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Pará

Região de Belo Monte receberá mais recursos do Ministério da Saúde

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O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior, assumiu, neste sábado (1º), na Fundação Santa Casa, o compromisso com o Governo do Estado e municípios da região da hidrelétrica de Belo Monte, de repassar os recursos necessários para melhorar a estrutura de serviços de saúde dos nove municípios da região, para garantir atendimento de qualidade à população fixa e flutuante atraída pelo grande projeto. “O Estado deverá apresentar uma planilha detalhada sobre a situação de cada município para que os recursos sejam viabilizados pelo Ministério da Saúde”, afirmou.

O encontro de Helvécio Magalhães com os gestores municipais contou com a presença do secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco; da cogestora da Sespa, Maridalva Pantoja; e da diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde, Dione Cunhas. Helio Franco comentou sobre os transtornos que o projeto da hidrelétrica têm causado aos nove municípios do entorno de Belo Monte e expôs como está a estrutura hospitalar de Altamira.

Segundo o secretário estadual, o Hospital Regional de Transamazônica está sobrecarregado e precisa ser ampliado. Com apoio da Norte Energia, o Hospital São Rafael será transformado em Hospital Materno-Infantil e um novo hospital de 50 leitos será construído ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A secretária municipal de Saúde de Senador José Porfírio, Gracinda Magalhães, disse que a Programação Pactuada Integrada (PPI) de 2010 do Ministério da Saúde foi baseada na população de 2007, resultando já em um déficit financeiro, uma vez que em 2007 o IBGE apontava uma população de 275.192 habitantes reunindo os nove municípios da área e o Censo de 2010 já constatava uma população de 340.056, que pulou para 388.578 em 2012. “Portanto, está inviável, visto que estamos atendendo ao triplo da população com a mesma estrutura”, disse Gracinda.

A secretária de Brasil Novo, Waldirene Campos, denunciou a falta de médicos na região, ressaltando que nenhum médico do Provab se interessou pelos municípios de lá. “Estamos pagando uma fortuna para os médicos, mas com pouca solução. Temos nove unidades e apenas três médicos, eles querem ganhar R$ 25.000,00”, reclamou. “Tem médico pedindo R$ 45.000,00”, complementou a secretária de Pacajá, Sérgia Andrade.

Então, já considerando a possibilidade da vinda de médicos estrangeiros, os gestores solicitaram um olhar diferenciado, no sentido de viabilizar, em parceria com a Sespa, a disponibilidade desses profissionais aos municípios daquela área.

Habilitação de serviços

Os gestores reivindicaram, ainda, o cadastramento e financiamento de novos serviços especializados na região, como Neurologia, Pediatria, Traumato-ortopedia, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, assim como de exames especializados (ultrassonografia, eletrocardiografia, raios-X, colposcopia etc.), e a efetivação das Redes de Urgência e Emergência, Atenção Psicossocial, além de outras demandas já apresentadas.

“Nossa proposta é que a Diretoria de Desenvolvimento e Serviços de Saúde da Sespa discuta conosco a apresente urgentemente à SAS um consolidado da necessidade para ampliação de cadastro e a SAS nos disponibilize o teto financeiro necessário”. O fato é que já existem boas estruturas e equipamentos resultantes de parceria com a Norte Energia, mas não há serviços cadastrados junto ao Ministério da Saúde.

No que tange à Atenção Primária, os cinco municípios da Área de Influência Direta (AID) dispõem de Unidade Básica de Saúde padrão construídas e equipadas por meio do Plano Básico Ambiental (PBA), no entanto, a maioria delas ainda está fechada por falta de financiamento regular fundo a fundo mensal para manutenção e custeio.

Os gestores questionam o Ministério da Saúde, que não tem cumprido as portarias Nº 1237 e 1377, de junho de 2012, que definem incentivo financeiro para compensação dos fluxos migratórios nos municípios com impacto direto da implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Foi solicitado, por fim, ao secretário de Atenção à Saúde a reordenação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs) nos municípios, principalmente em Vitória do Xingu e Senador José Porfírio, que têm sofrido com desapropriação de terras, movimento migratório e população atraída pelo projeto de Belo Monte, propondo a expansão do número de agentes para cobrir áreas descobertas, como novos assentamentos, bairros e invasões.

