A Polícia Civil do Pará apresentou, nesta sexta-feira (14), em entrevista coletiva, na Delegacia-Geral, em Belém, o preso Taurino Lemos da Conceição, conhecido por “Velho Taurino”, considerado um dos maiores assaltantes de banco em atuação no Pará, e um dos líderes de uma facção criminosa no Estado. O criminoso foi localizado e preso na quinta-feira (13), em Dom Eliseu.

O “Velho Taurino” também é apontado por envolvimento no resgate de presos do Complexo Penitenciário de Santa Izabel do Pará, ocorrido em setembro de 2018.

A prisão de Taurino foi realizada por policiais civis da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Anti-sequestro (DRRBA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e contou com o apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). O criminoso está com mandado de prisão preventiva e mandado de recaptura decretados pela Justiça.

Durante entrevista, o delegado-geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, explicou que a prisão é de grande importância para a segurança pública do Pará, sendo um golpe duro na criminalidade, que vem sendo combatida pela instituição. Segundo Teixeira, o “Velho Taurino” tem posição de destaque na facção criminosa em que atua no Estado e, embora foragido do sistema penal, organizava e articulava, de dentro do presídio, ações ilícitas no sul e sudeste do Pará.

O delegado-geral informou que as equipes já vinham monitorando o criminoso, aguardando o momento oportuno para realização da prisão, e que a Polícia Civil estava ciente do seu grau de periculosidade, sendo ele mentor intelectual de assaltos a bancos na modalidade conhecida como “novo cangaço” e “vapor”, envolvendo veículos de transporte de valores, além de crimes de homicídio.

“Taurino já atua em roubos contra instituições bancárias há aproximadamente duas décadas e tem vários mandados de prisão preventiva nos estados do Pará e Maranhão, bem como mandado de recaptura pela fuga do Sistema Penal paraense”, finaliza.

Crimes – O diretor de Polícia Especializada (DPE), delegado Sérvulo Cabral, enfatiza que a prisão do criminoso neutraliza e retira de circulação, do seio da sociedade, uma pessoa com um alto poder de articulação criminosa, responsável por participar e comandar inúmeros assaltos ousados a bancos e aeronaves. Um deles, segundo Cabral, ocorrido em Tucuruí, no dia 3 de dezembro de 2018.

“Ele teve participação no assalto ao avião da empresa Prossegur, além do ocorrido no último dia 28 de maio, que foi o ataque ao carro forte da mesma empresa seguradora, quando o veículo trafegava na rodovia BR-304 entre Augusto Corrêa e Viseu, no nordeste do Pará. Após o assalto, ele fugiu para a cidade de Açailândia, no Maranhão, e logo após foi Dom Eliseu no Pará, onde passou a viver escondido”, destaca.

Fuga – Segundo o titular da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), delegado Fausto Bulcão, o trabalho de investigação da Polícia Civil iniciou em setembro de 2018, quando o criminoso estava ainda estava custodiado no Sistema Penitenciário Federal e, em seguida, foi transferido para Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel do Pará, onde permaneceu por aproximadamente uma semana.

Em companhia de outros detentos e com apoio externo, Taurino sequestrou funcionários do Sistema Penal e com um veículo da Sisupe invadiu o Centro de Recuperação Penitenciário do Para (CRPP II), no complexo de Santa Izabel do Pará, onde resgatou diversos integrantes da facção criminosa, comparsas de assaltos a bancos, dentre eles, Adriano da Silva Brandão, conhecido na época, como um dos maiores assaltantes de carro forte do País e que, em abril de 2018, foi preso pela equipe da DRCO.

Adriano da Silva Brandão foi morto durante um confronto com a polícia no dia 3 de dezembro de 2018, em Tucuruí, quando, junto com Taurino, realizou o assalto ao avião da empresa Prossegur.

“No início de janeiro, em um trabalho conjunto da Polícia Civil do Pará com a Polícia Civil do Maranhão, chegou-se próximo de efetuar a prisão do criminoso. Na ocasião, fizemos a abordagem em uma residência em Açailândia no Maranhão, em que foram apreendidos 7 fuzis e um fuzil .50, porem, Taurino conseguiu empreender fuga”, destaca Bulcão. (Luiz Cláudio)

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