- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
segunda-feira, 16 / maio / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

TOCANTINS: Economista aponta vantagens na divisão do Pará

Mais Lidas

A divisão do estado do Pará em três, criando Tapajós e Carajás, pode trazer muitas vantagens para o Tocantins, em especial no que se refere a oportunidades de crescimento econômico. Pelo menos esta é a opinião do coordenador técnico das frentes pró-Carajás e pró-Tapajós e responsável pelo estudo de viabilidade desses dois estados, o economista tocantinense Célio Costa, que também foi o autor do estudo de viabilidade do Tocantins, em 1988.

No próximo dia 11 de dezembro, a população paraense deve decidir, através da votação de um plebiscito, se aceita ou não a repartição do estado do Norte em três, que tem um total de 7,58 milhões de habitantes e uma área geográfica de 1.246.833 km².

O especialista destaca que o surgimento desses dois novos estados irá proporcionar uma parceria de desenvolvimento para os negócios e de oportunidades para a classe empresarial e para a juventude tocantinense, através de concursos públicos, que devem ser realizados nas duas federações. “O Tocantins quando foi criado estabeleceu muitos negócios com o estado de Goiás e nem por isso Goiás foi esvaziado. Então eu não vejo que a criação desses dois estados pode prejudicar de algum modo o Tocantins, pelo contrário, acho que são parceiros, aliados em um processo de desenvolvimento que contempla a região Norte, de um modo especial a Amazônia brasileira”, diz.

Costa enfatiza que o atual estado do Pará tem problemas sérios, como uma população grande e dispersa, além de regiões abandonadas e muitos problemas sociais e econômicos. “E o que é pior, o governo paraense tem uma arrecadação muito baixa. Então ele não tem dinheiro suficiente para arcar com os custos de uma região tão grande e uma população tão grande e uma arrecadação tão baixa”, frisa.

Ele comenta que o Pará é tão grande que a lógica seria que ele fosse dividido em quatro. Caso o plebiscito confirme a criação dos dois estados, o Pará remanescente (veja gráfico) ficará quatro vezes maior do que o Rio de Janeiro.

Comparação

Na comparação da possível criação dos dois novos estados com o Tocantins, o economista aponta uma grande diferença no movimento político. Costa lembra que o Tocantins surgiu a partir de um processo iniciado na população, que resultou em uma emenda de iniciativa popular, submetida à Assembleia Nacional Constituinte de 1988. “Fizemos uma consulta à população, mas não uma consulta plebiscitária, foi uma consulta espontânea, que coletamos na ocasião 100 mil assinaturas. Isso levou que o Tocantins tivesse condições de pleitear a sua criação através da constituinte de 1988”, acrescentou.

No caso da divisão do Pará, o processo é diferente, porque o plebiscito foi aprovado pelo Congresso Nacional e agora a população está sendo consultada. “Então é um processo bem diferente. O processo do Tocantins saiu do povo para o Congresso e esse está vindo do Congresso para o povo”, frisa.

Para serem criados os novos estados são necessários 50% dos votos mais um. Como são duas perguntas diferentes, há possibilidade de apenas um dos estados ser criado e outro não. (Jornal do Tocantins)

- Publicidade -spot_img

1 Comentário

Assinar
Notificar-me
guest
1 Comentário
Mais antigo
Mais recente Mais votado
Inline Feedbacks
View all comments
Francisca

Finalmente alguem coerente. Eu acho a mesma coisa e estou falando para meus parentes que moram no Pará. Votem simmmmm.

- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias