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Tocantins

Sindicatos pedem auditoria nas contas do PLANSAÚDE

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Secretário recebe da presidente do SIMED oficialização de paralisação de médicos

Secretário recebe da presidente do SIMED oficialização de paralisação de médicos

Representantes dos sindicatos dos médicos, enfermeiros, profissionais de Educação Física, cirurgiões dentistas, da Educação e dos policiais civis protocolaram nesta terça-feira, 9, na Secretaria Estadual da Administração (SECAD), pedido de auditoria no PLANSAÚDE e de regularização nos pagamentos do plano. Ontem, os médicos deixaram de atender usuários do PLANSAÚDE, devido aos atrasos nos repasses.

A entrega do documento aconteceu após reunião entre os sindicalistas e o secretário da SECAD, Lúcio Mascarenhas. Antes do encontro, o clima era de muita tensão na SECAD, já que o secretário informou, por meio de sua assessoria, que não receberia os representantes de sindicatos, pois teria que cumprir agenda na Casa Civil, e somente poderia atendê-los no final da tarde. Após os sindicalistas protocolarem o documento informando da paralisação dos médicos e sair do prédio, Mascarenhas mudou de idéia, voltou e se reuniu com eles a portas fechadas.

Depois da reunião, a presidente do Sindicato dos Médicos do Tocantins (SIMED), Janice Painkow, afirmou que a paralisação permanece até que sejam pagas as faturas dos médicos em atraso. “A gente não pode admitir que o PLANSAÚDE continue atrasando e sem pagar o prestador de serviço que é o médico. Fomos bem claros com o secretário de que não vamos assumir nem a rede prestadora e nem o usuário”, desabafou.

Segundo o presidente do Sindicado dos Servidores Públicos do Tocantins (SISEPE), Cleiton Pinheiro, “o mais agravante é que o PLANSAÚDE continua arrecadando, com o desconto na folha dos servidores, e eles continuam sem os atendimentos. Queremos uma auditoria para saber como estão sendo destinadas as arrecadações”, enfatizou.

SECAD

Para o secretário Lúcio Mascarenhas, o desequilíbrio nas contas do PLANSAÚDE foi desencadeado pela utilização do plano pelos aposentados, tendo em vista que a contribuição dos mesmos ao Instituto de Previdência do Estado   (IGEPREV) não pode ser usado para pagar a despesa do PLANSAÚDE. “Os inativos (aposentados) estão no plano desde 2003. Mas a partir de 2007 não pudemos mais utilizar o dinheiro da previdência para custear a despesa do plano e isso foi a causa do desequilíbrio financeiro”, disse.

Segundo ele, a despesa mensal do PLANSAÚDE é de R$ 15 milhões, sendo que a arrecadação dos 39 mil servidores contribuintes é de R$ 13 milhões, o que deixa sempre um déficit de R$ 2 milhões. “Atualmente, no Estado, são 89 mil usuários do plano, ou seja, mais de 50% deles são dependentes. Todo servidor teria que pagar R$ 356 ao PLANSAÚDE, no entanto, o desconto varia de acordo com o percentual de seu salário”, disse. Segundo ele, a contribuição dos servidores equivale a 63% da despesa, o que complementa o valor.

Mascarenhas disse que até a próxima semana será regularizado o pagamento da pessoa física. “Pedi um prazo de 120 dias. Na prática, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em abril, vem sendo cumprido e ao fim dele todas as dívidas do PLANSAÚDE serão sanadas”, afirmou, acrescentando que mesmo em caso de paralisação dos médicos os atendimentos de urgência e emergência não podem ser suspendidos e que, se houver descumprimento, o Estado tomará as medidas judiciais cabíveis.Sobre o pedido de auditoria feito pelos sindicatos, em nota, a SECAD informou que o documento protocolado pelos sindicatos dos servidores públicos já estava em análise no setor responsável para posterior deliberação. (JT)

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Tocantins

Leitos de UTIs para Covid são bloqueados no Tocantins por risco de desabastecimento

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O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) que administra leitos de UTI para Covid-19 nos três maiores hospitais do Tocantins, anunciou nesta quarta-feira (20) o bloqueio de parte dos leitos. A justificativa apresentada pelo instituto é de que há risco de desabastecimento nas unidades, mas não foi informado qual o produto que está sob risco de faltar. O Instituto afirma que há problemas no “abastecimento de materiais e medicamentos essenciais para o tratamento dos pacientes internados”.

O ISAC disse que os leitos bloqueados estão no Hospital Geral de Palmas e também nos Hospitais Regionais de Araguaína e Gurupi. Segundo a nota, “atualmente, as unidades citadas não possuem condições de novas admissões até que o abastecimento seja normalizado pelos fornecedores”.

