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sexta-feira, 20 / maio / 2022
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TOCANTINS: Professores da UFT decidem entrar em greve a partir de 2ª

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Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira, 21, no auditório do bloco III da Universidade Federal do Tocantins (UFT), professores e Seção Sindical dos Docentes da UFT (Sesduft) decidiram paralisar as atividades nos sete campi da instituição no Estado a partir da próxima segunda-feira. Entre as alegações da classe, conforme proposta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), estão perdas salariais de mais de 152% referente aos últimos 12 anos e ainda perda de direitos trabalhistas, plano de cargos e carreiras e outros prejuízos.

Ao todo, são cerca de 800 professores trabalham na UFT. A categoria espera adesão total. Em todos os campi, a UFT tem quase 13.500 mil alunos.A paralisação que estava prevista para acontecer somente no segundo semestre acabou antecipada. Segundo os professores, caso paralisassem somente em agosto a greve poderia não surtir efeito.

Para a classe, paralisar as atividades agora é uma forma de pressionar o governo, já que para realizar as rematrículas os estudantes poderão sofrer prejuízos, uma vez que o lançamento de notas e fechamento de diários não serão realizados até que haja um posicionamento do governo.

A UFT é a terceira universidade do Brasil a deliberar pela greve. Antes dela, a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal do Pará (UFPA) também anunciaram a paralisação. De acordo com o presidente do Sesduft, Vinícius Pinheiro Marques, além da perda salarial, a classe luta pela linha única nos contracheques. “Uma das nossas revoltas é que os professores aposentados estão com uma redução de quase 60% no valor do seu contracheque”, disse afirmando que este valor representa as atuais gratificações, destacando que isso acontece porque esse percentual é o equivalente as gratificações recebidas pela categoria.

“Do total que recebemos, 60% vem por gratificações e outros benefícios, enquanto o salário real apresenta defasagem. Com isso, se o profissional aposenta, ele perde todas estas gratificações e fica apenas com o salário base”, pontuou.

Durante a assembléia, professores de Palmas e representantes dos sete campi distribuídos no Estado apresentaram propostas que foram decisivas para o início da greve. As propostas foram avaliadas pelo Sesduft que em seguida decidiu pela paralisação geral da categoria.

Assembléia

Na próxima segunda-feira, 27, uma nova assembleia será realizada para que outros detalhes da greve sejam definidos. De acordo com Marques, durante a greve os portões de todos os campi continuaram abertos e os professores estarão realizando atividades que envolvam a paralisação em todas as unidades, como a definição de professores que vão participar do comando de greve e ainda sobre a agenda de atividades a serem executadas durante a paralisação.

Técnicos

Nesta quarta-feira, 22, está prevista uma reunião com representantes da categoria e o governo federal em Brasília (DF). Técnicos Administrativos da UFT também estão em greve a cerca de um mês reivindicando valorização dos servidores da educação superior, equiparação salarial a três salários mínimos, reajuste dos auxílios-creche e alimentação e a revisão do anexo quatro do Plano de Carreira que trata sobre a qualificação. (Jornal do Tocantins)

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