- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
segunda-feira, 16 / maio / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

Sem esgotos, Pará tem o segundo pior saneamento do Brasil

Mais Lidas

O Atlas do Saneamento 2011, divulgado ontem pelo IBGE, informa que, dos 143 municípios paraenses, somente 6% têm rede de esgoto em ao menos um bairro. Nos outros 135 municípios, as alternativas são fossas sépticas e sumidouro, fossa rudimentar, fossa seca e vala a céu aberto. A situação só é pior no Piauí, onde 96% dos municípios não têm rede de esgoto. O estudo foi feito entre 2000 e 2008. A Região Metropolitana de Belém está entre as áreas de mais alta densidade do país com o menor número de esgotos sanitários. Em Belém são 22.300 residências sem rede de esgoto, cerca de 42% dos domicílios. A região metropolitana de Manaus tem 46%, ou 29.768 casas sem o serviço.

‘Tal processo se estende com amplitude nas regiões Norte e Nordeste, onde mesmo as áreas que exibem números positivos de crescimento absoluto são acompanhadas de fracos resultados em melhorias de esgotamento sanitário’, diz o Atlas.

É na região Norte a pior situação: apenas 13,3% das cidades têm rede de esgoto, em 3,5% dos domicílios. No Nordeste, a rede de esgoto é uma realidade para 45,6% dos municípios e, no Sudeste, para 95%. Já em todo o País, a rede de esgoto avançou, passando de 52,2% municípios contemplados em 2000 para 55,1% em 2008, equivalente a 45,8% das residências do País.

Quanto ao desperdício de água, nas cidades médias ou grandes, em mais da metade dos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes a perda varia de 20% a 50% entre a captação e o consumo. Santarém e Castanhal aparecem ao lado das capitais Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Boa Vista (RR), em desperdício. Já entre as cidades com até 100 mil habitantes estão nessa condição Afuá, Alenquer, Breu Branco, Breves, Capitão Poço, Conceição do Araguaia, Curuçá, Dom Eliseu, Irituia, Itupiranga, Juruti, Marituba, Moju, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Portel, Salinópolis, Soure e Vigia. O Atlas mostra que 21% dos municípios do Pará racionam água. Em 30 deles o racionamento é constante e independe da época do ano, a maioria no Marajó e do nordeste do Estado, mas a lista inclui Parauapebas, Oriximiná e Barcarena. Em outras 26 cidades, o racionamento ocorre em períodos do ano e em 17 o regime é esporádico.

Em todo o País, 23% dos municípios enfrentam racionamento de água, em 41% deles com racionamento constante. Além de racionar água, alguns municípios sofreram com inundações nas áreas urbanas. O Atlas aponta que 90% das cidades do País, em 2008, não tinham como conter a água das chuvas. Por conta disso, 2.274 cidades (40,8%), dentre elas 14 do Pará, tiveram inundações na área urbana. Enchentes em áreas que raramente alagam aconteceram em 698 municípios. O estudo levou em conta oito fatores que agravam inundações nas cidades – como ocupação desordenada, desmatamento e lançamento inadequado de resíduos sólidos – e mostrou a distribuição desses fatores por município. (O Liberal)

- Publicidade -spot_img
Assinar
Notificar-me
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias