Connect with us

Maranhão

Potencial para a produção de mel atrai investidores

Publicado

em

O potencial dos cinco biomas existentes no Maranhão, que possibilita a produção de mel durante todo o ano, está atraindo empresários interessados em investir na extração do produto no Estado.

Dario Chiachiarini, gerente da empresa argentina Parodi Apicultura e Aglayrton Câmara, da Cearapi, estiveram reunidos, nesta quarta-feira (6) com o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Cláudio Azevedo para discutir a instalação de um Entreposto de Mel da empresa Parodi na região do Alto Turi e Gurupi, responsável por cerca de 70% da produção de mel do Estado.

O secretário Cláudio Azevedo afirmou que o governo estadual incentiva as empresas que ajudam no desenvolvimento do Maranhão e citou o Programa ProMaranhão, que concede incentivos fiscais para empresas que desejam se instalar no Estado, como uma das ações de apoio aos empresários que desejam investir no Estado. “Nós também vamos apoiar mais a iniciativa empreendedora, trabalhando a capacitação de produtores de mel e de produtores de abelha rainha”, assinalou.

A Prodapys, empresa exportadora de mel de Santa Catarina, também aposta na produção de mel do Maranhão e está construindo uma unidade da empresa em Santa Luzia do Paruá.

No caso da região do Alto Turi o pasto apícola é explorado no período de junho a setembro. Na área dos mangues a apicultura migratória acontece nos meses de setembro a dezembro.

Outra alternativa que está sendo utilizada pelos apicultores não só do Maranhão mas de outros estados é a produção de mel em plantios de eucalipto. No povoado Alto Brasil, município de Grajaú, por exemplo, já existem cerca de 10 mil colméias instaladas em 35 mil hectares de plantios de eucalipto.

A estimativa é de que, com a estiagem que está ocorrendo com maior intensidade nos outros estados do Nordeste, seja triplicada a produção de mel no Maranhão. “Cerca de 50 mil colméias foram instaladas este ano no Maranhão por apicultores da Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco”, informou o representante da Cearapi, Aglayrton Câmara.

A previsão é de que seja acrescentada uma produção de cerca de 3.600 toneladas de mel a mais do que o que normalmente o Maranhão produz, que é de 1.800 toneladas. “Vamos atingir essa produção caso não aconteça nenhum problema de seca e as condições das floradas permaneçam boas”, alertou o consultor do Sebrae e apicultor, Euler Gomes Tenório, que também participou da reunião com o secretário Cláudio Azevedo.

Vale ressaltar que nos anos de 2003 e 2004, o Maranhão produzia aproximadamente 300 toneladas de mel.

A empresa Parodi Apicultura, que está realizando uma fusão com a empresa Cearapi, inicialmente está viabilizando a instalação de uma unidade de extração móvel de mel. “O envolvimento social da apicultura é muito grande. Nós trabalhamos na região Nordeste e exportamos nosso mel para os Estados Unidos e Europa. Queremos investir no Maranhão, que possui potencial muito grande para a exploração do mel”, ressaltou Dario Chiachiarini.

Certificação

O representante da Cearapi, Aglayrton Câmara, explicou que desde 2004 produz mel no Maranhão e que um dos grandes problemas do Estado é a falta de certificação do produto. “A Parodi já possui essa certificação e isso vai proporcionar uma estrutura melhor para os apicultores maranhenses, que irão crescer junto com a nossa empresa”, ressaltou ele.

Euler Gomes Tenório informou que no Maranhão, somente uma empresa de São Luís tem certificação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), mas só pode comercializar na ilha de São Luís. “Falta empreendedorismo dos apicultores maranhenses.. Atualmente o que acontece é que eles vendem para empresas de fora que comercializam esse mel, o que não gera nenhuma receita para o Maranhão. Com a certificação do mel do Maranhão os apicultores poderiam vender diretamente para outros estados e países, pois 90% do mel produzido no Brasil é exportado.”, alertou ele.

Bebedouro Inteligente 

Junto ao produtor de mel do município de Maracaçumé, Rolf Benkert, Euler Tenório foi o autor do invento do aparelho “Bebedouro Inteligente”, apresentado recentemente no 19º Congresso de Apicultura e Meliponicultura de Gramado/RS. “O aparelho, de transferência de tecnologia foi bastante elogiado pelos participantes do congresso e tem como objetivo o fornecimento de água para as abelhas no período de poucos recursos hídricos com boa relação custo-benefício”, explicou Euler Tenório.

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
1 Comment

Maranhão

Indivíduo no interior do Maranhão agride brutalmente esposa grávida e quase provoca aborto

Publicado

em

Na tarde da última quarta-feira, 13, um homem de 30 anos de idade foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Maranhão com apoio da Guarda Municipal, pelos crimes de lesão corporal, tentativa de abortamento e injúria, praticados em contexto de violência doméstica no município de Vargem Grande.

A prisão ocorreu no bairro Canaã em virtude de na noite da terça-feira, 12, o indivíduo em um momento de fúria teria desferiu um soco na face de sua companheira, grávida de três meses, e, ainda, tentado sufocá-la com uma “gravata”. Em decorrência dessa violência, a vítima chegou a ter sangramentos e foi impedida de ir ao hospital pelo agressor, que disse “pouco se importar” com ás condições dela e da criança.

Na manhã da quarta-feira, a vítima conseguiu sair de casa e ir até a Delegacia de Polícia pedir ajuda. O agressor, após a sua captura, foi autuado pelos crimes acima e encontra-se à disposição da justiça.

Continue lendo

Maranhão

Maranhão paga primeira parcela do auxílio combustível a motoristas

Publicado

em

O Governo do Maranhão já começou o pagamento da primeira parcela da segunda etapa do auxílio combustível aos beneficiários. O benefício, que varia entre R$ 60 e R$ 300, é concedido a taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo e operadores de transporte alternativo complementar. De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado do Maranhão (Sefaz), a medida visa amenizar os impactos financeiros no período de pandemia da Covid-19. 
 
O auxílio combustível será pago em duas parcelas. Em outubro e em novembro, entre os dias 4 e 22 de cada mês. A iniciativa também é tida como uma forma de ajudar as categorias que exercem atividade remunerada no trânsito e são ainda mais impactadas pelo aumento no preço dos combustíveis. O Maranhão é o estado com a quarta maior alíquota de ICMS sobre a gasolina do país. 
 
João Carlos, presidente do Conselho Regional de Economia do Maranhão (Corecon/MA), acredita que o benefício ajuda a minimizar os prejuízos que esses trabalhadores tiveram com o aumento do preço dos combustíveis. “Ele é mais para essas pessoas que, nessa alta de combustível, estão tendo perdas significativas na sua qualidade de vida, porque elas dependem disso e os aplicativos não corrigem as oscilações de preços. Então, o auxílio combustível está aí para tentar mitigar um pouco. Ele não resolve o problema de combustível, muito menos para toda a população”, ressalta. 

ICMS

O Maranhão cobra 30,5% de ICMS sobre a gasolina. Quanto o assunto é diesel, o imposto estadual é de 18,5%, o segundo maior do país – atrás apenas do Amapá. Questionada pela reportagem do portal Brasil61.com se pretende seguir o Distrito Federal e propor uma redução do ICMS sobre os combustíveis, a Sefaz/MA não respondeu. 
 
Em nota, o órgão afirmou que a alíquota não é, por si só, determinante para a formação do ICMS incidente sobre o preço dos combustíveis. “Para o cálculo da carga tributária, também se utiliza o preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF). Com base nesse cálculo de ICMS, é importante que haja uma comparação com Unidades Federadas da mesma região geográfica, uma vez existirem as variações dos preços da refinaria no território nacional, de logística das importações e de logística interna”, destaca. 
 
A Sefaz também disse que o preço final dos combustíveis aos consumidores são determinados por diversos fatores, de modo que “qualquer redução de carga tributária não garante a diminuição do preço no final da cadeia, uma vez que estamos diante de um livre mercado.”
 
Levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que, entre 3 e 9 de outubro, o valor médio da gasolina no Maranhão foi de R$ 6,03. 
 
Especialistas ouvidos pela reportagem concordam que a iniciativa do DF de diminuir o ICMS sobre os combustíveis poderia pressionar outros governadores a fazerem o mesmo. Hoje, a menor alíquota sobre a gasolina é de 25%. “As pressões que as próprias populações vão exercer com o exemplo que é dado pelo DF devem provocar alguma reação por parte dos estados que têm alíquotas mais elevadas. A tendência, pelo visto, é que esses estados que cobram até 34% de ICMS ajustem esse percentual ao mínimo praticado pela maior parte dos entes da federação, no patamar de 25%”, afirmou o economista Roberto Piscitelli.   

Arrecadação

A diminuição do ICMS sobre os combustíveis pelos governadores esbarra, principalmente, em um ponto: o imposto é muito importante para a arrecadação dos estados. Diminuir a alíquota, em tese, implica em menos receita para os cofres estaduais. Os combustíveis representam mais de 20% do que os estados arrecadam com ICMS. 
 
João Carlos destaca que a pandemia da Covid-19 fez as despesas públicas aumentarem, o que dificulta que governadores abram mão de receitas. “No Maranhão, o ICMS é o principal tributo, mas dentro do ICMS, combustíveis e lubrificantes é a principal fonte de arrecadação. Então, qualquer tentativa de redução de alíquota acaba afetando muito essa arrecadação estadual”, pontua. (Brasil 61)

Continue lendo

Maranhão

ESTREITO: Boto é resgatado após ficar encalhado em pedra no Rio Tocantins

Publicado

em

No último sábado, dia 9, o Corpo de Bombeiros do município de Estreito, na região Tocantina, no estado do Maranhão, que limita com Aguiarnópolis, no Bico do Papagaio, realizou um salvamento incomum.

Um boto, foi localizado por populares encalhado em meio a pedras, no Rio Tocantins, próximo a Usina Hidrelétrica de Estreito. Chamados, os bombeiros foram até o local realizar o resgate. Ao devolver o animal para o leito normal do rio, o boto regressou para a mesma pedra, repetindo por quatro vezes a situação.


Os militares observaram que outro boto, sempre se aproximava e mordia a calda do seu congênere. Logo em seguida, os bombeiros perceberam que existia mais três botos cercando o local. Foi quando notaram que se trava de uma perseguição e o boto encalhado estava fugindo dos outros animais.

Ao identificarem a situação, os bombeiros resolveram retirar o boto da água, colocar na carroceria de caminhonete e levar o animal para ser solto em outro ponto do rio.

Continue lendo
publicidade
publicidade Bronze