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A Secretaria de Estado de Transporte (Setran) avança na reconstrução da ponte Cidade Moju, no município de Moju, nordeste paraense. Com a última etapa da obra, a estrutura pertencente ao complexo de pontes da Alça Viária, interditada em março deste ano após ser atingida por uma balsa, segue com a retirada de escombros para posterior colocação de pilares e conseguinte recuperação total.

Segundo o engenheiro da Setran Jorge Andrade, responsável pela fiscalização dos serviços, a última etapa dos trabalhos, iniciada nesta quarta-feira, 22, terá três fases. “A primeira consiste na retirada dos escombros submersos. A segunda é a retirada dos lingotes pendurados na estrutura, e a terceira e última será a reconstrução do pilar atingindo e a implantação das vigas de ferro e concreto para a restauração completa da ponte”, explica.

Um grupo de 120 funcionários da construtora Paulitec, empresa responsável pela obra, se reveza nos trabalhos. ”A retirada dos escombros submersos dependia da conclusão do plano de segurança feito pela empresa vencedora da licitação. Desde o dia 15 deste mês uma equipe de mergulhadores já trabalha com a limpeza dos entulhos para facilitar o corte e a retirada desses materiais de dentro da água”, afirma Jorge Andrade.

Segundo ele, a fase final de reconstrução da ponte é resultado dos avanços obtidos na etapa anterior. “No projeto inicial, conseguimos implantar os dois pilares sustentáveis e dar mais suporte à ponte. Sem essas estruturas metálicas erguidas nos dois lados da obra, não tínhamos como retirar os escombros e iniciar a segunda fase do projeto”, ressalta o engenheiro.

No canteiro de obras montado ao lado da ponte, uma balsa, dois rebocadores e uma lancha garantem a estrutura do serviço. Enquanto os mergulhadores cortam parte dos escombros submersos com a ajuda de uma maquina de fio diamantado (tecnologia usada para cortar blocos de concretos e metal com mais precisão), dois guindastes instalados na balsa – um com capacidade para 80 e outro para 75 toneladas – se revezam para retirar os entulhos da água. Segundo o engenheiro Tiago Garcia, da Paulitec, a retirada de todos os escombros do rio segue as normas ambientais do projeto.

“Desde o início de formulação do projeto de reconstrução da ponte, a Setran sempre se preocupou com o aspecto ambiental da obra. Por isso, tivemos o cuidado de seguir as normas ambientais para que nenhum escombro da estrutura atingida fique submerso no rio. Por essa razão, a reconstrução do novo pilar só será feita quando toda a limpeza de entulhos terminar e tivermos certeza que todos os escombros foram retirados da água”, ressalta Tiago Garcia.

Travessia

Enquanto o tráfego permanece interditado nesse perímetro da Alça Viária, o serviço de travessia de veículos continua sendo feito gratuitamente por três balsas, operadas em regime de revezamento. Segundo os órgãos de segurança pública responsáveis pela fiscalização do serviço, a maior embarcação tem capacidade para 50 veículos grandes, e as menores suportam 40 carros grandes e pequenos.

Para garantir maior segurança aos motoristas e moradores da área que usam o serviço, além de equipes da Setran, funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Defesa Civil e Corpo de Bombeiros atendem a população no local.

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