Connect with us

Bico do Papagaio

Primeiros 100 dias de governo darão à população a amostra das administrações municipais dos próximos quatro anos

Publicado

em

O ano de 2021 começa com um leque extenso de desafios para gestores e gestoras municipais. Em meio a um 2020 caótico, com a pandemia que vira o ano à espera da imunização em massa em território nacional, os representantes eleitos pela população no último pleito têm pela frente um início de gestão que vai exigir agilidade e precisão na tomada de decisões. Os primeiros 100 dias marcam um período de referência para a sociedade de qual será “a cara” do governo municipal pelos próximos quatro anos.

“É um período em que a popularidade do prefeito ou prefeita eleita está em alta. Este gestor público tem a oportunidade de fazer modificações importantes que demonstrem qual é o propósito da administração que está entrando agora no governo”, avalia o especialista em Gestão Pública, Rodolfo Fiori. 

A professora da Escola de Políticas Públicas e Governo da Fundação Getúlio Vargas, Graziella Testa, explica que o período inicial de 100 dias se divide em duas dimensões fundamentais: política e de gestão. “Do ponto de vista político, é um momento em que ele (gestor) vai fazer acordos, parcerias, vai estabelecer quem é que vai apoiar as agendas dele ou não no Legislativo municipal”, diz Testa. “O segundo ponto é o desenvolvimento de gestão, que é o planejamento. O governo vai definir o que são as prioridades e como que ele vai executar essas prioridades. É fundamental que o prefeito tenha em mente os objetivos e o que é possível fazer”, completa. 

Saúde

Além dos desafios de iniciar uma nova administração, os novos prefeitos eleitos em 2020 também terão de enfrentar os problemas relacionados à Covid-19. Com o Brasil ainda sem a vacina disponível e o recente aumento de casos e óbitos em todas as regiões do país, o cenário da saúde no começo de 2021 será o mesmo que se viu ao longo do ano passado. 

O Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) orienta que gestores em início de mandato conheçam, primeiramente, a realidade local do município, que inclui as estruturas de saúde, o espaço físico que essas estruturas dispõem e o papel que cada unidade de saúde desempenha na rede pública. Saber da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) e o orçamento da saúde também são colocados como passos essenciais para assumir o Executivo e a secretaria de Saúde municipal. 

“Os gestores devem também observar onde o município se insere regionalmente, quais são os serviços de referência que ele utiliza em casos em que não se resolve dentro do seu município. Precisa de participar de fóruns de discussão regionalmente é outro papel. Conhecer o plano estadual de saúde também é fundamental. Saber como está direcionando a saúde no estado e onde o município pode se inserir na alta complexidade, principalmente, que é papel do estado”, explica Wilames Freire, presidente do Conasems.

Saneamento

Sancionado em julho pelo presidente Jair Bolsonaro, o Novo Marco do Saneamento nasce com a promessa de universalizar a prestação dos serviços no setor até 2033. Com a nova legislação, no entendimento do Congresso Nacional e do Poder Executivo, 99% da população brasileira terá acesso à água potável e 90% ao tratamento e a coleta de esgoto dentro do prazo estipulado. 

O desafio do saneamento começa nesta gestão e se segue pelas próximas, até 2033. No material preparado pelo Instituto Trata Brasil com recomendações para gestores em início de mandato, recentemente publicado, a principal é a de que prefeitos se informem sobre o novo marco legal do saneamento básico. 

“Cabe ao prefeito se instruir sobre os requisitos da nova lei federal, as metas de atendimento. Essa é a primeira recomendação, estar atento à nova legislação. Também cabe ao prefeito verificar o plano municipal de saneamento básico e o que ele propõe para o futuro da cidade. Se esse plano tiver mais de quatro anos, ele precisa ser atualizado. Se a cidade não tem o plano, o prefeito deve instituir uma comissão para o início dos trabalhos. É obrigação desde 2007”, explica Edison Carlos, presidente-executivo do Trata Brasil. 

Sobre o prazo dos 100 primeiros dias de governo, Carlos destaca que é importante que os novos gestores verifiquem a existência na estrutura da prefeitura de algum departamento que cuide do saneamento básico. “Se não tiver essa estrutura, deve ser criada alguma secretaria, algum departamento que cuide especificamente de acompanhar os avanços frente aos desafios que a nova lei do saneamento traz. O prefeito também precisa olhar as metas existentes no contrato e a empresa operadora de água e esgoto”, conclui.