Também participaram da reunião a secretária de Uruará, Adriana Fernandes, o prefeito de Senador José Porfírio, Carlos José da Silva; o diretor assistencial de Altamira, Antonio Carlos Lima; e o diretor do 10º Centro Regional de Saúde (CRS), Romel Amoedo, além de assessores e técnicos dos municípios.

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Pará

Remo está na final da Série C. Paysandu não consegue acesso

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Londrina vence o Remo e garante o acesso à Série B 2021

O Londrina venceu o Clube do Remo por 1 a 0 na tarde-noite deste sábado, no Estádio Mangueirão, em Belém, e garantiu o acesso à Série B do Brasileiro 2021. Antes do confronto iniciar, o Tubarão tinha a missão mais difícil do quadrangular da Terceirona. Só a vitória interessava e ainda teria que torcer por um tropeço do Paysandu contra o Ypiranga-RS. E deu tudo certo. Com gol contra de Gilberto Alemão, aos 42 minutos do segundo tempo, os paranaenses fizeram o resultado na capital paraense e contaram com a vitória do Canarinho gaúcho pelo mesmo resultado diante do Papão. O Leão Azul, mesmo derrotado em casa – já havia conquistado a vaga na Segundona com uma rodada de antecedência – está na final da competição nacional, aguardando as definições do Grupo C, neste domingo, para saber qual será o adversário.

Classificação final do quadrangular

O Remo terminou na liderança do Grupo D com 10 pontos em seis jogos, seguido pelo Londrina, com nove, fechando o G2 do acesso. O Ypiranga-RS ficou na terceira posição com sete, enquanto que o Paysandu se despediu do torneio na última colocação com os mesmos sete pontos, mas perdeu nos critérios de desempate: saldo de gol -2 contra -1 dos gaúchos.

Partidas da final da Série C

O Londrina, agora, irá se preparar para as competições de 2021, entre elas a Série B. O Clube do Remo ainda terá mais dois jogos pela frente na final da Série C, marcados para os dias 24 e 31 deste mês, dois domingos. O adversário ficará entre Brusque e Vila Nova, que jogam neste domingo, dia 17. Somente o Brusque poderia tirar a possibilidade de vantagem azulina de decidir a competição em casa. Se os catarinenses vencerem o Santa Cruz no Recife, se igualam aos paraenses em pontos (41), vitórias (11), mas teriam que tirar uma vantagem no saldo de gols que hoje é de 12 para o Remo contra apenas 2.

Paysandu fora

Em campo, o Papão jogou melhor o primeiro tempo, sofreu gol logo no início do segundo e viu o time Canarinho segurar o resultado. A vitória do Ypiranga garantia o clube na Segundona até os 42 minutos da etapa final, quando, no Pará, o Londrina abriu o placar sobre o Leão, mexendo em toda a tabela. Jogadores bicolores ficaram desolados em campo após o apito final, enquanto o time gaúcho esteve apreensivo até o término da partida em Belém. No fim, os dois clubes foram eliminados no Colosso da Lagoa.

O Paysandu dependia apenas de si para voltar à Série B. Bastava a difícil tarefa de vencer o Ypiranga-RS no Colosso da Lago. O Papão teve mais posse de bola, mas levou pouco perigo ao gol adversário. Deivity fez três defesa ao longo de toda partida. A derrota mantém o bicolor paraense por mais uma temporada na Série C, que disputa desde 2019. (Com informações GR / Foto: Silvio Garrido)

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Pará

Embarcações de passageiros estão proibidas a partir desta quinta entre Pará e Amazonas

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Está proibida, a partir desta quinta-feira (14), a circulação de embarcações de passageiros entre os estados do Pará e do Amazonas, como medida de prevenção à proliferação da Covid-19. A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), por meio do Decreto Estadual 1.273/2020.

