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terça-feira, 17 / maio / 2022
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TOCANTINS: Clandestinidade atinge 57% da carne consumida no Estado

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Da carne consumida no Tocantins, cerca de 57,9% são de origem clandestina. No ano passado, os abatedouros que recebem fiscalização sanitária produziram quase 21,3 mil toneladas de carne. Quantidade bem abaixo das necessidades da população tocantinense, estimada em 50,6 mil toneladas de carne. Ou seja, 29,3 mil toneladas de carne consumida seriam de origem clandestina. Os dados são da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec).

Segundo a Adapec, o Estado detém seis matadouros de bovinos, sendo dois em Porto Nacional, um em Palmas, um em Silvanópolis, um em Gurupi e um em Araguaína.

Segundo o presidente da Adapec, Geraldino Ferreira Paz, a adesão do Estado ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), do governo federal, voltado para o combate de abatedouros clandestinos de animais e incentivo à capilaridade da inspeção de alimentos, pode, em longo prazo, reduzir este índice de clandestinidade, caso haja uma grande adesão em todos os municípios.

“O abate clandestino é uma realidade dentro do Estado”, diz Geraldino, explicando que a grande maioria dos municípios não tem matadouro, e os que têm, não possuem um médico veterinário que faça a inspeção, o que faz com que a carne oriunda destes locais também seja clandestina.

De acordo com o presidente da Adapec, o órgão tem uma equipe técnica de coordenação de inspeção composta por 20 médicos veterinários, 14 técnicos agropecuários, um administrativo e um advogado que atendem denúncias através do número 0800 63 11 22, visando coibir o abate e a comercialização de produtos sem procedência.

A equipe conta com parceria do Ministério Público Estadual (MPE), Vigilância Sanitária Estadual e Ministério da Agricultura. E já realizou ações no interior do Estado, com apreensão de produtos impróprios ao consumo e interdição de estabelecimentos sem o devido registro.

Riscos

Para o presidente, uma das maiores dificuldades na realização de ações preventivas à comercialização de carne clandestina é que o cidadão não percebe o risco que corre ao consumir produtos sem origem certificada. “Sem inspeção, não tem como identificar nenhuma doença. Muitas vezes podemos comer uma carne com brucelose e tuberculose. E estas todas podem transmitir doenças para o ser humano”, alerta.

Segundo a Adapec, o consumidor de carne clandestina está exposto a várias doenças graves, como teníase / cisticercose, brucelose, tuberculose, infecções tóxico-alimentares e salmonelose. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, tanto o varejista quanto o produtor são responsáveis pelos produtos disponibilizados nos mercados, caso eles causem algum problema para o consumidor. (Jornal do Tocantins)

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consumidor

Em araguatins a fiscalização quem manda é o genro do prefeito e é ele mesmo o gerente do frigorifico, passamos quase uma vida comendo carne transportada em um caminhão todo enferrujado, o preço subiu de R$ 7,50 para 11 e qualidade é a mesma, pois a fiscalização só fiscaliza os açougue pequenos em vez de começar pelo frigorifico e o transporte. Já vi até agente sanitário se dizendo contra essas coisas, mas reclamando que não tem poder pra agir, é mole? ABRE O OLHO ARAGUATINS!!

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