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Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: Esposa de vigilante agredido na UFT divulga nota

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em

DSC00637A senhora Lídia Ribeiro esposa do vigilante Adão Ribeiro da Silva agredido por marginais durante seu trabalho na noite do dia 20 divulgou nota a imprensa em nome da família lamentando a acontecido.

NOTA

UMA VIDA POR UMA ARMA?

Adão e eu somos casados há 16 anos. Temos quatro filhos, nas idades de 15, 13, 9 e 6 anos. Dia 20/08/2009, após dormir uma tarde inteira, preparatória para mais uma desgastante escala noturna de trabalho como vigilante, – que faço questão de ressaltar ser uma profissão que sempre exerceu com muito zelo e a cumpre por vocação, pois sempre afirmou gostar do seu trabalho e que, embora tenha o ensino fundamental completo, nunca demonstrou interesse por outra ocupação profissional – Adão não voltou para casa e hoje, um leito na Unidade Terapia Intensiva do Hospital de Referência de Araguaína é a sua guarita. Quanta mudança, da noite para o dia?

Como de costume, ao sair para o trabalho, sempre zelando pela pontualidade e assiduidade de cada escala, despediu-se da família, na perspectiva de retornar no dia seguinte ao seu lar, ato que não se pode prever com precisão, pelo fato de não sabermos o que nos espera no futuro, mas que pelo costumeiro padrão de vida da nossa então pacata Tocantinópolis, ser vigilante era uma profissão e meio de sustento familiar e não algo tão assombrador e com reservas para que o medo e a incerteza de poder ver um novo dia raiar atormentasse a vida destes profissionais, no nível de nossa localidade.

No histórico de nossa família, não há registro de que nossos filhos chegassem a passar necessidades em decorrência de irresponsabilidade por parte do dono da casa. Ao contrário, Adão sempre foi e será um exemplo a ser seguido por nós, em termos de preocupação com o bem-estar da nossa família, porque, acima dos médicos, há uma força soberana que rege a todos nós, que toma conta de nossas vidas do mesmo modo como tem provido a vivência terrena desses elementos que, em troca de uma arma, foram capazes de cometer um ato tão cruel contra mais um entre os milhares de cidadãos de bens no Brasil e mundo afora, que dedicava mais uma de suas noites de sono em prol da segurança do bem público.

Hoje, como muitos também se questionam, uma pergunta não quer calar: Se o objetivo desses marginais era apenas obter a arma que Adão portava, e o número de atacantes era quatro e parece que está crescendo o quadro de participantes, porque não o imobilizaram, levando consigo esse objeto “PRECIOSO”, bem mais relevante que a vida de um cidadão que não estava fora de seu lar naquele momento para apenas se divertir, muito mesmo para maquinar e executar algo que não pode ser desfeito, pois, por mais que a vítima se recupere, toma outro rumo a história da nossa amada Tocantinópolis e com salutar referência, o campus da Universidade Federal do Tocantins, palco em que eu, enquanto ex-docente e atuais docentes, discentes e demais funcionários que criam o cotidiano daquela tão estimada instituição, discursamos, mediados pelas leituras de uma educação para a vida, palavras de esperança, êxito e perseverança, visando a construir diálogos que levem à formação do cidadão ideal para a sociedade exigente que o espera.

É importante mencionar ainda, o possível envolvimento de uma senhora de aproximadamente seus mais de 60 anos de idade, nessa trama tão desumana! Se eu pudesse olhar nos seus olhos, não a agrediria com palavras torpes, muito menos fisicamente. Só faria a seguinte reflexão: A senhora tem filhos? Adão e eu temos quatro filhos, sonhamos vê-los crescerem como cidadãos de bem, que tem sido o exemplo que passamos para cada um deles ao longo de nossas vivências no lar. Mas aquela madrugada fria, que para o Adão, como um integrante da família UFT era mais uma escala de trabalho, estão mudando o curso de nossa história, porque, pelo homem saudável que ele é, certamente aquele leito de hospital que o acolhe e possivelmente o desconforto de todos aqueles tubos e fios, instrumentos úteis à medicina para a continuidade de seus incertos momentos de vida, porque a medicina já fez e vem buscando fazer o seu papel, não pode garantir a sua recuperação – NÃO É O LUGAR EM QUE ELE DEVERIA ESTAR! E a senhora, ao que tudo indica ajudou na escrita dessa tragédia!

