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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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PARÁ: Transporte escolar precário vira alvo de investigação

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), por meio da Subsede Marabá, denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) a situação de risco que correm os estudantes da zona rural do município, devido às péssimas condições do transporte escolar. Hoje os alunos das escolas fora da sede do município, segundo a denúncia, são transportados em ônibus velhos, sucateados e sem manutenção em até em paus de arara.

No PA Patauá, por exemplo, localizado a 98 quilômetros da sede municipal, três caminhões paus de arara, levam, para a Escola Rachel de Queiroz, dezenas de estudantes das vilas Sítio Novo, Jatobá e Pau Preto.

Entretanto, ainda de acordo com o Sintepp, um dos casos maia graves é o dos alunos PA Cabaceiras, onde o ônibus escolar está com o extintor de incêndio vencido, sem as barras de segurança das poltronas, lanternas quebradas, o pneu reserva solto dentro do veículo  e as poltronas sujas, o que faz com que os estudantes acabem usando o encosto das cadeiras como assento.

Essa precariedade no transporte escolar na zona rural vitimou, há dois anos, a estudante Josiane Rodrigues Bezerra, moradora da Vila Murumuru, que voltava para casa em um desses ônibus sucateados e se acidentou dentro do veículo.

Em consequência, ela machucou a perna esquerda e até hoje carrega sequelas do acidente que o obrigam a se dirigir semanalmente ao Hospital Municipal em busca de medicamentos para minimizar as dores que sente desde então.

Na época, conforme a denúncia do Sintepp ao MPF, a família da estudante, foi procurada por dois funcionários da Semed (Secretaria Municipal de Educação), os quais teriam pedido à família da estudante que não procurasse a Imprensa e entregue aos pais da estudante R$ 100 e alimentos com data vencida.

O caso chamou a atenção do Sintepp, levantando suspeita de que esses funcionários tinham interesse particular na contratação dos ônibus e  denunciou tudo ao Ministério Público Federal. O MPF, e então, exigiu explicações da Semed. A secretaria respondeu que os ônibus estão contratados conforme processo licitatório e que esses contratos foram firmados ainda na gestão do prefeito Sebastião Miranda Filho, alegando que não havia coerência na denúncia enviada ao MPF.

Na PRF

Um dos ônibus escolares da Prefeitura de Marabá se encontra há meses retido no pátio da Polícia Rodoviária Federal, na BR-230, há vários meses, após agentes flagrarem o veículo fazendo ziguezague na Rodovia Transamazônica, lotado de alunos de escola da Vila Sororó, sem placas e conduzido por uma pessoa sem Carteira Nacional de Habilitação. Segundo informações da PRF, o veículo ainda não teve a documentação regularizada.

O outro ônibus, também sem documentação, que transportava alunos do Bairro Nossa Senhora Aparecida, antiga Invasão da Coca-Cola, foi retirado daquela área, deixando sem transporte dezenas de  estudantes das escolas Maria Ilan Jadão, na Folha18, e José Cursino de Azevedo, na Folha 10. Os alunos queixam-se de que têm de caminhar muito sob o sol escaldante por falta do transporte escolar.

Semed responde

A Semed (Secretaria Municipal de Educação), por meio  de Rosicleide Maurício, coordenadora de Infraestrutura daquela pasta, afirma que as empresas cujos veículos transportam alunos para as  escolas Rachel de Queiros e à do PA Cabaceiras, citadas pelo Sintepp, foram contratadas por meio de licitação.

Ela afirma ainda que ambas foram advertidas para resolverem as deficiências dos veículos o mais rapidamente possível, sob pena de perderem a concessão do serviço. A respeito das demais escolas, Rosicleide não se pronunciou. (Correio Tocantins)

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