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Bastidores

Tiago Dimas defende foco na geração de empregos, com atenção especial à juventude

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O deputado federal Tiago Dimas (SD-TO) defendeu, nesta quinta-feira, 4 de julho, a necessidade de o país, sobretudo o governo federal e o Congresso, concentro todos os seus esforços no combate ao desemprego, dando uma atenção especial à juventude do Brasil. Autor do requerimento, o deputado presidiu audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços para debater políticas públicas de estímulo ao primeiro emprego e menor aprendiz.

A audiência contou com o secretário de Políticas Públicas para o Emprego do Ministério da Economia, Fernando de Holanda Barbosa Filho, da procuradora do Trabalho Patricia de Mello Sanfelici, da presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), Noêmia Aparecida Garcia Porto, do diretor de Operações do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Gustavo Leal, da analista do Sebrea Rejane Risuenho, do superintendente do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), Marcelo Miqueleti Gallo, do membro do conselho de Administração do Instituto Ludwig von Mises – IMB/Brasil Rodrigo Saraiva Marinho, do superintendente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Marcio Milan, do diretor-executivo dos Sindicatos dos Atacadistas Anderson Pereira Nunes e do sindicato dos Revendedores de Combustíveis no Distrito Federal, Paulo Roberto Correa Tavares.

A audiência pública teve cerca de 2 horas e 20 minutos e cada participantes pode fazer sua explanação sobre a contratação de jovens para o mercado de trabalho. “A audiência foi muito proveitosa, pois o governo pode ouvir todas as opiniões e, com esses dados, pode qualificar a sua proposta”, explicou o deputado federal.

Além dos participantes, diversas pessoas representantes de entidades e instituições públicas acompanharam a audiência, entre eles o superintendente de Juventude do governo do Tocantins, Guilherme Lucas.

Desemprego

No seu discurso, Tiago Dimas destacou o elevado percentual de jovens desempregados no Brasil, que é mais do que dobro da média nacional.

“Enquanto o desemprego no Brasil ronda os 12% da população economicamente ativa, estimativa do IBGE (instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta uma taxa de 25,2% entre as pessoas com até 24 anos. É mais do que o dobro da já altíssima taxa nacional”, ressaltou o parlamentar.

Segundo Tiago Dimas, é necessário um trabalho conjunto de todos para que se possa levar esperanças essas jovens. “Na Câmara estamos debatendo muito o futuro dos trabalhadores, mas temos que cuidar também dos trabalhadores do futuro”, ressaltou o parlamentar.

Durante a audiência, o representante do governo reafirmou o interesse em mudar os programas de incentivo, fazendo com que ele funcione melhor e possibilite a contratação de mais jovens. Fernando Holanda, questionado pelos órgãos fiscalizadores, garantiu que não há qualquer intenção com o programa. “Hoje o Brasil deveria ter cerca 800 mil menores aprendizes contratados, mas temos 470 mil. Não alcançamos a cota e isso tem que ser revisto”, salientou Fernando Holanda, ao dizer que a parceria precisa ser boa para os jovens, mas também para o empresário, sem imposições.

Quase todas as manifestações convergiram sobre a importância de o jovem poder entrar no mercado de trabalho e de haver integração entre as escolas técnicas e instituto de tecnologia com o mercado de trabalho. Os órgãos de fiscalização também ressalvaram que as mudanças têm de proteger os direitos dos trabalhadores, evitando a existência de exploração indevida.

Trabalho Legislativo

“Além de o governo ter coletado os dados necessários para montar a sua proposta, isso também valeu para o nosso gabinete. Vou estudar com a Consultoria Legislativa da Câmara a montagem de um projeto próprio nosso para incentivar o emprego de jovens. Caso o governo leve a casa uma proposta antes de nós, iremos tentar aproveitar o texto através de emendas”, explicou o parlamentar, ao destacar que o assunto é de suma relevância. “Dos 13 milhões de desempregados no Brasil, 4 milhões são jovens, quase um terço. Isso é um problema gravíssimo”, destacou.

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Bastidores

Enfermeira é a primeira vacinada do país contra Covid-19

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A enfermeira Mônica Calazans, 54, é a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a COVID-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

“Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar”, afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

Em maio, quando a primeira onda da pandemia entrava na fase de pico em São Paulo, Mônica decidiu se inscrever para vagas de enfermagem com contrato por tempo determinado. Entre vários hospitais, escolheu trabalhar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas mesmo sabendo que estaria no epicentro do combate ao coronavírus. “A vocação falou mais alto”, afirmou.

Residente em Itaquera, na zona leste da capital, Mônica trabalha em turnos de 12 horas, em dias alternados, na UTI do Emílio Ribas, hospital de referência para casos graves de COVID-19. O setor tem 60 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes com coronavírus, com taxa de ocupação média de 90%.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e decidiu fazer faculdade já numa fase mais madura, obtendo o diploma aos 47 anos. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito na pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse.

Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos, e cuida da mãe, que aos 72 anos vive sozinha em outra casa. Por isso, Mônica é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento tanto no trabalho quanto em casa – até agora, nenhum dos três foi contaminado pelo coronavírus. Apesar disso, Mônica viu a COVID-19 afetar sua família quando o irmão caçula, que é auxiliar de enfermagem e tem 44 anos, ficou internado por 20 dias devido à doença.

Apesar da rotina intensa, a enfermeira mantém o otimismo e o equilíbrio emocional. Torcedora do Corinthians, Mônica aproveita as folgas no hospital para assistir aos jogos do clube de coração. Ela também é fã de de séries de TV e das canções de Seu Jorge, artista favorito da enfermeira.

Mônica se apoia na fé para manter a confiança e faz orações diariamente por si própria, familiares, colegas do trabalho e, principalmente, pelos pacientes. “Eu tenho sempre em mente que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim. Tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que também me ajuda é o prazer que sinto com o meu trabalho”, concluiu.

Primeira vacinadora

A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo.

Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças. Para Jéssica, o início da vacinação contra a COVID-19 é um marco histórico na própria carreira e, sobretudo, para o Brasil.

“Não esperava ser a pessoa a aplicar esta primeira dose. Isto me enche de orgulho e esperança de que mais pessoas sejam protegidas da COVID-19 e que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento”, afirmou Jéssica.

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Bastidores

Anvisa devolve pedido de uso emergencial da Sputnik

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MOSCOW, RUSSIA – DECEMBER 28, 2020: Vials containing the Gam-COVID-Vak (Sputnik V) vaccine are on display during vaccination against COVID-19 at Branch No 8 of Moscow’s outpatient clinic No 121. Vladimir Gerdo/TASS.No use Russia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devolveu o pedido de uso emergencial da Sputnik V ao laboratório responsável pela vacina. Segundo a Anvisa, o pedido foi devolvido porque o laboratório não apresentou os requisitos mínimos para que o pedido de uso emergencial pudesse ser analisado pela agência. 

De acordo com a Anvisa, apenas vacinas que estejam na Fase 3 de estudos clínicos no Brasil podem solicitar permissão para uso emergencial. Esse não é o caso da Sputnik V, desenvolvida pela Rússia. 

A Sputnik já solicitou pedido para que os testes de Fase 3 sejam realizados no Brasil, mas isso ainda não foi aprovado pela Anvisa, já que o laboratório responsável pela vacina não enviou informações que foram solicitadas pela agência.

A autorização para as pesquisas de Fase 3 da Sputnik foi solicitada à Anvisa no dia 31 de dezembro do ano passado. No dia 4 de janeiro deste ano, a agência constatou que faltam documentos e solicitou que o laboratório complemente as informações. A agência informou que aguarda a chegada desses dados. 

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Bastidores

CoronaVac recebe aval da área técnica da Anvisa

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Reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa de 17/1/2021

O uso emergencial da CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, recebeu o aval da área técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A recomendação está sendo analisada em reunião pelos diretores do órgão, que poderão aprovar ou rejeitar a vacinação em caráter emergencial antes de sair a autorização definitiva.

“A recomendação como área técnica é que, tendo em vista o cenário da pandemia, o aumento do número de casos, a ausência de alternativas terapêuticas, que é uma situação de muita tensão quanto aos insumos, a agência recomenda a aprovação do uso emergencial, condicionada ao monitoramento e acompanhamento próximo das incertezas”, disse o gerente de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

Na apresentação, o gerente da Anvisa informou que a área técnica confirmou a eficácia da CoronaVac. A taxa de sucesso na prevenção da doença em relação ao grupo que tomou placebo (medicamento inócuo) atingiu 50,39%. Na semana passada, o Butantan tinha divulgado uma eficácia de 50,38%. O índice está acima da eficácia mínima de 50% exigida pela Anvisa e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Acompanhamento

Segundo a área técnica da Anvisa, apesar da recomendação do uso emergencial, existem incertezas que deverão ser acompanhadas de perto pelo órgão. Os técnicos destacaram a duração da imunização, efeitos em idosos e em grupos específicos e eficácia em pessoas que tiveram a doença. A Anvisa também informou que aguarda as informações sobre os anticorpos gerados na Fase 3 do estudo.

Além da CoronaVac, a diretoria da Anvisa analisa o uso emergencial da vacina de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, com acordo para ser fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No momento, a área técnica ainda faz a apresentação. Em seguida, a relatora do tema, diretora Meiruze Freitas lerá seu voto, com os outros quatro diretores da agência votando depois. (Wellton Máximo)

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