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Pará

PARÁ: Transporte escolar precário vira alvo de investigação

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), por meio da Subsede Marabá, denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) a situação de risco que correm os estudantes da zona rural do município, devido às péssimas condições do transporte escolar. Hoje os alunos das escolas fora da sede do município, segundo a denúncia, são transportados em ônibus velhos, sucateados e sem manutenção em até em paus de arara.

No PA Patauá, por exemplo, localizado a 98 quilômetros da sede municipal, três caminhões paus de arara, levam, para a Escola Rachel de Queiroz, dezenas de estudantes das vilas Sítio Novo, Jatobá e Pau Preto.

Entretanto, ainda de acordo com o Sintepp, um dos casos maia graves é o dos alunos PA Cabaceiras, onde o ônibus escolar está com o extintor de incêndio vencido, sem as barras de segurança das poltronas, lanternas quebradas, o pneu reserva solto dentro do veículo  e as poltronas sujas, o que faz com que os estudantes acabem usando o encosto das cadeiras como assento.

Essa precariedade no transporte escolar na zona rural vitimou, há dois anos, a estudante Josiane Rodrigues Bezerra, moradora da Vila Murumuru, que voltava para casa em um desses ônibus sucateados e se acidentou dentro do veículo.

Em consequência, ela machucou a perna esquerda e até hoje carrega sequelas do acidente que o obrigam a se dirigir semanalmente ao Hospital Municipal em busca de medicamentos para minimizar as dores que sente desde então.

Na época, conforme a denúncia do Sintepp ao MPF, a família da estudante, foi procurada por dois funcionários da Semed (Secretaria Municipal de Educação), os quais teriam pedido à família da estudante que não procurasse a Imprensa e entregue aos pais da estudante R$ 100 e alimentos com data vencida.

O caso chamou a atenção do Sintepp, levantando suspeita de que esses funcionários tinham interesse particular na contratação dos ônibus e  denunciou tudo ao Ministério Público Federal. O MPF, e então, exigiu explicações da Semed. A secretaria respondeu que os ônibus estão contratados conforme processo licitatório e que esses contratos foram firmados ainda na gestão do prefeito Sebastião Miranda Filho, alegando que não havia coerência na denúncia enviada ao MPF.

Na PRF

Um dos ônibus escolares da Prefeitura de Marabá se encontra há meses retido no pátio da Polícia Rodoviária Federal, na BR-230, há vários meses, após agentes flagrarem o veículo fazendo ziguezague na Rodovia Transamazônica, lotado de alunos de escola da Vila Sororó, sem placas e conduzido por uma pessoa sem Carteira Nacional de Habilitação. Segundo informações da PRF, o veículo ainda não teve a documentação regularizada.

O outro ônibus, também sem documentação, que transportava alunos do Bairro Nossa Senhora Aparecida, antiga Invasão da Coca-Cola, foi retirado daquela área, deixando sem transporte dezenas de  estudantes das escolas Maria Ilan Jadão, na Folha18, e José Cursino de Azevedo, na Folha 10. Os alunos queixam-se de que têm de caminhar muito sob o sol escaldante por falta do transporte escolar.

Semed responde

A Semed (Secretaria Municipal de Educação), por meio  de Rosicleide Maurício, coordenadora de Infraestrutura daquela pasta, afirma que as empresas cujos veículos transportam alunos para as  escolas Rachel de Queiros e à do PA Cabaceiras, citadas pelo Sintepp, foram contratadas por meio de licitação.

Ela afirma ainda que ambas foram advertidas para resolverem as deficiências dos veículos o mais rapidamente possível, sob pena de perderem a concessão do serviço. A respeito das demais escolas, Rosicleide não se pronunciou. (Correio Tocantins)

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Pará

PARAUAPEBAS: Fiscalização de trânsito é intensificada no final de semana

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A fim de reduzir os índices de imprudência no trânsito, que vêm ocasionando diversos acidentes, a Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi), por meio do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT), está intensificando as operações de fiscalização de trânsito no município.

Durante o último fim de semana, foram realizadas mais de 200 abordagens e registradas 128 infrações de trânsito, além da remoção de 44 veículos irregulares. Uma das operações desencadeadas, foi a Operação Kadron, fundamentada no artigo 230, inciso VII do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que fiscaliza a utilização de escapamentos irregulares. A fiscalização também foi estendida para a zona rural, e nas entradas e saídas da cidade.

No último dia 5, foi publicado pelo Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) o convênio de nº 064/2021 com o DMTT que tem como objeto a delegação recíproca de competências entre os participantes, como órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, para fins de autuação, retenção, recolhimento de documentos vencidos, remoção, julgamento e processamento dos autos de infração lavrados por agentes de trânsito do Detran Pará e DMTT.

A fiscalização segue durante a semana com blitze em vários pontos da cidade com o apoio da Guarda Municipal, além da fiscalização por meio do sistema de videomonitoramento realizada pelo Centro de Controle e Operações (CCO). (Édila Nunes / Fotos: Irisvelton Silva)

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Pará

PARAUAPEBAS: Diário Oficial do município agora é 100% on-line

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A partir de agora a população ficará por dentro de todas as ações da gestão no Diário Oficial Eletrônico do Município de Parauapebas (E-Domp).

Para isso, basta acessar o novo portal da Prefeitura, que foi totalmente reformulado, proporcionando maior navegabilidade ao cidadão.

A Prefeitura informou que visa dar a gestão pública mais rapidez e inovação.

