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Tocantins

Pedido de intervenção no PMDB continua a ser analisado

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Considerando que o conflito no PMDB do Tocantins não acabou por conta da não efetivação do acordo entre as partes, conforme havia orientado o Diretório Nacional, o relatório do deputado federal Lelo Coimbra (ES) enviado ao presidente nacional, senador Valdir Raupp aponta que o processo deverá voltar a ser analisado sob a luz do estatuto do partido. Lelo Coimbra relembra várias partes dos fatos e cita denúncia enviada recentemente por Antônio de Pádua Marques. Este foi o documento que motivou a suspensão, na última quarta-feira, 6, da eleição do Diretório Estadual, que estava marcada para amanhã.

De acordo com a decisão do Diretório Nacional da última quarta, a eleição do Diretório Estadual fica para o segundo semestre e o deputado Júnior Coimbra continua a presidir o partido no Tocantins. O DN levou em conta também que Coimbra tem uma liminar da Justiça comum do Tocantins que lhe garante a permanência no cargo.

O ex-governador Marcelo Miranda, um dos nomes que pediu a intervenção no diretório tocantinense do PMDB, não quis comentar a decisão da direção nacional e informou que aguarda a sequência do caso na próxima semana.

Descumprimento

Lelo Coimbra aponta o descumprimento do acordo feito no Diretório Nacional por parte de Júnior Coimbra em pelo menos dois pontos citados. O primeiro é sobre a substituição de membros de diretórios municipais em plena atividade por membros que não estariam dentro das regras estatutárias. O outro ponto citado é sobre a designação de funcionários do diretório para a comissão eleitoral, a despeito da comissão eleitoral montada no Diretório Nacional, onde figuravam pessoas das duas partes envolvidas no conflito.

Informações da assessoria da deputada Josi Nunes dão conta que a direção nacional deverá convocar as partes para novos esclarecimentos e exposição de motivos. Após análise das explicações o Diretório Nacional poderá decidir se faz intervenção ou se mantém o atual diretório até as eleições. O Jornal do Tocantins tentou ouvir o deputado Júnior Coimbra na noite de ontem para esclarecer o caso, mas as ligações não foram atendidas.

Entenda

Em novembro de 2012, vários membros do Diretório Estadual do PMDB renunciaram aos cargos no partido por estarem descontentes com a condução do presidente regional, deputado Júnior Coimbra. Segundo os descontentes, Coimbra pretendia selar aliança com o grupo político do governador Siqueira Campos (PSDB) para apoiar o atual governo e uma possível aliança na eleição de 2014. O objetivo era promover a dissolução do diretório e realizar novas eleições. De lá para cá, uma batalha judicial vem sendo travada, além da guerra nos bastidores do partido.

Júnior Coimbra conseguiu na Justiça uma liminar contra a dissolução do diretório e desde então se mantém no comando do partido. Em fevereiro, os ex-governadores Marcelo Miranda, Carlos Gaguim e Moisés Avelino, além dos deputados Leomar Quintanilha e Osvaldo Reis pediram no Diretório Nacional do PMDB a intervenção no regional. A direção nacional por sua vez, convocou as partes em conflito e orientou que fosse feita nova eleição para o regional e instituiu comissão eleitoral com representantes das partes. Foram feitas reuniões em Palmas e marcada eleição para amanhã, mas isso não mais acontecerá por decisão na última quarta do Diretório Nacional. (JT)

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Tocantins

Leitos de UTIs para Covid são bloqueados no Tocantins por risco de desabastecimento

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O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) que administra leitos de UTI para Covid-19 nos três maiores hospitais do Tocantins, anunciou nesta quarta-feira (20) o bloqueio de parte dos leitos. A justificativa apresentada pelo instituto é de que há risco de desabastecimento nas unidades, mas não foi informado qual o produto que está sob risco de faltar. O Instituto afirma que há problemas no “abastecimento de materiais e medicamentos essenciais para o tratamento dos pacientes internados”.

O ISAC disse que os leitos bloqueados estão no Hospital Geral de Palmas e também nos Hospitais Regionais de Araguaína e Gurupi. Segundo a nota, “atualmente, as unidades citadas não possuem condições de novas admissões até que o abastecimento seja normalizado pelos fornecedores”.

