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Pará

PARAUAPEBAS: Com mais de mil casos confirmados, Saúde vai ampliar testagens para Covid-19 nas UBS´s

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A partir da próxima segunda-feira, 25, pessoas que apresentarem sintomas do novo coronavírus poderão procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para serem avaliadas e, dependendo dos critérios médicos, testadas conforme orientação do Ministério da Saúde e protocolo clínico criado pelo Comitê Municipal de Controle de Riscos.   

Parauapebas tem atualmente, 1070 casos de Covid-19 confirmados e 58 mortes. São 498 recuperados.

“Agora, além dos testes rápidos já realizados no Pronto Socorro do HGP e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pessoas sintomáticas poderão realizar o exame também nas Unidades Básicas de Saúde. Somente quem tem um quadro sintomático, ou seja, pessoas que estão com tosse, com febre e com sintomas há, no mínimo, oito dias poderão fazer o exame”, explica o secretário de Saúde, Gilberto Laranjeiras.

O prefeito Darci Lermen assinala que objetivo da expansão dos testes rápidos para as UBS é o de monitorar as pessoas sintomáticas, verificar se elas estão com o coronavírus para fazer corretamente o isolamento social ou para que sejam encaminhadas para o atendimento adequado.

“É muito importante que tenhamos compreensão neste momento e entender que não será qualquer pessoa que poderá fazer o teste, mas somente pessoas com sintomas e que se enquadrarem nos critérios médicos”, reforça o prefeito.

A orientação é para que o paciente, antes de recorrer à unidade de saúde, primeiro entre em contato com o Disk-Covid, para receber uma avaliação da equipe e, assim, evitar a sobrecarga no atendimento. O Disk-Covid oferece atendimento exclusivamente pelo whatsapp por meio do número (31) 98625-3239, que funciona 24 horas por dia e é gratuito.

Na UBS, a pessoa passará por avaliação médica e, conforme o quadro clínico, irá fazer o teste rápido. Dependendo do caso, o paciente será encaminhado para o Hospital de Campanha ou UTI do HGP. Os testes rápidos devem ser sempre indicados por um médico, que levará em consideração o período do início dos sinais e sintomas da doença.

Ainda na segunda-feira, por meio da Secretaria de Saúde (Semsa), a prefeitura irá realizar a segunda fase de testes rápidos em profissionais de saúde das UBS e de outros órgãos municipais. A primeira fase foi destinada aos profissionais das unidades de retaguarda, no caso a UPA, Pronto Socorro e Hospital Geral de Parauapebas (HGP).

Aproximadamente, quatro mil testes vão atender profissionais que atuam nos serviços de saúde de Parauapebas e também agentes de segurança pública (como policiais, bombeiros, guardas civis e municipais), idosos, portadores de doenças crônicas e pessoas economicamente ativas que apresentarem sintomas de síndrome gripal.

“O teste rápido será usado como auxílio médico no diagnóstico da Covid-19. Uma ampla estratégia de testagem é crucial para controlar a epidemia causada pelo novo coronavírus uma vez que vai ajudar a identificar de maneira mais célere quem tem anticorpos contra SARS-CoV-2 e que medidas de isolamento, acompanhamento e intervenção podem ser realizadas com maior acerto para a população. No caso dos profissionais de Saúde e Segurança Pública, após o tratamento adequado poderão voltar mais rápido ao serviço e atuar com segurança no atendimento da população”, explica a diretora da Atenção Primária à Saúde, Késia Gomes.

Medicação disponível

Foram selecionadas quatro das 23 Unidades Básicas de Saúde da zona urbana do município para serem “Unidades Polos” de entrega de medicações para a população com diagnóstico da Covid-19. Os kits serão entregues com apresentação de receita médica.

Durante o cenário da pandemia, as quatro unidades deixarão de ter atendimentos rotineiros e passarão a ter atendimentos exclusivos para o novo coronavírus, evitando o contato de pessoas sintomáticas com pessoas sem contaminação. Nesse período, as demais UBS do município vão absorver a demanda das unidades que, temporariamente, não realizarão os atendimentos como de costume.

