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Pará

REDENÇÃO: Hospital do Araguaia completa 11 anos de serviços em Carajás

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Localizado no município de Redenção, o HRPA é gerenciado pelo Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma) e continua sendo uma importante instituição do Sistema Único de Saúde (SUS) na região Sul do Pará.

Perto de completar 11 anos de criação em julho deste ano, o Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA) é referência em traumato-ortopedia e neurocirurgia para 15 municípios da região do Araguaia, beneficiando uma população de mais de 500 mil habitantes. Localizado no município de Redenção, o HRPA é gerenciado pelo Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma) e continua sendo uma importante instituição do Sistema Único de Saúde (SUS) na região Sul do Pará.

Outros importantes serviços oferecidos à população estão na área de nefrologia, com transplante de rim intervivo, implantado em 2012, tendo realizado em seis anos, 53 transplantes; e Terapia Renal Substitutiva, com 22 máquinas de hemodiálise e capacidade de atender a 132 pacientes em três turnos.

Também merece destaque a cirurgia bucomaxilofacial, que atende pacientes com trauma de face na Urgência e Emergência, e em cirurgias eletivas, como as de pacientes com fissura labial-palatal.

Com a implantação desses serviços para Redenção, muitos pacientes não precisaram mais percorrer cerca de mil quilômetros para vir a Belém para ter acesso a procedimentos de alta complexidade.

Segundo o diretor do HRPA, Pedro Anaisse, antes do hospital existir, quase não havia na região profissionais e equipamentos hospitalares especializados para realizar procedimentos mais complexos. “Por isso, a população tinha que se deslocar até a capital ou outras cidades distantes para ser atendido. Em muitos casos, essa demora para receber assistência médica representava uma piora do quadro clínico do paciente”, explicou Anaisse.

Com 100 leitos, o HRPA disponibiliza internação em Clínica Médica, em Clínica Cirúrgica, em Clínica Pediátrica, em Clínica Obstétrica, em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, em UTI Neonatal, em UTI Pediátrica e em leito-dia.

Tanto na internação quanto no ambulatório, o Hospital Regional dispõe de atendimento nas especialidades de cardiologia, cirurgia bucomaxilofacial, cirurgia geral, cirurgia plástica reparadora, cirurgia vascular, cirurgia pediátrica, endocrinologia, fonoaudiologia, infectologia, nefrologia, neurologia, neurocirurgia, neuropediatria, traumato-ortopedia, obstetrícia de alto risco, pediatria, urologia, mastologia, hepatologia, serviço social, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e nutrição, resultando em 1.660 consultas, 312 internações e 35 partos mensais.

O HRPA também conta com um serviço de apoio diagnóstico com audiometria, densitometria óssea, ecocardiograma, ergometria, mamografia, raios-X, tomografia, ultrassonografia, colonoscopia, endoscopia e broncoscopia, além de laboratório de análises clínicas.

Anaisse informou que 85% dos pacientes atendidos no Hospital vêm devidamente regulados pelo 12° Centro Regional de Saúde (CRS), que tem sede em Conceição do Araguaia. “Isso significa que apenas 15% vêm sem nenhum encaminhamento para o hospital”, comentou o diretor do HRPA.

Para garantir o funcionamento da instituição, atualmente, o HRPA conta com 592 funcionários e mais de 50 médicos, além de consultores permanentes nas áreas de planejamento e gestão hospitalar, controle e avaliação, farmácia hospitalar e engenharia clínica.

Ensino e pesquisa – O Hospital Regional também contribui com a formação de profissionais na área de Saúde por meio do seu Centro de Ensino e Pesquisa (CEP), que tem a missão de gerar e disseminar conhecimento, qualificar novos profissionais e prover um ambiente que favoreça a atração e a retenção de talentos para o próprio hospital.

Planejar e coordenar a execução de atividades relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, em conformidade com as unidades acadêmicas conveniadas; apoiar projetos de ensino, pesquisa, extensão e educação permanente; propor medidas de aprimoramento das condições de apoio didático-pedagógico; coordenar e regular as atividades de estágio curricular e extracurricular, na graduação, pós-graduação e extensão, além do Jovem Aprendiz, Serviço Voluntário e visita técnica; assim como zelar pela infraestrutura e organização da biblioteca são as principais atribuições do CEP.

