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Pará

Pior cidade para idosos, Marabá-PA terá audiência pública para discutir a terceira idade

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Promotora Lilian Viana Freire está à frente da organização da audiência pública e quer participação diversificada da sociedade marabaense.

No final de semana passado, foi divulgado um listão de abrangência nacional que soa como uma bomba para Marabá: o município é o pior do Brasil no atendimento às demandas da pessoa idosa, entre as 150 localidades mais populosas do país e cujas sedes são consideradas “cidades grandes”.

Para discutir ações necessárias para tirar o município das primeiras posições deste ranking, o Ministério Público do Estado do Pará promoverá audiência pública no dia 9 de novembro.

O objetivo de ouvir a população, órgãos da administração pública Municipal, Estadual e Federal, ONG´s, associações, e demais interessados sobre as demandas do público idoso. As informações colhidas servirão para orientar a atuação do Ministério Público na garantia de direitos dessas pessoas no município. “Um dos objetivos da audiência é garantir que a população de Marabá participe e contribua acerca da garantia dos direitos das pessoas idosa no município. Além disso, a obtenção das contribuições da sociedade, em especial dos idosos da Rede de Proteção Idosa local irá ajudar a subsidiar a atuação da promotoria de justiça que garante a defesa dos direitos da pessoa idosa em Marabá”, ressalta a promotora de justiça Lílian Viana Freire, da Promotoria de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de Marabá.

São convidados a participar da audiência, o público em geral, bem como as entidades representativas da sociedade civil, públicas e privadas, órgãos públicos, universidade e pessoas interessadas pelo debate do assunto.

A promotora observa que há em Marabá uma parcela da população que migrou para a região sudeste do estado do Pará na década de 1980, época da famosa corrida do ouro no garimpo de Serra Pelada e hoje atingiu a terceira idade, sem, contudo, ter estabelecido vínculos familiares e chegam ao final da vida absolutamente sós, sendo esta uma realidade vivenciada na Promotoria de Justiça da Defesa e Proteção dos Idosos.

De acordo com os dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, no período de 10 anos (2000 a 2010), o percentual de idosos de Marabá passou de 3,08% (5.179 pessoas) para 3,67% (8.570 pessoas). No ano de 1991 este indicativo era de 2,44 % (3.014) pessoas. Dados ainda demonstram uma longevidade estendida no município de Marabá ao longo de 3 (três) décadas. A esperança de vida ao nascer (indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM) cresceu 4,7 anos na última década, passando de 67,4 anos, em 2000, para 72,1 anos, em 2010. Em 1991, era de 61,8 anos. “Observa-se claramente que a média de vida da população de idosos no município de Marabá aumentou nos últimos 30 anos em 10,3 anos”.

Na avaliação de Lilian Freire, em que pese o aumento da população de idosos no Município de Marabá e a expectativa de vida, o poder público local não acompanhou as mudanças estatísticas e não se preparou adequadamente para a garantia de direitos deste público, não dispondo de políticas públicas para garantir o efetivo cumprimento da proteção dos idosos.

Programação

A audiência pública contará com uma mesa e será presidida por membro do Ministério Público, que iniciará o evento com a composição da mesa, a ser integrada por Representantes do Ministério Público, autoridades presentes, componentes da Rede de Proteção da Pessoa Idosa em Marabá e a população em geral. Poderão integrar a mesa representantes convidados de instituições públicas e da sociedade civil, bem como outras entidades presentes. Até 60 minutos após a abertura dos trabalhos, qualquer cidadão ou organização pública, privada ou da sociedade civil presente poderá se inscrever para manifestação oral, podendo ser prorrogado este prazo pelo presidente da mesa. (Ulisses Pompeu- Correio de Carajás)

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Pará

Remo e Brasiliense disputam título inédito da Copa Verde nesta quarta

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O título da edição 2020 da Copa Verde não é a única motivação para Remo e Brasiliense, que decidem a competição regional nesta quarta-feira (24), às 16 (horário de Brasília), no Mangueirão, em Belém, com transmissão ao vivo da TV Brasil. O campeão garante um lugar direto na terceira fase da Copa do Brasil 2021. A simples participação no torneio nacional já assegura ao clube uma premiação de R$ 1,5 milhão concedida pela  da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

A vantagem é do Jacaré, que ganhou o jogo de ida por 2 a 1 no Mané Garrincha, em Brasília, no último domingo (21). O atacante Wallace abriu o marcador para os paraenses, mas os volantes Sandy e Aldo viraram o placar. Os brasilienses têm a vantagem do empate. O Leão Azul, por sua vez, tem que vencer por, ao menos, dois gols de diferença para levantar a taça. Se a vitória remista for por um gol de saldo, a decisão do título será definida na cobrança de pênaltis.

Seja quem for o campeão, o título será inédito. O Remo está pela segunda vez na final. Em 2015, o Leão Azul goleou o Cuiabá por 4 a 1 no primeiro jogo da decisão, mas foi atropelado por 5 a 1 no duelo de volta, ficando com o vice. Na campanha de 2020, o time paraense bateu Gama (1 a 0), Independente-PA (2 a 0 e 1 a 3, com  definição nos pênaltis por 3 a 0) e Manaus (1 a 1 e 6 a 2).

