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quarta-feira, 25 / maio / 2022
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TOCANTINS: Jovens ampliam a procura por alistamento militar

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O interesse de jovens tocantinenses pelo ingresso no serviço militar tem aumentado com o passar dos anos. É o que mostra um levantamento realizado pelo 22º Batalhão de Infantaria do Exército no Estado, referente ao número de alistamentos entre 2008 e este ano.

Em 2008, 2.950 jovens se alistaram na Junta Militar de Palmas. Em 2009, o número subiu 19,3%, passando para 3.520 alistados; e em 2010, foram 4 mil candidatos – 13,6%. Até maio deste ano, segundo o Batalhão, 1.980 – quase metade de todos os registros de 2010 – jovens já se alistaram.

No total, de 2008 para 2010, o aumento de pessoas que procuraram o Exército no Brasil chegou a 35,6%.

Atualmente, o 22º Batalhão de Infantaria do Tocantins tem capacidade para 240 soldados. Os inscritos passam por todas as etapas durante o processo de seleção, que vão desde o alistamento feito na Delegacia de Serviço Militar, passando por entrevistas, testes físicos e psicotécnicos, visitas domiciliares, até finalmente ser recrutados a incorporar as fileiras do Exército.

Para se incorporar à instituição, o candidato passa por um verdadeiro processo de afunilamento, como classifica o comandante do 22º Batalhão do Exército no Tocantins, o tenente-coronel Marco Antônio Martin da Silva.Dos alistados em 2008 e em 2009, 240 foram aprovados na seleção complementar e 120 foram recrutados para o serviço militar. Em 2010, 476 passaram na seleção complementar e 204 integraram a corporação. Este ano, 492 foram aprovados na seleção complementar e 238 foram incorporados.

Interesse

O comandante Martin confirma a escalada do número de voluntários que procuram o serviço militar durante os dois anos em que está à frente do batalhão. Ele fala que a ampliação é significativa não só com relação aos jovens interessados, mas também no que diz respeito à quantidade de pais que procuram a unidade solicitando a oportunidade para o filho. “Ao contrário de antigamente, quando as famílias pediam para os filhos serem dispensados. Hoje, os pais esperam dias para falar e pedir para que o filho seja aprovado e sirva no Exército”, destacou o coronel.

O coronel atribui esse interesse a dois fatores: um deles é a imagem do batalhão, que segundo o comandante tem melhorado gradativamente com as ações e missões que tem desenvolvido.

O outro motivo é o futuro promissor que a carreira militar pode representar. “Hoje o Exército é uma instituição que tem maior possibilidade de ascensão social num curto espaço de tempo. O jovem sabe que, num curto espaço, pode ser um oficial, um chefe militar. Isso é um atrativo, principalmente para aquele jovem de classe baixa, vindo do interior”, ponderou.

Esperança

Aliada à vontade do jovem de servir o Exército, há também a esperança dos pais de um futuro promissor para o filho.

Além da ascensão social, conforme colocou o coronel, há também o outro lado da moeda: casos de famílias abastadas que querem o filho no serviço militar. “Pais que querem despertar nos filhos o sentimento de valorização aos bens que possui e criar neles o senso de responsabilidade e o espírito da liderança”, destacou. (Jornal do Tocantins)

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