Durante a análise para definir quais unidades seriam polos de atendimento, foi realizado o cruzamento do “número de atendimento x bairros” com o maior número de pessoas infectadas, levando em consideração a estrutura física das UBS e a equipe de profissionais, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde.

O teste rápido

O teste rápido disponível nesse primeiro momento em Parauapebas é denominado SARS-CoV-2 Anbody test, da fabricante Guangzhou Wondfo Biotech Co. LTDA, e detecta anticorpos IgM/IgG contra SARS-CoV-2. Esse teste foi analisado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz e obteve parecer satisfatório. No Brasil, a representante legal da fabricante é a empresa Celer Biotecnologia S/A, que disponibiliza o mesmo teste nacionalmente com o nome ONE STEP COVID-2019 TEST.

A testagem

Os testes devem ser feitos a partir do oitavo dia do início dos sintomas de síndrome respiratória (como febre, tosse, dificuldade para respirar ou dor de garganta) para detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.

Os testes rápidos são realizados por meio de amostras de sangue capilar ou venoso e o resultado é verificado após 15 minutos da realização do mesmo. Esse é um teste qualitativo para triagem que deve ser usado como uma ferramenta complementar no diagnóstico da doença. (Nívea Lima/Foto: Irisvelton Silva)

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Pará

MARABÁ: Faculdades devem se adequar para atender alunos com deficiência motora e intelectual

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) recomendou à quatro faculdades privadas de Marabá que façam ajustes em sua estrutura e corpo docente para garantir ensino de qualidade aos estudantes com deficiência. As recomendações foram expedidas, pela promotora de Justiça Lílian Viana Freire. O centros de ensino têm até 60 dias para adequar-se. 

Nos documentos, a Promotoria de Justiça de Marabá conta que as faculdades Anhanguera, Unisa, Unip e Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Marabá (Facimab) foram vistoriadas por engenheiro do MPPA, que constatou a falta de acessibilidade arquitetônica dos prédios, sendo necessárias diversas adequações. Ao fim da visita técnica, um laudo cautelar foi elaborado, com diversas instruções sobre quais ajustes devem ser realizados em cada um dos estabelecimentos de ensino superior.

Além das adequações físicas, a Unip e Facimab deverão também contratar profissional intérprete de libras e disponibilizar materiais e equipamentos para garantir a educação inclusiva para os alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e superdotação. 

Segunda a promotora, nas vistorias foi constatado que as duas instituições têm estudantes com deficiência matriculados. Contudo, ambas as faculdades não possuem apoio escolar, “o que compromete sobremaneira o processo de aprendizagem dos alunos com deficiência que demandam o profissional”, explica Lílian Freire. A promotora pontua ainda que a educação especial deve ser ofertada de forma eficiente, sob pena de grave violação de normas fundamentais de Direitos Humanos. (Sarah Barbosa)

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Pará

Pará flexibiliza medidas de isolamento em 32 municípios

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O governo do Pará flexibilizou as medidas de isolamento social em 32 municípios do estado que integram a região metropolitana de Belém, do Marajó Oriental e do Baixo Tocantins. Com a decisão, essas cidades passam para o penúltimo estágio da flexibilização das atividades, a chamada bandeira verde, que é definida pelo risco baixo de contágio do novo coronavírus.

Com isso, instituições religiosas desses municípios podem funcionar com uma taxa de ocupação de até 50%. Porém, cabe a cada prefeitura  definir a retomada das atividades econômicas.

Até o último domingo (20), o Pará possuía 220.775 casos e 6.460 óbitos da Covid-19, segundo a Secretaria estadual de Saúde (Sespa). Ao todo, 205.271 pacientes se recuperaram da doença no estado.  (Brasil 61)

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Pará

Pesquisa estima que Pará tem mais de 1 milhão de contaminados pelo novo coronavírus

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Em transmissão pela internet nesta segunda-feira (21), o Governo do Pará apresentou os resultados da segunda fase da pesquisa epidemiológica sobre o novo coronavírus, causador da Covid-19. Realizada pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), a pesquisa estima que 1.280.000 pessoas já foram contaminadas no Estado, a maioria do sexo feminino, parda, com baixa escolaridade e integrante das classes C, D e E. A análise foi realizada por amostragem, com base em 8.826 testes aplicados em 52 cidades, nas oito regiões de Regulação da Saúde do Pará.