Para Anaisse, os principais problemas de Saúde Pública no Sul do Estado é a baixa cobertura na Atenção Básica, pouca resolutividade dos hospitais municipais, fazendo com que muitas pessoas ainda busquem atendimento diretamente nos hospitais regionais, como o HRPA e o Regional de Conceição do Araguaia. “Apesar dessa dificuldade, que ocorre em todas as regiões do estado, o HRPA tem cumprido o seu papel de instituição pública de média e alta complexidade na região Sul do Pará”, concluiu o gestor. (Roberta Vilanova)

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Pará

REDENÇÃO: Município vem registrando vários casos de aglomerações em campanhas eleitorais

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ajuizou, Ação Civil Pública visando impedir aglomerações na cidade de Redenção durante a campanha eleitoral 2020. A ACP, de autoria do promotor de justiça Leonardo Jorge de Lima Caldas, requer do Município atuação por parte dos órgãos de fiscalização a fim de impedir as aglomerações. Já as agremiações partidárias deverão se abster de realizar qualquer evento (reuniões ou festas) que resulte na aglomeração de pessoas ou que contrariem o que dispõem os Decretos Estaduais e Municipais relacionados às medidas de prevenção à Covid-19.

“Infelizmente, a pandemia ainda é uma realidade e, portanto, devem ser seguidas as normas de restrição impostas aos cidadãos, não tendo o período eleitoral conferido qualquer tipo de imunização à população ou àqueles que irão pleitear um cargo no Poder Executivo ou Legislativo e aos apaixonados seguidores que os acompanham, muito menos suspendido ou interrompido o estágio de contaminação”, ressalta o promotor no texto da ACP.

Leonardo Caldas esclarece ainda que tem presenciado vários abusos do direito no Município de Redenção, onde os candidatos desrespeitam diariamente as medidas sanitárias contra o novo coronavírus ocasionando aglomerações por toda a cidade, a pretexto de estarem exercendo um ato legítimo.

O promotor esclarece que tal situação, inclusive, foi objeto de advertência, por parte do MPPA, através da Promotoria com atribuição de saúde pública, no dia 8 de outubro deste ano durante reunião realizada pela Justiça Eleitoral. Na ocasião, as agremiações partidárias foram alertadas sobre os excessos praticados.

“O que se tem observado é um verdadeiro estado de anarquia instaurado nas ruas de Redenção, já que a grande maioria dos integrantes das agremiações partidárias não cumpre o mínimo recomendado pelas autoridades públicas sanitárias, incitando na população, destinatária das manifestações populares de captação de voto, um sentimento de também descumprimento às medidas sanitárias, ou seja, um comportamento cíclico de manifesta irresponsabilidade”, reforça o texto da ACP.

Um reflexo desse comportamento tem sido as constantes aglomerações de pessoas registradas nos bares, restaurantes, lojas de conveniência de postos de gasolina, academias e espaços públicos da cidade. O MPPA faz um alerta às autoridades de saúde para conter as aglomerações e reforça que ao permitirem esses eventos, os requeridos (Município e agremiações partidárias) provocaram o aumento da probabilidade de circulação do vírus, pessoas que podem inclusive necessitar de internação em um sistema de saúde à beira do colapso, colocando em risco a saúde coletiva.

Em caso de descumprimento, o MPPA requer na ação que o Município pague uma multa de 50 a 500 mil reais por não fiscalizar as aglomerações. Quanto aos partidos políticos, o MPPA requer multa de 100 mil a 1 milhão de reais por evento constatado. Além disso, pede também uma indenização pelos danos morais coletivos causados, no valor de 5 milhões de reais para serem revertidos ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados.

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Pará

Reunião debate estratégias de combate ao desmatamento na Amazônia

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O Grupo de Trabalho Desmatamento e Queimadas do MPPA (GT Desmatamento) realizou no último dia 21 de outubro sua primeira reunião ordinária de planejamento estratégico.

O Grupo, coordenado pela promotora de justiça Herena Neves Maués Corrêa de Melo, foi instituído por meio de Portaria (N.º 2755/2020-MP/PGJ) emitida pela Procuradoria-Geral de Justiça no dia 5 de outubro de 2020 com a finalidade de monitorar as ações de desmatamento e queimadas no Estado do Pará e prestar auxílio aos promotores de justiça que atuam nesses casos.

