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segunda-feira, 16 / maio / 2022
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TOCANTINS: Hospitais continuam péssimos. Pai afirma que bebê morreu por negligência médica

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O pintor Gleison Gonçalves de Almeida registrou boletim de ocorrência na delegacia (1ºDP) contra o Hospital Dona Regina por negligência médica neste domingo, 11, em Palmas. A esposa, Cláudia Saraiva de Sousa, 26 anos, no nono mês de gestação chegou ao hospital, na manhã de sexta-feira, 9, com dores na barriga, mas teria sido encaminhada para casa após medicação.

“Cláudia começou a sentir dores na barriga na sexta-feira, estávamos no Extra comprando o carrinho do bebê, chamei o Samu que levou ela para o hospital, onde foi atendida pelo médico José dos Santos Neto. Ele pediu alguns exames, medicou e mandou ela voltar para casa”, contou Gleison. Ele informou que voltaram para casa, em Taquaralto, e a esposa ainda sentia dor, mas na madrugada as dores ficaram mais intensas, seguido de sangramento, e novamente chamaram o Samu, chegando ao hospital às 5h15.

Gleison detalhou que Cláudia foi atendida pela médica Sonaly Santiago Pereira, que iniciou o procedimento de exames que constatou que o coração da criança já não batia. “Era mais de 7 horas quando ela foi encaminhada para cesariana e já tínhamos sido avisados que provavelmente nossa filha estava morta”, relatou. O pai disse que o hospital não atendeu a esposa como deveria, que deseja explicações e que o responsável seja penalizado. “Nossa filha iria se chamar Yasmin Gonçalves Saraiva, aguardávamos sua chegada”, disse.

O estado de saúde da mãe da criança era estável na tarde de ontem, mas conforme informações do diretor Técnico do hospital, Fábio Moraes, no procedimento cirúrgico foi retirado o útero para conter a hemorragia, pois não foi possível estabilizar o quadro apenas com medicação. Cláudia tem 26 anos e outras duas filhas, uma de 10 outra de 3 anos, e, conforme o marido, tem um histórico de gravidez de risco, e que nessa gestação teve muitos sangramentos. Porém, Moraes afirmou que a gravidez da Cláudia não era de risco e o que aconteceu foi uma fatalidade e não um caso de negligência médica.

Hospital

Moares ressaltou que a mãe veio ao hospital, na primeira vez, com uma dor no baixo ventre e o médico que a atendeu fez o procedimento correto: exames de toque e cardiotocografia, realizando o registro das contrações e batimento do coração do bebê, identificando que ela não estava em trabalho de parto e que estava tudo bem com a criança. “O deslocamento de placenta é o desligamento do contato entre a mãe e o filho, a criança não recebe mais oxigênio”, explicou. Ele frisou que os médicos do hospital são capacitados para agirem nessas situações e isso possibilitou salvar a vida da mãe. Questionado sobre o horário de entrada de Cláudia na madrugada, ele confirmou que foi às 5h15, mas sobre o horário da cirurgia, alegou ainda não ter o dado.

O diretor conversou com os familiares do casal, mas estes disseram que não se convencerão com as explicações e que não tiveram as dúvidas sobre o caso esclarecidas. No momento da reunião entre médico e familiares, Gleison estava na delegacia e não participou. “Entraremos com uma ação no MPE, queremos descobrir o que ocorreu, porque enviaram minha esposa para casa quando ela chegou, a primeira vez, no hospital já com dores”, disse Gleison. (Com informações do Jornal do Tocantins)

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