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quarta-feira, 06 / julho / 2022
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PARÁ: Ver-o-Peso faz 384 anos e ainda é a cara de Belém

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Ontem, domingo, 27, o Ver-o-Peso fez 384 anos, ainda com o título de principal cartão postal de Belém. São quase quatro séculos presente no imaginário do paraense. Mais do que a face de Belém, o complexo do Ver-o-Peso é uma mistura dos mais variados personagens do cotidiano da cidade, por meio das mais distintas relações de trabalho e sabedoria. É o pescador que chega antes do amanhecer para abastecer as feiras e supermercados da capital, o vendedor que compra o pescado para revender ali mesmo, na pedra do Ver-o-Peso ou no Mercado de Ferro; o dono da banca que fornece o peixe frito na feira, junto com o açaí que vem das das ilhas e é distribuído para toda a Região Metropolitana. Em meio a todo esse movimento, estão as vendedoras de ervas, que fornecem a sabedoria popular, junto com banhos e perfumes para atrair sorte, casamentos, prosperidade e saúde.

É esta a economia que circula pelo Ver-o-Peso e que despertou a atenção da antropóloga Wilma Leitão, da Universidade Federal do Pará (UFPA), “O Ver-o-Peso é o mundo do trabalho, não somente porque funciona 24 horas por dia, durante o ano inteiro, como também por apresentar diferentes relações de trabalho”, frisou a pesquisadora. Ela reuniu em um livro, intitulado “Ver-o-Peso: Estudos antropológicos no mercado de Belém”, a produção intelectual de diversos pesquisadores que voltaram os seus estudos para o principal cartão postal de Belém.

“O Ver-o-Peso é um campo de estudos que sintetiza a felicidade para sociólogos e antropólogos. Nele podemos estudar os aspectos religiosos, políticos, sociais e culturais”, apontou. Apesar de ser o cartão postal que mais traduz a face de Belém a pesquisadora prefere não afirmar que todo belenense conhece o Ver-o-Peso. “O Ver-o-Peso está completamente no imaginário do belenense, mas isto não significa que todos os que morem em nossa cidade conhecem os componentes do Ver-o-Peso, que são as frutas, as ervas, os cheiros, os sabores; tudo o que define os nossos produtos regionais”.

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