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quarta-feira, 25 / maio / 2022
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Tocantins é segundo em desmatamento no Brasil

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O Tocantins foi o segundo Estado brasileiro que mais desmatou o bioma Cerrado nos anos 2008 e 2009, conforme levantamento inédito apresentado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nesta semana. Só perdemos para o Maranhão, que destruiu 2.338 km² de vegetação nativa, enquanto o Tocantins contribuiu com 1.311 km²; Bahia, com 1.000 km² e Mato Grosso, com 833 km².

Apesar do levantamento apresentar índices que demonstram que caiu quase pela metade o desmatamento na região, a situação ainda é alarmante, pois o cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, onde o desmatamento está concentrado no Maranhão, Tocantins e no Oeste da Bahia.

De acordo com os dados desse levantamento, a taxa anual de desmatamento no Cerrado, que entre 2002 e 2008 era de 14.000 km², caiu para 7.637 km² de 2008 a 2009. Os dados mostram ainda que, por ano, a destruição do bioma equivale a 0,37% dos 2,03 milhões de hectares (ha) de cerrado. Antes, esse percentual era de 0,69%.

Agricultura

Para o superintendente do Ibama no Tocantins, Joaquim Henrique Montelo Moura, a ampliação da fronteira agrícola e o uso da madeira como carvão influenciam no aumento do desmatamento. “Esses fatores concorrem para a degradação do Cerrado. O proprietário desmata e faz o aproveitamento da madeira convertendo-a em carvão, depois implanta a lavoura de soja ou a pastagem. A nossa fiscalização é intensa. Uma vez por ano fazemos operações em todas as regiões do Estado, Norte, Sul, Sudeste, Noroeste entre outras.” O superintendente ressalta ainda que desmatar somente para retirar carvão é proibido pela legislação vigente.

Ainda segundo informações do Ibama no Tocantins, a maior parte dos desmatamentos no Estado acontece em áreas pequenas e isoladas, uma média de 40 a 50 ha, principalmente da região Centro-Norte e a maior parte são autorizados pelo órgão.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), Júnior Marzola, disse que esses dados não preocupam o setor, “só refletem a realidade do Estado”. “Os antigos índices eram equivocados, havia uma duplicidade de informações acerca da mesma área. Esses dados atuais refletem a realidade do setor, fruto da aplicação de tecnologia e de maior produtividade nas mesmas áreas. Não estamos desmatando para produzir mais, e sim, produzindo nessas mesmas áreas.”

Número

1.311 km²- É o total desmatado do Cerrado no Tocantins, que ocupa a segunda colocação no ranking elaborado pelo Ibama. (Jornal do Tocantins)

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