O ISAC informou que o bloqueio atinge 17 leitos que estão livres atualmente na unidade. Segundo o portal Integra Tocantins, alimentado pelo Governo do Estado, atualmente há 24 leitos livres nas três unidades. Os outros sete leitos que estão livres já estavam bloqueados antes da decisão do instituto pela equipe de controle de bactérias do hospital, já que alguns pacientes não podem ficar perto de outros, e também por casos de pacientes suspeitos.

A nota afirma ainda que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) havia sido notificada sobre o risco de desabastecimento em três ocasiões e que a situação não foi normalizada.

O painel que monitora a ocupação de leitos na rede hospitalar, o Integra Tocantins, indica que até à 16h havia 43 pacientes internados nas UTIs das três unidades citadas pelo ISAC e 24 vagas livres nos três hospitais. Veja a situação de cada hospital:

  • Hospital Geral de Palmas – 17 leitos ocupados e 13 livres (57% de ocupação)
  • Hospital Regional de Araguaína – 12 leitos ocupados e cinco livres (71% de ocupação)
  • Hospital Regional de Gurupi – 14 leitos ocupados e seis livres (70% de ocupação)

Já há relatos de pacientes que aguardam transferências para UTIs nas unidades e não estão conseguindo. É o caso de Carlos Antônio Pereira Paz. Ele está internado na Unidade de Pronto Atendimento da região norte da capital e a família conseguiu uma liminar na Justiça que determina a transferência dele para uma UTI. Uma sobrinha do paciente informou que quando a UTI móvel chegou para realizar a transferência eles foram informados que o HGP não poderia receber o paciente. A justificativa apresentada a eles foi de falta de pagamento de salário aos enfermeiros.

O ISAC afirma no entanto que o bloqueio dos leitos é por causa do risco de desabastecimento e não de atrasos nos pagamentos. A folha de pagamento de dezembro é a única, segundo o instituto, que está atrasada.

A SES foi procurada para explicar a situação e dizer para onde os pacientes que precisarem de UTI serão encaminhados enquanto o bloqueio durar. O G1 aguarda retorno da pasta.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiu terceirizar o gerenciamento e operacionalização dos leitos de UTI adultos do Hospital Geral de Palmas e dos Hospitais Regionais de Gurupi e Araguaína em agosto. O governo contratou o Instituto Isac pelo valor de R$ 33,2 milhões, sem licitação. O contrato tem validade de pelo período de seis meses, mas prevê a prorrogação sucessiva enquanto durar a pandemia.

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Tocantins

Para enfrentar a crise, 64% das empresas tocantinenses vendem por canais digitais

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O comércio eletrônico foi a forma que a grande maioria das empresas encontrou para enfrentar a crise gerada pela pandemia de Covid-19. De acordo com a 9ª edição da pesquisa “O Impacto da Pandemia de Coronavírus”, elaborada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sete em cada dez empresas brasileiras já atuam nas redes sociais, aplicativos ou internet para impulsionar suas vendas. Em maio, bem no início da pandemia, esse percentual era de 59%.

Para o superintendente do Sebrae Tocantins, Moisés Gomes, a internet tem sido uma grande aliada na sobrevivência dos negócios. “As compras pela internet se intensificaram e os empresários tiveram que se readaptar para manter o negócio funcionando. O ambiente virtual se tornou um aliado cada vez mais forte e importante para compra e venda de produtos e serviços”, afirmou.

No Tocantins, a plataforma WhatsApp é a preferida pelos empreendedores que inseriram o mundo virtual nas suas vendas, com 94% de adeptos. Instagram e Facebook são as próximas opções, com 47% e 39%, respectivamente. Apenas 8% dos negócios vendem por sites próprios.

“Isso demonstra que plataformas já conhecidas e com grande capilaridade são mais procuradas pelos empreendedores, que levam em consideração custos de manutenção e a confiabilidade do meio”, destacou Gomes.

Outro dado apontado pela pesquisa é que 59% das empresas tocantinenses continuam funcionando, mas tiveram mudanças em suas rotinas em 2020. Além disso, 34% dos entrevistados comercializaram novos produtos e serviços desde o surgimento da crise do coronavírus. Para 45% dos empresários tocantinenses, os desafios estabelecidos pela instabilidade provocaram mudanças valiosas em seus negócios.

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Tocantins

Ministério da Saúde aumenta de 29 mil para 44 mil doses da Coronavac para o Tocantins

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A quantidade de doses da vacina CoronaVac, que inicialmente seria de 29.840 para o Tocantins, teve porção aumentada para 44 mil. A informação foi oficializada pelo secretário de estado da Saúde, Edgar Tollini, na noite desta segunda-feira, 18, no lançamento da campanha de vacinação contra a Covid-19.

Essas doses serão destinada para profissionais da saúde, idosos e indígenas.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e, no Brasil, será produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O uso emergencial da vacina foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no domingo (17). A agência também aprovou o uso emergencial da vacina de Oxford, cujas doses devem chegar ao país nas próximas semanas.

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