Ainda de acordo com a segunda fase da pesquisa epidemiológica, o nível de contágio no Estado é estável e com tendência de queda, mas regiões específicas, como Araguaia (+26,4%), Xingu (+25,3%) e Marajó Ocidental (+9,8%), apresentam crescimento no contágio. As maiores retrações foram apresentadas nas regiões do Baixo Amazonas (-26,3%), Tapajós (16,6%), Carajás (-13,3%), Nordeste (-8,8%) e Metropolitana (-5%).

“É fundamental que tenhamos atenção neste comportamento epidemiológico por região do Estado, para que as estratégias de combate ao coronavírus sejam locais. Essa pesquisa é importante para balizarmos as tomadas de decisões. As regiões que apresentam perspectivas de aumento de contágio requerem atenção e todas as precauções. É importante que as pessoas possam usar máscaras, seguir os protocolos de distanciamento e higienização, para que essa proteção permita melhor enfrentarmos o coronavírus”, disse o governador Helder Barbalho, na apresentação dos dados.

Manutenção dos cuidados – Assim como alguns países da Europa – Espanha e Itália, por exemplo -, Helder Barbalho afirmou que o Pará vai manter algumas estruturas específicas para atendimento a vítimas do novo coronavírus. “Continuaremos com a atenção em saúde, os cuidados necessários e a estrutura para atender aqueles que precisem e possamos salvar a vida daqueles que lutam contra o coronavírus”, afirmou.

A pesquisa também apontou que está diminuindo o número de pessoas que declaram aderir ao isolamento social. “Em comparação com a primeira pesquisa há uma redução de 7% para 11% nas pessoas que fazem isolamento social. Importante reforçar a importância das medidas preventivas, pois 15% dos pesquisados foram identificados como positivo, e que não apresentaram nenhum sintoma. Portanto, isso reforça que muitas vezes a pessoa pode estar assintomática, mas transmitindo o vírus. Por isso a necessidade e preocupação de ficar em casa e cuidar de quem você ama”, alertou o governador.

Tomada de decisão – O secretário de Estado da Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, ressaltou que o governo está priorizando a utilização de informações técnicas e o embasamento científico para tomada de decisões no combate à pandemia em território paraense. “Assim como na primeira pesquisa, vamos utilizar essas informações como subsídio para as ações que estão sendo adotadas pela Secretaria de Saúde, como a construção do protocolo de retomada da atividade escolar”, informou.

Rômulo Rodovalho ressaltou que a pesquisa serve como suporte para a abertura e regularização de hospitais da rede pública estadual, para que possam atender a demanda reprimida em outras especialidades médicas. “A Policlínica voltou as suas atividades normais. O Hospital Abelardo Santos também está retomando suas atividades normais. Já os hospitais do interior, estamos traçando os perfis para sair da atividade Covid e retornar o atendimento à população dentro de toda a gama de especialidades”, acrescentou o secretário.

Pesquisa prossegue – O reitor da Uepa, Rubens Cardoso, informou que nesta terça-feira (22) será iniciada uma nova etapa do inquérito epidemiológico para estudar o desenvolvimento do novo coronavírus no Estado. “É um trabalho importante porque corroboram com as políticas públicas desenvolvidas pelo Estado”, reiterou. 

Também participaram da transmissão via internet o presidente do Comitê de Biossegurança da Uepa, Pedro Venceslau, e o reitor Marcel Botelho, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Na segunda fase da pesquisa epidemiológica, a Uepa contou com a mobilização de nove professores da instituição, além de um docente da Universidade Federal do Pará (UFPA). Da aplicação dos testes e dos questionários de pesquisa participaram 194 alunos, de oito campi da Uepa, todos dos cursos de medicina e enfermagem. (Leonardo Nunes / Foto: Jader Paes)

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