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segunda-feira, 23 / maio / 2022
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PARÁ: Vox Populi aponta empate técnico em plebiscito de Carajás e Tapajós

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Uma pesquisa encomendada pelo jornal O Liberal, de Belém, ao instituto Vox Populi aponta: só 42% da população ouvida na capital e em outros 58 municípios do interior são contra a redivisão do Pará. Entre as 1.200 pessoas entrevistadas no período de 18 e 22 de junho, maiores de 16 anos e, portanto, aptas a decidir no plebiscito do dia 11 de dezembro pelo “sim” ou pelo “não” à divisão, 37% se disseram favoráveis à emancipação de Carajás e Tapajós. O percentual de pessoas sem opinião formada ou indecisos ficou em 22%, índice comemorado pelos emancipacionistas.

Neste caso, a luta pelo voto favorável poderia elevar para 59% do eleitorado o voto “sim” à criação das duas novas unidades federativas, tendo em vista que a pesquisa mostra, também, que mais da metade da população já está ciente sobre a realização do plebiscito para a divisão do Pará em mais essas duas fatias.

Se a votação fosse hoje, considerando-se os números do Vox Populi, haveria empate técnico na apuração dos votos válidos (42% “não”; 37% “sim”) sobre retalhar o Estado ou mantê-lo indivisível, de maneira que a maior parcela dos que, teoricamente, são contrários à divisão reside em Belém, representando um universo de 67% dos ouvidos na pesquisa.

Como a margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, pode-se dizer que um lado e outro precisarão, durante a campanha que vai começar daqui dois meses, correr atrás dos 22% que ainda não têm opinião formada para seduzi-los a votar a favor ou contra a criação de Carajás e Tapajós.

Caso seja fiel às intenções de voto apuradas na pesquisa, a eleição será disputada voto a voto. Ainda assim, mesmo mantidos os percentuais, os números absolutos poderão ser ainda mais favoráveis para a criação de novos estados. Isso porque Belém sozinha, onde 67% dos 990.201 eleitores são contra a divisão, não seria páreo para enfrentar o que a pesquisa traz como 43% favoráveis entre os possíveis votos totais de Carajás (949.427 eleitores) e de Tapajós (686.446).

Ainda que Belém fosse pedir socorro a seu entorno, escalando Ananindeua e outros quatro municípios de sua Região Metropolitana, e totalizando 1.382.456 eleitores, teria contra a divisão 926.245 sufrágios. Por outro lado, de mãos dadas, Carajás e Tapajós somariam 1.632.873 eleitores e teriam internamente somente 571.505 contrários. Em termos comparativos, Carajás e Tapajós alcançariam 1.061.368 sufrágios potenciais ao “sim”, número maior que os 926 mil da corrente contrária da Região Metropolitana de Belém.

Só o negativo

Conforme o instituto, os eventuais efeitos negativos da divisão seriam: diminuição da economia dos estados (33%); nada de benefício à população (19%); prejuízo ao Pará, com menor território e capital menos favorecida (18%); aumento do desemprego (8%); diminuição de arrecadação de impostos (2%); e aumento do custo de vida (1%). Para 8% dos entrevistados, no tocante ao principal motivo da avaliação negativa sobre a divisão, deve-se deixar o Pará como está; outros 2% teriam tido opinião que foge à pergunta; e 10% não souberam ou não quiseram responder. Em momento algum, é divulgado o “principal motivo da avaliação positiva sobre a divisão do Estado” e seus argumentos, como foi feito em contrário.

O grau de informação dos entrevistados sobre a realização do plebiscito cai com a diminuição da renda e da escolaridade: 71% daqueles com nível superior e 77% dos que recebem mais de cinco salários mínimos estão acompanhando o debate; entre os que possuem até a 4ª série do ensino fundamental e recebem até um salário mínimo, os índices ficam, respectivamente, em 43% e 41%.

Um dos artífices da redivisão, o deputado federal licenciado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), titular da Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq), lembra que, mesmo o maior percentual de entrevistados estando na capital, a pesquisa mostra que a diferença não foi grande como o grupo anti-emancipacionista esperava e foi muito boa para as pretensões dos emancipacionistas.

“Se no universo de entrevistados tivessem sido ouvidas 50% das pessoas na capital e 50% no interior, de igual para igual, certamente as regiões interessadas estariam na frente, em prol da divisão”, destaca Bentes, segundo quem “até mesmo o Pará remanescente já entendeu a importância dos novos estados”.