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Pará

MARABÁ: Fiéis celebram o Círio com missa, trajeto rodoviário e Banda Municipal

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Na manhã de domingo (17), fiéis se reuniram na Catedral Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Velha Marabá, para a apresentação da Banda Municipal, com um repertório tradicional da fé católica e, para a missa cujo tema foi: “Ó Maria e José, fortalecei-nos na unidade da paz em Cristo”, celebrada pelo bispo da Diocese de Marabá, Dom Vital Corbellini e após isso, seguiram por um trajeto rodoviário até a missa de encerramento no Santuário da Folha 16.

Mesmo sem as tradições, a fé, esperança por dias melhores e agradecimento pela vida e pedidos atendidos, era um sentimento unânime entre os fiéis que estavam às 6h30 reunidos para celebrar as bênçãos concedidas. Dom Vital Corbellini, diz que “é uma grande alegria estarmos aqui, seguindo todos os protocolos necessários para termos um bom círio, o importante é fazermos a nossa parte. A igreja está a favor da vida, já são mais de 600 mil pessoas que morreram por esse vírus, não podemos ser negacionistas, mas a nossa intenção é primar e celebrar a vida” ressalta.

Além das pessoas que estavam assistindo a missa na catedral, foi montado um telão em frente a igreja para que as pessoas pudessem acompanhar a celebração. De pés descalços, o terço na mão, Marlene Saraiva, é marabaense, mas atualmente mora no Tocantins e viaja todos os anos para passar o Círio na cidade. “Este momento é de renovação de fé, mais de 30 anos que participo deste evento, meu pai despertou isso em mim, e hoje ele não está aqui mais, mas agradeço, pela minha família, amigos, o sentimento hoje é de gratidão por termos passado por um ano com tantas turbulências.”

A apresentação da Banda Municipal aconteceu em frente ao Municipal Francisco Coelho em Marabá e segundo o regente Walkimar Guedes, todos os anos a Banda participa desse evento que é tão tradicional na cidade. “Esse evento faz parte do calendário da cidade e é um evento cultural. Para contribuir com a comunidade católica, a banda trouxe um repertório exclusivo para essa festividade e trouxemos 18 músicos selecionados que estão vacinados, sem  sintomas de gripe e seguindo todos os cuidados.”

Francisco Taveira, é diretor de decorações de eventos e é responsável pela confecção do manto, “esse ano criamos um ornamentação em tons claros, rosê, lilás e branco, lírios representando o ano de São José. Em 2020, muitas pessoas nos acompanharam, mas esse ano, devido a chegada da vacina e grande parte da população vacinada, o povo está mais fervoroso e tranquilo. O povo que faz o círio e a berlinda e Nossa Senhora conduzem toda essa experiência que é movida pela fé.”

Silvio Rodrigues, vigilante, conta que Círio de Nazaré, para ele, é fé em Deus e em Nossa Senhora de Nazaré. “Minha mãe estava doente e eu fiz um voto, e até quando Deus me der saúde estarei aqui, celebrando, mesmo com máscara, o romeiro, cidadão de fé, tem que continuar acompanhando com fé e alegria no coração.”

O percurso da berlinda passou pelos três núcleos da cidade, saindo da Catedral, a imagem seguiu para o Núcleo Cidade Nova, percorreu a Rodovia Transamazônica até o Aeroporto e no retorno, a romaria seguiu em direção à Nova Marabá e após isso, seguiu o caminho tradicional do Círio até a chegada ao Santuário da Folha 16, encerrando o 41º Círio de Marabá.

Círio Fluvial

No sábado (16) foi realizado o Círiio Fluvial, com a Travessia da Santa pelo Rio Itacaiunas e pela orla da Marabá Pioneira. O evento foi acompanhado pela banda Waldemar Henrique, formada por alunos e músicos  da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM).

“São momentos que marcam nossas vidas, com respeito e amor. Estamos fazendo está homenagem, na chegada da Santa a Paroquia São Félix de Valois. Estamos aqui para homenagear e abrilhantar um evento que faz parte do turismo da cidade”, comenta Roni Ramos, professor da Banda Waldemar Henrique.

Fieis que estavam no local aproveitaram para prestar a homenagem a Santa e acompanhar a trilha sonora dos músicos. “Está ótimo. Adoro a banda da FCCM. Tocam muito bem. Vim sem saber que teria e estou amando. Serve para dar um gostinho especial e matar a saudade”, acrescenta Jucilene da Silva Santos, professora aposentada e devota.

A presidente da FCCM, Wanda América, explica que todos os anos  a banda faz a homenagem a Nossa Senhora. “Sempre homenageamos. Ano passado não foi possível, mas esse estamos aqui, pedindo que nossa senhora nos proteja e que todo mundo se vacine. Momento emocionante, com tanta gente chorando diante de tantas mortes, pedindo e tirando foças de sua fé”, conclui.

O advogado Doni Francisco, 50 anos, afirma eu participa do Círio todos os anos e que o momento é um misto de emoções. “Momento de alegria e tristeza. Feliz pelo Círio e triste pela pandemia. Mas pelo menos esse ano, por conta da vacina e da consciência das pessoas, que vem aflorando, apesar de tudo que vemos por ai, podemos prestar pelo menos essa pequena homenagem. Muito boa a apresentação da banda, cultura é algo que alegra o povo e isso é sempre bom”, complementa. (Osvaldo Henriques e Jéssica Brandão / Fotos: Aline Nascimento)

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