O ex-chefe do controle interno da Câmara Municipal de São Miguel do Tocantins é suspeito de realizar diversas transferências da conta corrente da Casa de Leis direto para uma conta de sua titularidade. O montante movimentado soma R$ 28.654,32.

O caso chegou ao conhecimento do Ministério Público do Tocantins através de representação formulada pela vereadora Maria da Consolação Oliveira Sousa, ex-presidente da Câmara.

Para coletar mais informações, depoimentos e perícias, o MPTO instaurou inquérito civil. O promotor responsável é Elizon de Sousa Medrado, da Promotoria de Justiça de Itaguatins.

A vereadora disse ao MPTO que ela, enquanto presidente, repassou a senha do gerenciador financeiro da conta bancária da Câmara para o servidor R.S.J, que ocupava o cargo de chefe do controle interno.

No relato, a vereadora também afirma que a contabilidade identificou supostos desvios de dinheiro da conta corrente da Câmara durante sua gestão.  

O ex-funcionário teria realizado as transferências utilizando a senha do gerenciador e da tesoureira. Para os desvios não serem identificados, o servidor ainda teria falsificado os extratos bancários e Guia da Previdência Social.

“A conduta perpetrada pelo investigado constitui crime contra administração pública, bem como, prática de ato de improbidade administrativa”, disse o MPTO no inquérito.

Pedido de informações

O MPTO requisitou à Câmara de São Miguel o ato de nomeação e exoneração do ex-servidor e notificou o ex-servidor e a vereadora Maria da Consolação para prestarem depoimento.

Além disso, o órgão encaminhou ofício à delegacia de Polícia Civil de São Miguel requisitando a instauração de procedimento investigatório para a apuração do caso na esfera criminal. (Agnaldo Araújo/AF Notícias)

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