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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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TOCANTINS: Prefeito de Piraquê considerado foragido

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O Tribunal de Justiça (TJ-TO) acatou o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e decretou, na última terça-feira, 31, a prisão preventiva do prefeito do município de Piraquê, Olavo Júlio Macedo (PPS). Na decisão, o desembargador Daniel Negry determina o afastamento do prefeito do cargo. Negry entendeu que o prefeito deve ficar presto até o término da instrução criminal de da ação penal ajuizada em abril pelo MPE contra ele e mais quatro prefeitos por suspeita de pagamento de empréstimo consignado com recursos públicos em fraudes com o Banco Matone S.A, com sede no Rio Grande do Sul.

De acordo com a decisão, após a ação inicial, o prefeito deu início a uma série de ameaças contra o depoente e co-denunciado José Neto Pereira de Aguiar, o que levou o MPE a ingressar com novo pedido de prisão na qual revela a coerção do prefeito porque Aguiar se recusou a alterar o depoimento inicialmente prestado.  O MPE afirma que o prefeito “insiste” que Aguiar assine documentos “suspeitos”, que teria o propósito de alterar seu depoimento, de forma que favorecesse o prefeito na investigação criminal.

“Não se pode, pois, deixar de considerar a gravidade da situação, já que o denunciado detém ainda o comando do poder público do município”, afirmava trecho da decisão de Negry, ao ressaltando ainda que o acusado solto poderia continuar ameaçando testemunhas no sentido de corrompê-las.Na denúncia original, o MPE afirma que R$ 273,4 mil foram pagos ao banco pela prefeitura em razão do convênio para empréstimos consignados aos servidores que não foram descontados em folha.  Segundo o MPE, outras pessoas estariam envolvidas na investigação, entre elas, funcionários públicos, representantes da empresa que intermediava as transações e ainda a cunhada do prefeito, a estudante Fátima Antônia Rodrigues da Silva. O delegado de polícia de Wanderlândia, Piraquê e Darcinópolis, Manoel Laeldo dos Santos Nascimento, disse, no fechamento desta edição, que o prefeito está foragido. Ele levantou uma hipotética suspeita de que Macedo teria tomado conhecimento da decisão antes da polícia chegar até o município, na terça-feira, por volta das 17 horas, para a prisão e deixou a cidade. “Tivemos informações, não concretas, que ele teria ainda ontem ido para Palmas”, comentou o delegado que pediu apoio da Delegacia de Araguaína.

Prefeito

O assessor e advogado do prefeito, Romildo Leite, afirmou que o prefeito se encontraria em Imperatriz (MA) resolvendo questões administrativas de Piraquê e hoje retornaria para o município e irá recorrer da decisão. Questionado sobre o fato dele se apresentar à Justiça, Leite disse que Macedo não tem do que temer, já que as denúncias feitas contra ele não têm procedência. (Jornal do Tocantins)

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