O livro “Ler e escrever na prisão: experimentações em Tocantinópolis” é uma iniciativa da professora Aline Campos, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus Tocantinópolis. O livro segue um cronograma de lançamento que será iniciado na terça-feira, 02, com o lançamento na própria unidade prisional. Já no dia 03, o livro será lançado no campus da UFT, em Tocantinópolis. Em Palmas, a solenidade de lançamento está marcada para sexta-feira, 05, às 14h, na Escola Superior de Gestão do Sistema Penitenciário Prisional (Esgepen).

O livro é uma coletânea de textos escritos por pessoas envolvidas com o Clube de Leitura na Cadeia Pública de Tocantinópolis. Durante todo o ano de 2018, os participantes do Clube de Leitura leram nove livros, após a leitura participaram de discussões e produziram resenhas críticas. Segundo Aline Campos, organizadora do livro, professora doutoranda do curso de pedagogia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), e coordenadora do projeto Clube da Leitura, o livro é uma conquista para todos os participantes dessa ação. 

“Antes de mais nada o livro é uma celebração. Existir enquanto um Clube de Leitura dentro de uma unidade prisional é um trabalho árduo e difícil, apesar de prazeroso. Permanecer existindo é uma vitória que precisa ser celebrada e registrada. Mas é também uma forma de compartilhar a experiência, levá-la para fora dos muros da prisão”, destacou Aline Campos.  Foram produzidos 400 exemplares que serão distribuídos gratuitamente, e um exemplar será destinado para cada unidade prisional do estado, com o intuito de inspirar outras ações propositivas. 

Para o diretor da unidade, Vinícius Lima Silva, o livro é um marco não só para a Cadeia Pública de Tocantinópolis, mas para o sistema prisional do Tocantins. “Nós temos um objetivo com o lançamento do livro: dar uma nova perspectiva ao sistema prisional do nosso estado e ser um bom exemplo para boas práticas dentro do ambiente prisional”, explica.

O reeducando, R.C.C., 44, exprime gratidão ao se referir ao livro, ele cooperou na organização e possui textos na obra. “Para mim é difícil explicar, a importância dessa iniciativa, pois nunca pensei em fazer parte da organização de um livro. Mas sei que as pessoas que tiverem acesso a este livro, terão uma visão diferente do que seja a cadeia, terão um novo outro olhar sobre nós”, garantiu.

Clube de Leitura

O projeto começou no primeiro semestre de 2018, na Cadeia Pública de Tocantinópolis. Visando estimular a leitura e escrita dos reeducandos, e também à viabilização da remição de pena por leitura na unidade. Há encontros presenciais semanais nos quais são lidas e discutidas as obras. Ao final da leitura os participantes escrevem, individualmente, uma resenha crítica. As resenhas passam pela correção primeiro das graduandas do curso de pedagogia e posteriormente pelos coordenadores do projeto, para posteriormente ser encaminhada para validação da remição de pena por leitura. (Com informações de Erlene Miranda e Jaqueline Moraes)

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