Educação

A área da educação também foi fortemente afetada pela pandemia de Covid-19. A necessidade de distanciamento social obrigou as unidades de ensino a mandarem alunos e professores para casa. O ensino remoto se tornou realidade para quem tinha condições de acompanhar aulas online. Com o calendário apertado e a crise sem cenário definido, o segmento educacional também será importante desafio para as novas gestões.

“O primeiro desafio do gestor municipal de educação é ter clareza sobre a estrutura e sobre os planos que regem o seu trabalho como gestor. A transição é fundamental. É preciso saber o que foi possível desenvolver durante a pandemia, de forma não presencial, e ter consciência do que precisará ser desenvolvido em 2021, dentro do contínuo curricular que unifica os anos de 2021 e 2021 como um período único de expectativa de aprendizagem dos alunos”, avalia Luiz Miguel Garcia, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). 

Para Garcia, o planejamento estratégico é “fundamental para otimizar esforços e potencializar a capacidade de atuação em cima das demandas existentes, que prometem ser ainda maiores em 2021”. Sobre o retorno às aulas presenciais, o presidente da Undime diz que será necessário fortalecer que “cada escola deve ter o seu planejamento e protocolo para a volta e que será necessário compartilhar informação com profissionais que atuam nas instituições de ensino”. (Brasil 61)

publicidade
FAÇA UM COMENTÁRIO
Atenção: Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do Jornal. Se achar algo que viole ou fira sua honra pessoal, envie para o email: [email protected] que iremos analisar.
Faça um comentário

Bico do Papagaio

Leitos Covid no Bico tem ocupação de 60% na UTI e 79% clínico

Publicado

em

Os dois Hospitais Regionais da região do Bico do Papagaio, habilitados para tratamento de pacientes com Covid-19, estão com suas ocupações relativamente altas, apesar de melhorar, principalmente nas vagas para UTI, que no domingo anteriro, dia 21, tinha 80% de ocupação e neste dia 28, está com 60%.

No Hospital Regional de Augustinópolis, único que oferece UTI Covid na região, dos 10 leitos disponíveis, 6 estão ocupados. Na área clínica, dos 12 leitos, 8 estão ocupados.

Xambioá não oferece UTI Covid, apenas leitos clínicos que estão com sua capacidade ocupada em 92%. Dos 12 leitos, 11 estão ativos.

Continue lendo

Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: TEC pega o Capital neste domingo, às 16h, no Nilton Santos

Publicado

em

A segunda rodada do Tocantinense 2021 será realizada neste fim de semana. No sábado (27), o Interporto recebe o Araguacema, no estádio General Sampaio. No domingo (28), jogam: Tocantins x Palmas, Capital x TEC e Gurupi x NC/Paraíso.

O TEC, representante do Bico do Papagaio, tem duas dúvidas para a partida: Gil Macena e Jheimy. Gil volta de lesão, já Jheimy teve um problema de estômago e ainda não sabe se terá condição de atuar. Karu e Tety devem ser as opções. O TEC estreou com vitória, por 4 a 1, contra o Tocantins e busca o segundo triunfo neste domingo.

O Capital joga em casa e deve ir a campo com o que tem de melhor. O técnico Leandro Mehlich ganhou seis reforços no BID, entre esta quinta-feira (25) e sexta-feira (26). Em contato com o ge, o treinador informou que deve fazer algumas mudanças para este jogo. A expectativa é que o time tenha um desempenho melhor em relação a estreia contra o NC, quando foi derrotado por 2 a 0. (Com informações do GE)

Continue lendo

Bico do Papagaio

PRAIA NORTE: Morte é confirmada por Covid-19

Publicado

em

Neste sábado, 27, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio de seu Boletim Epidemiológico, confirmou mais um óbito por Covid-19, no município de Praia Norte, no Bico do Papagaio. Agora sobe para 4 o número de vítimas da doença.

O óbito oficializado neste sábado, é de um homem de 65 anos, obeso, de morreu dia 20 de janeiro, no Hospital Regional de Augustinópolis.

Continue lendo
publicidade Bronze