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quarta-feira, 25 / maio / 2022
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TOCANTINS: Congresso de Apicultura mostra que produtividade de mel se aproxima da média nacional

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Com uma produtividade de 13,8 kg de mel por colmeia, o Tocantins se aproxima da média nacional, que é de 15 kg. A informação foi confirmada no I Congresso de Apicultura e Meliponicultura da Amazônia, que aconteceu dentro do Amazontech 2011, e provou que a apicultura tocantinense traça um caminho seguro para seu estabelecimento na economia regional. O Congresso começou no dia 20 e terminou no final da tarde deste sábado, dia 22. Mais de 800 pessoas, inclusive de caravanas do Mato Grosso, Acre e Goiás, participaram do evento, que foi sucesso absoluto. Do Tocantins, foram registradas sete caravanas de produtores.

De acordo com a médica veterinária da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário – e uma das organizadoras do evento, Erika Jardim, durante o Congresso ficou bem claro que o cenário tocantinense é semelhante ao do restante do país. “Nossa produtividade pode ser equiparada com a de outros estados que trabalham com apicultura há mais tempo. Isso prova que o Tocantins está bem. Mas o Brasil como um todo precisa aumentar a produtividade, para quem sabe, chegar aos 60 kg de mel por colmeia, assim como o Canadá”, disse a veterinária, acrescentando que para isso será necessário adotar uma série de medidas como novas tecnologias.

Muitas destas inovações tecnológicas foram abordadas em palestras e clínicas tecnológicas, ministradas por especialistas do Tocantins e de outros estados, que incentivaram os produtores a investir ainda mais na cultura e, sobretudo, se profissionalizar mais. “Também ficou provado que os apicultores devem se preocupar com a produção do mel e não com a comercialização, com o marketing, com a pesquisa. É preciso se organizar e dividir as responsabilidades”, explicou Erika.

Ouvintes

Para a agricultora familiar do Assentamento Piracema, de Marianópolis, a 230 km de Palmas, Maria da Conceição da Silva, que já trabalha com abelhas para produção de mel declarou que foi maravilhoso participar do Congresso. “Foi ótimo. Eu mesma aprendi como trabalhar com a abelha e como aumentar a renda também. Nós temos poucas caixas, mas já queremos aumentar”, comentou sorrindo.

Para o apicultor de Nova Ubiratan – MT, Ademar Buchner, a experiência foi ótima. “Há 40 anos trabalho com apicultura e sempre descobrimos alguns complementos para aprimorar a produção e a produtividade. Já cheguei a fazer o mesmo curso cinco vezes, sempre precisamos nos atualizar”, comentou, dando exemplo aos que pretendem trabalhar com abelhas. Ademar ainda demonstrou como o conhecimento pode auxiliar na produtividade e assim para a rentabilidade do produtor. “Tenho colmeia que produz mais de 100 kg/ano, mas a média de produtividade é de 55 kg de mel por colmeia”, falou o matogrossense.

Mostrando que o Congresso estimulou a pesquisa regional, o pesquisador da UFT – Universidade Federal do Tocantins, Waldesse Oliveira Júnior, explicou que pretende fazer novas pesquisas na área da apicultura. “Já fiz projetos de pesquisa na área e pretendo voltar. Queria ter uma visão da situação da apicultura no Tocantins e alcancei meu objetivo, além de ter conhecido muita gente. Agora passarei para o próximo passo”, comentou, complementando que o Tocantins precisa de mais Congressos e principalmente pesquisas de todos os níveis, inclusive as básicas. Waldesse ainda elogiou o nível técnico das clínicas e palestras, voltadas para a prática dos produtores.

Abordagem

Dentre as palestras ministradas na tarde deste sábado, foi abordada ‘A Patologia Apícola e o Desaparecimento das Abelhas no Cenário Mundial’, com a pós-doutorada nos Estados Unidos e pesquisadora da Agência Paulista de Tecnologia, Érica Teixeira. “Em todo o mundo as abelhas estão sumindo e várias hipóteses ainda não foram confirmadas. É certo que são espécies diferentes das criadas no Brasil, mas mesmo assim precisamos prevenir para que as patologias não adoeçam as abelhas daqui, que na maioria são africanas”, garantiu a pesquisadora, que também é zootecnista.

Érica alertou para que os produtores fiquem muito atentos às doenças das abelhas e também para o uso indiscriminado de defensivos agrícolas, que interferem significativamente na vida destes sensíveis animais. “Quando este país foi descoberto só tinha animais da mata aqui. Muitos animais de hoje foram trazidos de outros lugares e doenças juntamente com eles, mas temos que aprender a lidar com isso.

Precisamos nos preparar para combater esses patógenos”, declarou, acrescentando que é muito importante que os apicultores não importem de forma ilegal pólen e abelhas, já que podem estar contaminados e colocar em risco o plantel nacional. “Isso é comum e é um risco enorme para a apicultura e meliponicultura”, enfatizou.

Ao final da palestra, os ouvintes ainda puderam tirar suas dúvidas quanto às maiores problemáticas enfrentadas pelos apicultores no Brasil e na região Norte.

Encerramento

O encerramento do Congresso foi realizado às 18h no auditório Mumbuca, onde ocorreu também a entrega dos certificados para os participantes. Na ocasião, foi divulgado o local onde será realizada a 2ª edição do Congresso da Amazônia: a cidade escolhida foi Parauapebas – PA, e o mês será outubro de 2013.

O presidente da Fetoapi – Federação Tocantinense de Apicultura, Antonildo Medeiros, agradeceu a participação de todos e convocou os produtores a transformar o Tocantins num celeiro de produção de mel. “Ficamos muito felizes em contar com a presença dos apicultores tocantinenses que estão buscando conhecimento para melhorar nossa produção”, comentou.

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