O deputado salienta que a redivisão implica maior presença do poder público nas regiões de Carajás e Tapajós e exemplifica que, uma vez emancipadas as regiões interessadas, poderá haver a triplicação de recursos para a mesma extensão territorial no Pará atual, beneficiando as três regiões. (Correio Tocantins)

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dayane

é muito facil entrar na casa dos outros e colocar “banca”…
dificil é construir uma casa grande, bem equipada, bem localizada, com alguns problemas ,mas me diz qual é a familia q não tem problema?
… esse éo noso PARÁ
não é justo q pessoas de outro mundo venha aqui qrer dividir nosso estado…nós paraense da gema sabemos o quaum é importante termos O ESTADO JUNTO E MISTURADO diga sim a integração do estado e não a divisão

Carecaraguaspará

Essa pesquisa sei não !!???? se somarmos os percentuais chegaremos a 101%. O correto não seri 100%?Acho que poucas pessoas perceberam isso.Será que podemos dar atenção a esta pesquisa?..

Jonivaldo Sanches

Importante lembfar que quem incomendou a pesquisa foi o grupo maiorano através do jornal O Leberal e que esse grupo é contrário a autonomia dos das regiões nas quais se pretende criar os novos estados.
Ainda assim, reflete que o povo parasense tem compreendido cada vez a necessidade de redivisão como estratégia de desenvolvimento regional o que pode ser bastande banéfico para todos os envolvidos no processo incluindo a região metropolitana de Belém.

monte

só existe um grande Pará na extensão territorial e nos problemas,que nos colocam a frente de outros estados,quando se fala em viloência,uma terra sei lei.nossas autoridades estão voltadas apenas pra região metropolitana e mesmo assim nossa capital esta inflamada de tantos caos,a região do marajó está perto da capital´e esta abandonada,então É SIM CARAJÁS,SIM TAPAJÓS E SIM AO PARÁ.

marcelo

A divisão do estado do Pará so servirá para os politicos, mais cabide de empregos no setor publico. Deputados, senadores, governadores, secretarios, acessores, e mais uma corgea de sangue sugas, enquanto isso a saude, educação, segurança será a nesma coisa.Para a população em geral as coisas continuará a mesma, será bom só para a politicalha desse nosso estado, que vive na mordomia se aproveitando da carencia do nosso povo.

Gilberto

Eu espero que todos os comentaristas morem na região sudoeste e sul do pará, porque assim poderão falar de uma realidade que o povo aqui vive. É muito fácil falar em uma capital que mesmo com problemas tem tudo em mãos. Venham para cá que eu duvido se não mudam de ideia e votam 77 para SIM.

Matheus de Menezes

Eu sou de Redenção, sul do Pará, nossa regiao ta um caos, agora mesmo caiu a ponte q liga nosso estado ao Tocantins, que fica entre Redenção e Conceição do Araguaia, isso e uma vergonha pro nosso estado, tem que dividir SIM, pra melhorar, pois a riqueza do Pará esta aki no sul,SIM CARAJÁS 77, SIM TAPAJOS 77!

Ney Campos

Falam o que quiser mas minha opinião é verdadeira pois vivo dia a dia a realidade de uma região sugada e esquecida por nossos governantes, venham conhecer nossos problemas, só lembrados pelos políticos em época de eleição. VOTEM SIM E AJUDE A MUDAR A REALIDADE DE MILHA DE PESSOAS SOFRIDAS. SIM SIM SIM …….

Cristiane

Semana passada precisei fazer o trajeto Redenção-Conceição embarquei as 14:00 horas em Redenção(viagem que costumo fazer em no máximo 1:30h)na expectativa de passar ou não na Ponte do Rio Arraias, já sabia que estava submersa, precisei correr o risco, chegando as proximidades da ponte, quase duas horas de espera e uma fila quilométrica em cada um dos sentidos, a PRE estava controlando o trafego, 10 veículos em cada sentido, sempre alternando, depois de toda a espera, fomos liberados… Improvisaram uma ponte sobre a outra que já era provisória, uma vergonha para o Estado do Pará. Além da espera, viramos alvos de piadas,uns diziam: Só podia ser no Pará, outros: A terra sem lei também é sem estradas, KKK! Confesso que fiquei indignada e envergonhada, sem argumentos… ainda assim existe quem diga que é contra a divisão do Pará, pessoas estas que nunca precisaram trafegar por tais rodovias… Uma vergonha!!! Falam do que não conhecem… Chega! Vamos todos lutar pela divisão, não aguento mais tanto descaso, é hora de mudar. SIM SIM SIM SIM! Sim quantas vezes for necessário…

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