O ISAC informou que o bloqueio atinge 17 leitos que estão livres atualmente na unidade. Segundo o portal Integra Tocantins, alimentado pelo Governo do Estado, atualmente há 24 leitos livres nas três unidades. Os outros sete leitos que estão livres já estavam bloqueados antes da decisão do instituto pela equipe de controle de bactérias do hospital, já que alguns pacientes não podem ficar perto de outros, e também por casos de pacientes suspeitos.

A nota afirma ainda que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) havia sido notificada sobre o risco de desabastecimento em três ocasiões e que a situação não foi normalizada.

O painel que monitora a ocupação de leitos na rede hospitalar, o Integra Tocantins, indica que até à 16h havia 43 pacientes internados nas UTIs das três unidades citadas pelo ISAC e 24 vagas livres nos três hospitais. Veja a situação de cada hospital:

  • Hospital Geral de Palmas – 17 leitos ocupados e 13 livres (57% de ocupação)
  • Hospital Regional de Araguaína – 12 leitos ocupados e cinco livres (71% de ocupação)
  • Hospital Regional de Gurupi – 14 leitos ocupados e seis livres (70% de ocupação)

Já há relatos de pacientes que aguardam transferências para UTIs nas unidades e não estão conseguindo. É o caso de Carlos Antônio Pereira Paz. Ele está internado na Unidade de Pronto Atendimento da região norte da capital e a família conseguiu uma liminar na Justiça que determina a transferência dele para uma UTI. Uma sobrinha do paciente informou que quando a UTI móvel chegou para realizar a transferência eles foram informados que o HGP não poderia receber o paciente. A justificativa apresentada a eles foi de falta de pagamento de salário aos enfermeiros.

O ISAC afirma no entanto que o bloqueio dos leitos é por causa do risco de desabastecimento e não de atrasos nos pagamentos. A folha de pagamento de dezembro é a única, segundo o instituto, que está atrasada.

A SES foi procurada para explicar a situação e dizer para onde os pacientes que precisarem de UTI serão encaminhados enquanto o bloqueio durar. O G1 aguarda retorno da pasta.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiu terceirizar o gerenciamento e operacionalização dos leitos de UTI adultos do Hospital Geral de Palmas e dos Hospitais Regionais de Gurupi e Araguaína em agosto. O governo contratou o Instituto Isac pelo valor de R$ 33,2 milhões, sem licitação. O contrato tem validade de pelo período de seis meses, mas prevê a prorrogação sucessiva enquanto durar a pandemia.

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Tocantins

Para enfrentar a crise, 64% das empresas tocantinenses vendem por canais digitais

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O comércio eletrônico foi a forma que a grande maioria das empresas encontrou para enfrentar a crise gerada pela pandemia de Covid-19. De acordo com a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas brasileiras já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar suas vendas. Em maio, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

Para o superintendente do Sebrae Tocantins, Moisés Gomes, a internet tem sido uma grande aliada na sobrevivência dos negócios. “As compras pela internet se intensificaram e os empresários tiveram que se readaptar para manter o negócio funcionando. O ambiente virtual se tornou um aliado cada vez mais forte e importante para compra e venda de produtos e serviços”, afirmou.

No Tocantins, a plataforma WhatsApp é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 94% de adeptos. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 47% e 39%, respectivamente. Apenas 8% dos negócios vendem por sites próprios.

“Isso demonstra que plataformas já conhecidas e com grande capilaridade são mais procuradas pelos empreendedores, que levam em consideração custos de manutenção e a confiabilidade do meio”, destacou Gomes.

Outro dado apontado pela pesquisa é que 59% das empresas tocantinenses continuam funcionando, mas tiveram mudanças em suas rotinas em 2020. Além disso, 34% dos entrevistados comercializaram novos produtos e serviços desde o surgimento da crise do coronavírus. Para 45% dos empresários tocantinenses, os desafios estabelecidos pela instabilidade provocaram mudanças valiosas em seus negócios.

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Tocantins

Ministério da Saúde aumenta de 29 mil para 44 mil doses da Coronavac para o Tocantins

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A quantidade de doses da vacina CoronaVac, que inicialmente seria de 29.840 para o Tocantins, teve porção aumentada para 44 mil. A informação foi oficializada pelo secretário de estado da Saúde, Edgar Tollini, na noite desta segunda-feira, 18, no lançamento da campanha de vacinação contra a Covid-19.

Essas doses serão destinada para profissionais da saúde, idosos e indígenas.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e, no Brasil, será produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O uso emergencial da vacina foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no domingo (17). A agência também aprovou o uso emergencial da vacina de Oxford, cujas doses devem chegar ao país nas próximas semanas.

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