A iniciativa de criação do grupo faz parte com compromisso firmado este ano pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com os procuradores-gerais de justiça dos MP’s dos Estados que compõe a Amazônia Legal, a fim de combater o desmatamento, as queimadas ilegais e o crime organizado ambiental na Amazônia.

No caso do Pará, levantamento do Imazon aponta que Altamira, São Félix do Xingu, Novo Progresso, Itaituba, Pacajá, Portel, Senador José Porfírio, Uruará, Novo Repartimento e Rurópolis são os dez municípios com os maiores índices de desmatamento acumulados no período de agosto de 2019 a julho de 2020.

A primeira atividade do GT Desmatamento foi elaborar um plano estratégico emergencial para essas áreas onde as queimadas avançam com intensidade. Na reunião os promotores de justiça discutiram problemas enfrentados nas regiões onde atuam e possíveis soluções que podem ajudar a reduzir os índices de desmatamento que desde ações preventivas, passando pelas parcerias com órgãos governamentais e ainda apuração criminal.

O GT Desmatamento é integrado pelos seguintes promotores de justiça: Herena Neves Maués Corrêa de Melo, Lílian Regina Furtado Braga, Ítalo Costa Dias, Rafael Trevisam Dal Bem, Gustavo Ramos Zenaide, Juliana Nunes Félix, Fabiano Oliveira Gomes Fernandes, Paloma Sakalem, Rodrigo Silva Vasconcelos, Chynthia Graziela da Silva Cordeiro, Gerson Alberto de França e Dirk Costa de Mattos Júnior. Desde o início de Outubro eles vêm participando de treinamentos junto ao CNMP relacionados às matérias do GT.

A reunião do dia 21 também teve a participação de técnicos do Grupo de Apoio Técnico Institucional (Gati) e da Comissão de Gestão do Planejamento Estratégico (Cogepe). (Ascom / Foto: Marcio Isensee – Shutterstock.com)

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Pará

Absurdo no interior do Pará. Criança de 9 ano é agredida e sofre violência sexual de próprios parentes

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Uma criança de apenas nove anos foi resgatada por moradores de Maracanã, no interior do estado do Pará, após sofrer torturas, cárcere e violência sexual, segundo o boletim de ocorrência realizado pelas pessoas que a encontraram na noite de sábado, 17.

A garotinha foi resgatada em situação deplorável, aparentando desnutrição, com  feridas por todo o corpo, cabeça raspada e muito magra. Na delegacia, a ocorrência foi registrada como estupro de vulnerável, maus-tratos e abandono material de incapaz.

A menina foi resgatada por pessoas da comunidade do bairro onde ela estava morando, de acordo com o boletim de ocorrência e de vídeos que circulam nas redes sociais. Dois homens, resgataram a menina e brigaram com outro homem, que também estaria tentando violentar a criança.

Muito assustada, chorando, ela conta que era agredida com chicote pelo casal onde ela morava e mostra as marcas das feridas nos braços,pernas, cabeça, rosto e até no olho. A situação absurda causou espanto nas pessoas que a socorreram, dado o nível de maus-tratos da garotinha.  

Eles acionaram a polícia e contaram que por volta das 4 h da madrugada encontrada a criança sem roupa, apenas de calcinha, deitada no chão, com vários hematomas. A criança contou que seu tio a teria colocado para fora da casa. Além do tio, um homem aparentando mais de 30 anos, suposto irmão da vítima a violentava sexualmente.

A Polícia Civil e Militar prenderam o casal de supostos tios da vítima em flagrante. J. A. S. da C. e sua mulher I. do E. S., estariam com a responsabilidade de cuidar da menina, após a mãe apresentar problemas de saúde e não poder criar a garotinha. 

Em vez de cuidar, eles praticavam todo tipo de maus tratos à criança, chegando ao absurdo de expulsar a criança de casa e obrigá-la a dormir na rua. Os dois estão presos na delegacia local.

O Conselho Tutelar foi acionado e em seguida a Promotoria de Justiça, que levaram a criança ao hospital municipal, onde ela se encontra em tratamento de saúde e para providências do exame de corpo de delito. (Com informações de RomaNews)

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