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terça-feira, 05 / julho / 2022
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TOCANTINS: Palmas tem 600 pontos de crack, estima polícia

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O delegado titular do Grupo de Repressão a entorpecentes (GRE), da Delegacia Estadual de Investigações Complexas (Deic), Rossílio Souza Correia, disse, ontem, que dados parciais da polícia mostram que a Capital conta com, ao menos, 600 pontos de venda de crack. O delegado confirmou informação repassada por autoridades policiais goianas à imprensa daquele estado de que o Tocantins é, atualmente, um dos principais receptores de drogas de Goiás.

“O tanto de quilos que precisa para abastecer essas pessoas é muito. Então é muita droga entrando”, enfatizou.

De acordo com o delegado, por ser um local estratégico – divisa com os estados da Bahia, Goiás, Pará, Maranhão e Mato Grosso – o Tocantins torna-se um polo mais fácil de conexão de entrada de drogas. Assim, além da distribuição para os pontos de entorpecentes espalhados nos 139 municípios tocantinenses, muitas drogas distribuídas aos estados vizinhos são recebidas no Tocantins.

“As drogas, para chegarem aos outros estados passam aqui, e Goiás nas apreensões que a gente tem feito aqui, é considerado um dos maiores distribuidores do Tocantins, principalmente o crack”, frisou o delegado.

Fornecedor

Sabendo que Goiás é um importante fornecedor de drogas, Rossílio Correia explicou que a polícia vem trabalhando bastante para tentar minimizar a entrada de entorpecentes vindas daquele estado. “A gente agora está tentando mudar a estratégia para tentar ver se trabalha em igualdade com esses traficantes, monitorando os locais, monitorando os ônibus, fazendo investigação interna, tentando descobrir alguma maneira de interceptar esses carregamentos de droga que vêm de Goiás pra cá”, ponderou.Ele lembrou que, apesar de ser a origem principal, os entorpecentes do Tocantins não só vêm de Goiás, como também da Bahia, do Pará e do Mato Grosso.

Para tentar coibir o tráfico no Estado, Rossílio Correia disse que foi iniciada uma reestruturação na delegacia, com ampliação de policiais e de logística. “Estamos tentando aumentar nosso efetivo de pessoal, aumentar veículos, uma forma logística para gente trabalhar de igualdade, porque eles estão tomando conta”, reconheceu o delegado.

Aliado

O delegado Rossílio Correia destacou que, neste processo, um grande aliado no combate ao tráfico é a população. Ele afirmou que só no mês passado foi possível fechar cinco pontos de vendas graças a denúncias. A previsão do delegado é que até o final do ano 150 bocas de fumo sejam fechadas. Além do número telefônico 197, as denúncias podem ser feitas no (63) 3218-6871.

Lucratividade

O grande avanço do crack no Brasil e no Estado se dá pela lucratividade da venda da droga. Segundo o delegado, comparando com a maconha, por exemplo, é possível ganhar muito mais dinheiro com bem menos quantidade de entorpecente. Além disso, o usuário de crack possui uma dependência muito maior.

Rossílio Correia afirmou que o efeito da maconha é de cerca de quatro horas e o poder de dependência é pequeno. Outro fator é que quem fuma maconha frequentemente demora até duas semanas para comprar novamente. Já o crack, o traficante compra em uma quantidade mínima da droga, a multiplica e consegue causar efeito aos usuários em menos de oito segundos. Em um final de semana, por exemplo, o delegado explicou que o usuário precisa, no mínimo, de 15 pedras, ou seja, R$ 150,00.

Além disso, nos dias seguintes o dependente já está atrás da droga novamente. Com o crack, o traficante consegue ter um lucro de quase 600%. Rossílio Correia explicou que com R$ 900,00 compra-se 100 gramas de crack, que dá pra fazer 500 pedras, o que pode render de R$ 5 mil a R$ 6 mil. “Então é quase 600% de lucro, e sempre tem cliente. Os caras são viciados e não param de usar. Eles vão atrás mesmo”, detalhou o delegado. (Jornal do Tocantins)

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