A partir deste momento, os órgãos e as entidades enquadrados no Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, assim como àqueles responsáveis pela fiscalização dos serviços públicos de transporte, ficam autorizados a aplicar sanções para os casos de descumprimento, que podem ser: advertência; multa de R$ 10 mil por embarcação, no caso de reincidência; até a apreensão da embarcação. 

A aplicação das penalidades previstas pelo decreto não exclui que os responsáveis pelas embarcações sofram, também, responsabilizações civis ou criminais.

“Esta é uma medida preventiva, porque estamos vendo que o Amazonas voltou a ter números altos de hospitalização pela doença. Por isto, o Pará decidiu proibir embarcações de passageiros, estando liberadas aquelas que fazem o transporte de cargas. Seguem liberados também os transportes terrestres”, explicou Ricardo Sefer, procurador-geral do Pará.

Em suas redes sociais, na noite de quarta-feira (14), o governador do Pará, Helder Barbalho reforçou que a medida visa garantir que pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, oriundas do Amazonas, entrem em território paraense e acabem aumentando o número de casos da doença no Pará. 

“Isto é uma medida fundamental para evitar o contágio dentro do Estado e, consequentemente, evitar problemas de saúde em face da pandemia. Portanto, nossas fronteiras com o Amazonas estarão fechadas, com fiscalizações da Polícia Militar do Pará e apoio de embarcações e aeronaves, para que possamos fazer cumprir a medida preventiva de restrição e proteger nossa população”, informou o chefe do Poder Executivo.

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Pará

No Pará, homem tem surto psicótico, agride policiais e acaba morto

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Um homem identificado como Luís Carlos Rodrigues, de 44 anos, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, 11, depois de atacar policiais militares das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), possivelmente durante um surto psicótico. A tragédia aconteceu na rua Tancredo Neves, na comunidade Fé em Deus, no bairro do Tenoné, em Belém, por volta de 17h30. A confusão que resultou na morte do deficiente mental foi registrada em vídeo por diversos moradores da localidade e amplamente divulgada nas redes sociais.

De acordo com vizinhos da vítima, Luís Carlos Rodrigues teria tido um surto por volta das 15h30 e começou a quebrar toda a residência onde morava a pouco tempo com a família, situada na vila da Lourdes. Os parentes dele, assustados, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel (SAMU) e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMP) para tentar conter a fúria do homem, que estava transtornado. Ainda conforme relatos dos moradores do entorno, as equipes de socorristas do Samu e dos bombeiros também foram agredidas por Luís Carlos. O homem, segundo testemunhas, empunhava um barra de ferro pesada e com o objeto teria quebrado a ambulância e a viatura do CBMP. Estilhaços de vidro dos dois veículos se espalharam pela via e as equipes, com medo, acabaram deixando o local rapidamente.

Moradores e comerciantes do entorno, apavorados, se trancaram em suas casas e se esconderam, com receio de também serem atacados por Luís Carlos, que continuava visivelmente alterado.

Ainda numa tentativa de frear a violência de Luís Carlos, foi requisitado o apoio das Rotam, que chegaram ao local por volta de 17h20. O homem, no entanto, ao se ver encurralado por vários policiais armados, não exitou e começou a agredir os agentes de segurança pública, ainda com a barra de ferro. Os policiais revidaram a ação e dispararam munições de borracha contra ele, mas os tiros não o contiveram. Luís Carlos continuou a se insurgir contra os policiais e correu atrás de um deles para tentar espancá-lo. O PM,  que corria de costas, tropeçou e caiu ao chão. Luís Carlos, então, o golpeou pelo menos três vezes na região da cabeça. Para impedir que o policial fosse morto, os agentes de segurança pública efetuaram disparos de arma de fogo contra Luís Carlos, que morreu ainda no local.

O PM ferido, identificado apenas como cabo Vilhena, foi amparado por colegas de farda e por moradores do entorno, ainda no local. Ele foi socorrido por uma guarnição da PM e levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci, distrito de Belém, em estado gravíssimo. Em seguida, foi transferido para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e até o fechamento desta edição o estado do policial era considerado grave.  

A família de Luís Carlos se manteve perto do cadáver e lamentou a tragédia. O corpo dele foi removido e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) no final da noite.

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