“No primeiro jogo [da final], começamos melhor, com mais posse de bola, mas sofremos o primeiro gol em uma desatenção e o segundo na bola parada, que treinamos tanto. A gente se cobrou para não repetirmos os mesmos erros. Nesta quarta-feira, vamos suar sangue. Cheguei agora [ao Remo], mas já pude sentir a atmosfera da torcida, sei que ela quer muito esse título e que ele será especial, não só para mim, mas para todos. Estamos confiantes”, disse o lateral remista Wellington Silva, em entrevista coletiva.

O Brasiliense disputa a final da competição pela primeira vez. A melhor campanha do clube distrital era a semifinal de 2014, na primeira edição do torneio, quando o Jacaré foi eliminado pelo rival Brasília, que levou o título daquele ano. Na trajetória até a decisão, o Jacaré superou Vitória-PE (4 a 0), Luverdense-MT (2 a 1), Atlético-GO (2 a 1 e 3 a 1) e Vila Nova (2 a 0 e 1 a 3, com 5 a 3 nos pênaltis).

“A Copa Verde contou com dois clubes de Série A, o Atlético-GO e o Cuiabá, que subiu esse ano [da Série B], e diversas equipes de Série B e de Série C. Mas quem está em destaque é justamente o Brasiliense, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro. A nossa campanha reflete o esforço e seriedade do trabalho nestes últimos anos e ainda coloca na vitrine do cenário nacional o futebol de Brasília, mais uma vez”, comemorou a presidente do Jacaré, Luísa Estevão, em depoimento à imprensa.

As equipes têm desfalques para a decisão. No Remo, a única ausência é o zagueiro Kevem, que sofreu uma lesão de grau dois na coxa direita. Também contundido, o meia Tobinha não estará em campo pelo Brasiliense. O clube distrital, por sua vez, tem a volta do meia Wagner Balotelli, que cumpriu suspensão na partida de ida e disputará posição com Peu na lateral esquerda.

Dirigido por Paulo Bonamigo, o Leão Azul tem como provável escalação: Vinícius; Wellington Silva, Fredson, Rafael Jansen e Marlon; pingo, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Hélio, Wallace e Augusto. O técnico do Jacaré, Vilson Tadei, deve mandar a campo o time com: Edmar Sucuri; Diogo, Badhuga, Keynan e Peu (Wagner Balotelli); Aldo, Sandy, Zotti e Luquinhas; Maicon Assis e Zé Love.

Copa sustentável

O vencedor da Copa Verde será agraciado com três taças. Além da tradicional, o campeão receberá um troféu vivo, com mudas para serem plantadas na sede do clube, e outro feito de madeira certificada, idealizado pelo artista Paulo Alves. As mudas são referentes aos biomas das regiões dos finalistas: bacupari da Amazônia e puruí do Cerrado. O atleta que for eleito o melhor em campo também será premiado com um troféu de madeira certificada, idealizado pela designer Roberta Rampazzo.

As duas equipes entrarão em campo no Mangueirão vestindo camisas com patches (apliques) alusivos às faunas da Amazônia e do Pantanal, biomas presentes nas regiões dos times que participam da competição. A iniciativa visa incentivar a preservação das espécies. O do Remo homenageará a onça-pintada e o do Brasiliense será alusivo à arara-azul. (Lincoln Chaves)

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Pará

PARAUAPEBAS: Primeira mulher eleita cacique Xikrin toma posse

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A primeira mulher eleita cacique em Parauapebas tomou posse na manhã deste sábado, 20. Kôkôti Xikrin, de 28 anos, foi recepcionada em uma cerimônia festiva que contou com a participação de 11 aldeias do povo Xikrin, 43 aldeias Kayapó e representantes dos poderes Executivo e Legislativo do município.

A posse da primeira cacique do povo Xikrin do Cateté é uma demonstração de fortalecimento da cultura e do reconhecimento do papel da mulher na comunidade indígena. 

Kôkôti  Xikrin

A primeira cacique Xikrin é casada, mãe de três filhos e vem de uma linhagem de caciques. Ela foi escolhida pelo pai e pela comunidade por sempre ter demonstrado interesse em cuidar do seu povo, participando das reuniões de lideranças indígenas. “Agora, mesmo que as índias da nossa tribo não falem português, elas têm voz e têm força”, comemora a cacique. (Foto: Divulgação)

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Pará

PARAUAPEBAS: Cerca de 50 famílias já precisaram de apoio da Defesa Civil

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A período chuvoso na região de Carajás vem trazendo transtornos aos moradores de Parauapebas e a cidade segue em estado de alerta para riscos de deslizamentos e inundações.

Nesse fim de semana, cerca de 50 famílias vítimas de deslizamentos e inundação já foram atendidas pela Defesa Civil.

A Prefeitura vem oferecendo abrigo provisório, seguindo os protocolos sanitários contra o novo coronavírus, e aluguel eventual, para as famílias das áreas de risco.

Para acionar a Defesa Civil, ligue: 199 e 3356-2597.

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