Por fim, só quero acrescentar, em nome da minha família, amigos e parceiros da jornada profissional tanto minha quanto da instituição da qual Adão faz parte, que não desejamos a nenhum dos seus agressores serem contemplados pela dor por que passamos, porque a punição que lhes cabe Deus proverá e este mesmo Deus, que dotou inteligência ao homem para criar tecnologias que mantêm Adão e demais enfermos em estado grave vivos, pode inverter todo esse quadro de dor que enfrentamos, porque, quando a medicina não nos dá mais esperança, mesmo assim, seus profissionais recomendam a contrição com o AUTOR DA VIDA e Ele fará o MELHOR para a vida de Adão Ribeiro da Silva, 40 anos de idade, cerca de 18 anos de exercício profissional na área de vigilância, pai de quatro filhos que choram a sua ausência em nosso LAR! TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE (Fil. 4:13)

Lídia Ribeiro (esposa).

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Bico do Papagaio

TOCANTINÓPOLIS: Completa um ano a primeira morte por Covid-19

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Nesta quarta, dia 12, completou um ano da primeira morte por Covid-19 no município de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio.

A vítima foi o ex-vereador e funcionário público federal, Almiro Aguiar da Silva, 59 anos. Na época, Tocantinópolis registrava 5 contaminados com a doença. Ele faleceu no Hospital Municipal José Sabóia.

Um ano depois, Tocantinópolis acumula 37 óbitos e 2.031 contaminados no período.

Até esta quarta, o município aplicou 6.373, sendo 3.819 em primeira dose e 2.554 segunda dose.

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Bico do Papagaio

ARAGUATINS: Motoqueiro bate em bicicleta na Vila Miranda

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Nesta manhã de quarta, 12, um segundo acidente de trânsito envolvendo motocicleta foi registrado na cidade de Araguatins, no Bico do Papagaio.

Desta vez, o fato foi registrado na Vila Miranda, na Rua Antônio Fernandes. Um motociclista atingiu um vendedor de lanches que estava em uma bicicleta cargueira. Populares relataram que o condutor da motocicleta aparentava sinais de embriagues.

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Bico do Papagaio

Gestores do Bico recebem orientações para Conferências de Assistência Social 2021

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O Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas) realizou na manhã desta terça-feira, 11, uma reunião de orientação sobre as temáticas e organizações para as Conferências Municipais de 2021. As orientações são direcionadas aos conselheiros e secretários executivos dos Conselhos Municipais de Assistência Social (CMAS) de municípios do Bico e outras regiões do estado. tocantinenses.

O encontro tratou dos procedimentos necessários para a realização das conferências a serem realizadas em cada localidade, destacando a metodologia e os instrumentais que devem ser utilizados antes, durante e após as conferências municipais. São conhecimentos necessários para a elaboração dos relatórios e regimentos internos das conferências.


As datas para a realização das conferências nos municípios vai até 30 de julho, e as conferências estaduais devem acontecer de 2 de agosto até 30 de outubro.

O tema para as conferencias 2021 é “Assistência Social: Direito do povo e dever do Estado, com financiamento público, para enfrentar as desigualdades e garantir proteção social”.

Dentro dessa temática principal serão discutidos cinco eixos, com o propósito de construir propostas aos municípios, ao Estado e à União. O Plano de Assistência Social toma por base, entre outros instrumentais, as deliberações postas nas conferências, e são essas propostas que norteiam os gestores municipais, estaduais e do Governo Federal em seus planejamentos e nas tomadas de decisões.

s conferências de assistência social são instâncias de caráter deliberativo e têm como maior finalidade avaliar e concretizar os avanços conquistados na política pública de assistência social, e também apresentar orientações, definindo diretrizes e aprimoramentos do SUAS. As conferências acontecem a cada quatro anos de forma ordinária e extraordinariamente a cada dois anos.

A Conferência de Assistência Social envolve três etapas. As conferências municipais, as estaduais e a nacional. A Nacional está prevista para dezembro. As deliberações da Conferência Municipal são enviadas para os Estados e as deliberações das Conferências Estaduais são enviadas para a Conferência Nacional. Os delegados que participarão da Conferência Nacional são escolhidos na Conferência Estadual. Por esses passos democráticos a Conferência Nacional é um momento único com vários representantes e atores de todos os lugares do Brasil. (Com informações de Cláudio Duarte)

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