicolor. Desta forma, cedeu a oportunidade de ataque do Papão trabalhar no contra-ataque, como foram nas chegadas do volante Elyeser e do lateral-esquerdo Bruno Collaço, que finalizaram bem, mas viram o goleiro Axel evitar que o gol.

Definição da vaga para a final do Parazão 2021 fica para a próxima quarta-feira, dia 12, na Curuzu, em Belém. (Fotos: Samara Miranda/Remo e John Wesley/Paysandu)

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Pará

MARABÁ: Infraestrutura do Novo Terminal de Integração avança

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As obras da construção do novo Terminal de Integração de Marabá não param. O novo espaço pretende reduzir o tempo de espera nos pontos de ônibus e também reduzir custos para o usuário.

O engenheiro civil, Alex Amoury, da Secretaria de Viação e Obras Públicas (Sevop), é o responsável por acompanhar o andamento da obra. Ele conta que no momento os serviços se concentram nos dois blocos onde irão funcionar o setor administrativo e comercial do novo Terminal.

“Nos dois, as fundações foram executadas, assim como a estrutura de concreto, laje pré-fabricada (treliçada), o fechamento em alvenaria com blocos cerâmicos, tubulação de água e esgoto, laje para a caixa d’água, contrapiso dos dois blocos”, explicou o engenheiro.

Além desta etapa, os operários já iniciaram a construção da plataforma de embarque e desembarque que liga o bloco comercial e administrativo, além da construção de banheiros e outros setores.

“O prédio administrativo terá duas lojas na parte inferior, recepção da administração, banheiros masculino e feminino. No piso superior teremos a administração do terminal. Teremos também uma plataforma de aproximadamente 50 metros até o bloco comercial que será composto de seis lojas”, afirmou Alex Amoury.

A proposta é fazer com que a partir do funcionamento do Terminal os veículos possam ter um percurso menor, tendo em vista que serão planejadas novas linhas, num total de 14, atendendo os usuários em todos os bairros, com um tempo de espera bastante reduzido.

Está é uma das obras mais aguardadas para quem utiliza o transporte público em Marabá..

“Com o terminal de integração, numa área central da cidade, todas as linhas irão convergir e dar maior rapidez ao usuário, pois irá diminuir o tempo de viagem. Com o sistema integrado teremos melhor atendimento com conforto e mais segurança”, relatou Jair Barata Guimarães, secretário de segurança institucional e presidente do Conselho Municipal de Transporte do município. (Victor Haor / Fotos: Paulo Sérgio)

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Pará

PARAUAPEBAS: Bairros Tropical e Jardim Ipiranga recebem mutirão de limpeza

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Dando continuidade ao mutirão de limpeza realizado na cidade, as equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semurb) estão nesta semana nos bairros Tropical I, II e Jardim Ipiranga. 

Antes de iniciar o mutirão nesses locais, a equipe de educação ambiental juntamente com os fiscais de urbanismo desenvolveram uma ação educativa de porta em porta para comunicar aos moradores sobre o mutirão e também falar a respeito do acondicionamento correto do lixo e ainda sobre limpeza dos lotes.


De acordo com o coordenador de educação urbana da Semurb, Daniel Barros, a ação tem a proposta de intensificar a limpeza geral na cidade, com a colaboração dos moradores. “Estamos nos bairros tropical I e II e Ipiranga. Uma semana antes de iniciar os serviços percorremos os bairros avisando nas residências e também colocamos carro som nas ruas sobre ação”, explicou o coordenador. 

“Também conversamos sobre o lixo domiciliar, pois algumas pessoas ainda colocam pra fora nos dias e horários inadequados, por isso pedimos a colaboração dos moradores para que façam o acondicionamento nos dias e horários corretos. E ainda falamos sobre a limpeza dos lotes”, concluiu Daniel.  

Além da retirada de entulhos e galhadas, as ruas recebem capina e roçagem. O mutirão segue em outros locais do município, conforme cronograma que será divulgado pelo Semurb. (Liliane Diniz / Foto: Oril Lima)

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