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Tocantins

Somente em 2019, seis pessoas no TO morreram após descarga elétrica

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Somente neste ano, segundo o Corpo de Bombeiros, seis pessoas morreram em consequência de choques elétricos no Tocantins. Já em 2018, em todo País foram registrados 1.424 acidentes com origem elétrica, sendo 836 choques, 537 incêndios por sobrecarga ou curto-circuito e 51 descargas atmosféricas (raios). Isso representou um aumento de 2,67% em comparação ao ano anterior e de 37,2% em relação a 2013.

Os números somam os casos fatais e não fatais. O dado consta do Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica e foi pela Associação Brasileira de Conscientização dos Perigos de Eletricidade (Abracopel).

No Tocantins, no último dia 30 de setembro, uma mulher de 62 anos morreu após supostamente receber uma descarga elétrica enquanto fazia uma ligação no celular, em Palmas. O caso ocorreu na região sul de Palmas durante uma forte chuva registrada na cidade.

Conforme a Perícia, o aparelho da mulher estava carregando na tomada quando o acidente aconteceu. A vítima, identificada como Ildete Luis da Silva, foi socorrida pela família e levada para o Pronto Atendimento Sul (UPA), mas não resistiu e faleceu.

O Brasil é o campeão mundial na incidência de raios, com 50 milhões de casos por ano, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os raios são produzidos dentro das nuvens, quando partículas de gelo que estão eletricamente carregadas se tocam. A fricção entre essas cargas produz uma faísca, que quando atingem uma grande quantidade, elas se aproximam do solo, procurando os pontos mais próximos a ela e formando os raios.

O Estado, nesta época do ano é caracterizado pelas ventanias e a grande incidência de raios e trovões, além dos acidentes de trânsito provocados pelas pistas molhadas, das quedas de árvores e outros objetos que aumentam o risco de acidentes com a rede elétrica.

Cuidados

Por este motivo, neste período, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Tocantins (SINDIPERITO) orienta que as pessoas se afastem de árvores e postes de energia durante a chuva. “Os veículos são abrigos adequados, já que os pneus de borracha proporcionam um bom nível de isolamento em caso de raios que atinjam o solo. Outra dica importante é evitar contato com cercas de arame ou outros tipos de metais e varais metálicos”, alerta o vice-presidente da entidade, Silvio Jaca.

Silvio também menciona que muitos acidentes relacionados a choques elétricos se devem ao fato das instalações elétricas de muitas residências serem feitas sem projeto ou sem observância das normas específicas ou por um profissional não especializado na área. Outras causas atribuídas são as gambiarras elétricas, a falta de manutenção e o uso de uma mesma tomada para conexão de diversos equipamentos ao mesmo tempo. “Na zona rural, outros problemas também são manuseios de máquinas agrícolas próximas a linhas de distribuição e as construções fora das distâncias mínimas exigidas por onde passam essas linhas de distribuição”, completa.

Por último, o vice-presidente ressalta que é importante que as pessoas tenham consciência que no momento de uma tempestade ou até mesmo só a incidência de raios, que elas não utilizem aparelhos telefônicos com linha fixa ou aparelhos celulares ligados ao carregador na tomada. “Atender telefone ligado a uma rede durante chuva, ou pouco antes, é um atrativo para uma descarga elétrica. Muitos acidentes desta natureza acontecem pelo fato das pessoas desconhecerem os riscos que a eletricidade representa, como, por exemplo, usar o celular enquanto está carregando que é arriscado mesmo em dias sem chuva”, reforça.

Primeiros Socorros

O cardiologista Eliakin Radke destaca que saber o que fazer em caso de choque elétrico é importante para salvar a vida da vítima. Além de ajudar a evitar consequências como queimaduras graves ou parada cardíaca, também ajuda a proteger a pessoa que faz o salvamento contra os perigos da energia elétrica.

Até mesmo porque, de acordo com o especialista, o impacto de um choque causa inúmeros prejuízos à saúde. “A queda do raio pode causar parada cardíaca, convulsões, lesões cerebrais, danos na medula espinhal, amnésia, cegueira, estresse pós-traumático e risco de morte súbita”.

Porém, o cardiologista explica que caso uma pessoa seja atingida por um raio, não há motivo para ter medo porque a vítima não irá reter carga elétrica, sendo seguro tocá-la, diferente de um choque da rede elétrica onde não é seguro tocar a vítima antes de ter certeza que foi desligada. Segundo ele, a primeira conduta é solicitar ajuda, ligando para serviços de emergência imediatamente. Após os primeiros socorros, o médico orienta mover a pessoa para um local seguro. “A vítima que recebeu choque elétrico e pode ter sofrido queimaduras, se estiver inconsciente ou em parada cardio respiratória, deve imediatamente ser realizado medidas de reanimação até a chegada do serviço de atendimento”, alerta.

O médico também observa que as chances de salvamento da vítima eletrocutada diminuem com o tempo e a partir do 4º minuto de ter recebido o choque elétrico as possibilidades de sobrevivência são inferiores a 50%. “Dessa forma, estes primeiros socorros devem ser iniciados o mais rápido possível, para evitar que a corrente elétrica faça muitos danos no organismo e resulte em complicações graves”, finaliza. (Cênicas Comunicação)

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Tocantins

Adapec intensifica fiscalização de veículos visando combater trânsito irregular de produtos de origem animal no Tocantins

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Entre os dias 20 e 22 de outubro, uma equipe da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) realizou uma série de blitz em rodovias e vias de acesso à Palmas, para fiscalizar o trânsito de produtos de origem animal, e consequentemente combater a clandestinidade. Ao todo foram fiscalizados 211 veículos, apenas em um foi apreendido o equivalente a 370 quilos de queijos impróprios para o consumo.  As atividades continuarão em outras regiões do Estado.

No caso da irregularidade citada, o condutor foi multado em R$ 2,5 mil e os produtos apreendidos foram descartados no aterro sanitário. “Os queijos estavam em sacos plásticos sem qualquer identificação de selo de inspeção oficial, origem, data de fabricação, além disso, estavam mal acondicionados em veículo inapropriado, já que o alimento é altamente perecível, portanto é considerado um risco à saúde pública”, disse o inspetor de defesa agropecuária da Agência, Ricardo Matarazzo.

“Nesse momento em que ainda estamos vivendo uma pandemia devemos evitar ainda mais contaminação por alimentos clandestinos para diminuir riscos à saúde da população. O consumidor também deve ter cuidado redobrado e exigir o selo de inspeção que garante a qualidade do produto”, enfatizou o presidente da instituição, Alberto Mendes da Rocha.  

A Adapec conta um canal de denúncias, reclamações e elogios, sem que o usuário precise se identificar, é o Disque Defesa pelo contato 0 800 63 11 22, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, uma ferramenta gratuita que tem colaborado muito com o combate aos produtos clandestinos.

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Tocantins

Corpo não reclamado de Manoel Pedro da Silva aguarda no IML do Tocantins desde 2018

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O Instituto de Medicina Legal (IML), órgão vinculado à Superintendência da Polícia Científica da Polícia Civil do Tocantins, informa que aguarda manifestação de familiares ou conhecidos para reclamar o corpo de Manoel Pedro da Silva. O cadáver não reclamado encontra-se sob a responsabilidade do Núcleo Especializado do IML, na Capital, e necessita ter a identidade confirmada.

Manoel Pedro da Silva, de 76 anos deu entrada no Hospital Geral de Palmas (HGP) no dia seis de maio de 2016, encaminhado pelo Hospital Regional de Porto Nacional-TO. Sem portar nenhum documento, ele informou que seu nome e disse que havia nascido em 1º de fevereiro de 1944, sendo natural do estado de Pernambuco e filho de Manoel Pedro Da Silva e Quitéria Pereira. Depois de dois anos e cinco meses internado, o senhor Manoel veio a óbito e foi encaminhado para o IML. Entre suas características, estão a estatura (1,70m), aproximadamente 52 kg, calvo e pelos brancos.

A história

O senhor Manoel Pedro da Silva teve uma história difícil quanto a sua identificação. Antes de vir a óbito, o serviço social do HGP, tentou inúmeras vezes identificar seus familiares. Após o relato do paciente sobre alguma possibilidade dos seus familiares, o serviço social entrou em contato com hospitais, cartórios e paróquias das cidades de Fátima-TO, Recife-PE e Palmares-PE. Porém não houve êxito em nenhuma das tentativas.

Ainda em vida, seu Manoel tinha vontade de ir para uma casa abrigo quando se recuperasse. Foi então que o Instituto de Identificação recolheu as digitais do paciente para realizar as buscas do registro civil, porém nenhum registro foi encontrado.

As buscas continuaram ao longo de 2016 a 2018, quando no dia dia 27/10/2018 veio a óbito e deu entrada, no mesmo dia, no IML. Até então, o órgão aguarda manifestação dos familiares para que sua identidade confirmada e o corpo seja liberado.

Informações

O IML solicita que informações que possam ajudar na localização dos familiares da vítima sejam repassadas diretamente ao IML, por meio do telefone (63) 3218-6840 ou presencialmente na sede do Instituto, a qual fica localizada na Quadra 304 Sul, Avenida NS 04, Lote 02, Palmas, Tocantins.

Para reclamar um corpo, o familiar deve ligar no IML, telefone 3218-6840, para checagem dos dados. Depois, deve comparecer à unidade munido de documentos que comprovem o parentesco. Em seguida, o corpo é liberado, entregue à família e/ou à funerária com a devida procuração.

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Tocantins

Suspeito de homicídio ocorrido há 14 anos em Palmas é preso em Goiás

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O suspeito de um homicídio ocorrido há 14 anos em Palmas foi preso pela Polícia Civil do estado de Goiás nesta quarta-feira, 21, mediante a cumprimento de mandado de prisão, no município de Águas Lindas (GO). Na época do crime, em 2006, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) de Palmas, depois de intensa investigação, representou pela prisão do suspeito junto ao Poder Judiciário e desde, então, ele era considerado foragido.

De acordo com as investigações da 1ª DHPP de Palmas, o homem que matou a vítima a facadas, um homem de 33 anos, teria praticado o crime após um desentendimento entre os dois. O crime aconteceu na região sul de Palmas, no setor Santa Bárbara, região sul da Capital.

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