- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
quarta-feira, 18 / maio / 2022
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
- Publicidade -spot_img
Array

TOCANTINS: Gravação revela cobrança de Willamara Leila a Carlos Gaguim

Mais Lidas

A interceptação telefônica da Polícia Federal (PF) no Inquérito n.º 569 que flagrou a desembargadora afastada por suspeita de corrupção do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO), Willamara Leila de Almeida, 55 anos, cobrando agilidade do então governador Carlos Gaguim, 50 anos, na liberação de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além disso, conforme relatório da PF publicado na página 90 do segundo volume dos autos apartados do inquérito, Gaguim pode ter tentado discutir a nomeação de um desembargador para a corte, mas Willamara não quis tratar desse assunto por telefone. O inquérito tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deu origem à operação Maet, iniciada em 16 de dezembro de 2010, que apura atos de corrupção no Judiciário tocantinense.

Segundo o relatório da PF, a ligação de Willamara a Gaguim “causou bastante estranheza à equipe de análise devido ao tom de cobrança dada ao governador” pela então presidente do TJ, Willamara Leila. O texto da PF lembra, ainda, que a ligação foi exatamente no dia da escolha do novo desembargador e do presidente do TJ.

A ligação, feita às 11h55, é de é de 2 de dezembro de 2010 (leia conversa no quadro abaixo e ouça a gravação do diálogo na versão digital do JTo Flip), mesmo dia em que a corte do TJ escolheu a magistrada Jacqueline Adorno de La Cruz Barbosa, 46 anos, para a presidência e a então juíza Ângela Maria Ribeiro Prudente, 52 anos, para ocupar uma vaga definitiva no tribunal.

“Observa-se que, em um dado momento da conversa, dentro do contexto da liberação do dinheiro para as empreiteiras, o governador menciona a votação, provavelmente referindo-se à votação no Tribunal de Justiça, a que Willamara diz não querer tratar sobre esse assunto ao telefone”, destaca o texto da PF.

Dinheiro

O dinheiro que Willamara pressiona para ser liberado se refere ao financiamento que possibilitou reformas e construções de fóruns no interior do Estado. Durante a ligação, Willamara fala da pressão que recebeu das empreiteiras e cobra do governador uma postura mais ativa da Procuradoria Geral do Estado, inclusive pedindo que Gaguim pressionasse Haroldo Rastoldo, na época responsável pelo órgão, para que agilizasse o processo.

A função da procuradoria era checar as obras e enviar o relatório para o BNDES para, assim, obter a liberação do recurso. Na ligação, nem Gaguim e nem Willamara falam de valores.

Desembargador

Em um momento da conversa, que teve duração de quatro minutos, Gaguim começa a falar sobre a votação do TJ, dando a entender que havia conversado com um desembargador sobre o assunto. Sem citar nomes, o então governador, inclusive, afirmou que a esposa dessa pessoa é complicada. Essa conversa, porém, não avançou. Willamara não se estendeu no assunto, disse não querer falar sobre o tema e diz que a questão já estava sacramentada e que seria resolvida.

Operação

Em junho deste ano, a operação Maet ainda teve mais desdobramentos, com novos mandados de busca e apreensão sendo cumpridos. Até agora, quatros desembargadores foram afastados sob suspeita de vender decisões judiciais e manipular autorizações de pagamento de precatórios – Willamara Leila, Carlos Luiz de Souza, 64 anos, José Liberato Costa Póvoa, 67 anos, e Amado Cilton Rosa, 59 anos. Willamara, Souza e Liberato foram afastados por 180 dias pelo STJ em dezembro de 2010 e, no dia 9 de junho, tiveram o afastamento prorrogado pelo mesmo período. Já Amado foi afastado em 9 de junho, também por 180 dias. (Jornal do Tocantins)

- Publicidade -spot_img

1 Comentário

Assinar
Notificar-me
guest
1 Comentário
Mais antigo
Mais recente Mais votado
Inline Feedbacks
View all comments
Eu mesmo

E a roubalheira ainda continua, todo o Estado passou por correição realizada pelos próprios magistrados de suas comarcas, agora estão fazendo outra do pessoaL do TJ de Palmas, sendo que é a mesma coisa da que já passaram, a única diferença é que nessa tem os honorários extra ou seja as diárias, resumindo, A FARRA CONTINUA.

- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimas Notícias